Especial Parodius EXTRA: Otomedius (Parte 3 de 3)

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Confira a Parte 1 e a Parte 2!

Otomedius Excellent / Otomedius X – Xbox 360 (2011)

Otomedius não se tornou exatamente um favorito dos fãs quando foi lançado, mas deve ter ido bem o suficiente para que a Konami resolvesse fazer uma continuação. Otomedius X, também conhecido como Otomedius Excellent, foi projetado especificamente para o público dos consoles, removendo a maioria das coisas que foram introduzidas pelo seu predecessor, em favor de uma experiência mais tradicional, ao estilo Gradius. Koji Igarashi, mais conhecido por seu papel na série de jogos Castlevania, também assumiu o papel de produtor.

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Otomedius Excellent (Xbox 360)

A maioria do elenco do Otomedius original, está de volta, com exceção de Emon 5, que era algo estranho para o jogo no fim das contas. Há quatro novos personagens (bem, três se você considerar que um deles funciona exatamente como Emon), assim como uma esquadrilha de personagens-chefe inspirados em outros jogos da Konami.

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Otomedius Excellent (Xbox 360)

As Heroínas

Arnval
RV: Anthurium

Arnval é do, uma linha de bonecos da Konami que por acaso também segue o tema “mecha shoujo”. Já que Emon 5 é o único personagem que falta, ela assume o seu arsenal.

Straf
RV: Alphina

Straf é a irmã de Arnval, e também vem do Bushou Shinki. A Alphina é a terceira nave selecionável do spin-off em 3D do Gradius, Solar Assault. Duas de suas armas, o Psycom Laser e o Mind Blast, vieram deste jogo. Infelizmente, ela só está disponível como DLC.

Gesshi Hanafuuma
RV: Axelay Viper

Gesshi Hanafuuma vem do jogo da Konami para Famicom, Getsu Fūma Den. Seus Options são substituídos por um poder “Hadouken” (traduzido como “Wave Sword”), que está na primeira posíção da sua barra de power-ups e como ser facilmente equipada ou melhorada, e são ataques de onda multi-direcionais. O resto de suas armas e o design de sua nave são emprestados do jogo de nave do SNES Axelay, com exceção do seu Platonic Burst, que invoca um dragão de fogo ao estilo da name do Trigon / Lightning Fighters.

Kokoro Belmont
RV: Stavros

Kokoro Belmont é inspirada na série Castlevania. Suas armas principais são o Laser Whip, bombas de Holy Water, e machados e cruzes-bumerangues. Sua nave, a Stavros, vem do jogo Trigon / Lightning Fighters, que também esteve representado no boss rush do Gradius Gaiden. Seu ataque Platonic Burst attack é um laser em forma de cruz, o outro super-ataque daquele jogo, e o seu Option se chama Trigon, que ao se usar power-ups se aumenta a potência de sua arma ao invés de se replicar. Infelizmente ela só está disponível como DLC.

As Vilãs

Neko Sencho

O navio gato-pirata do Parodius Da! (e reaparecendo algumas vezes ao logo da série) foi transformado numa garota de biquíni, e ela controla o Mirrored Core, o chefe da primeira fase.

T. B. Rika

T.B. Rika é uma professora na Gradius High School, mas na verdade ela é uma Bacterian disfarçada! Seu nome sugere que ela é inspirada na Chichibinta Rika, a dançarina de Las Vegas da segunda fase do Parodius Da!, e que por sua vez imitava o caranguejo-robô Shadow Dancer do Gradius II.

Ryukotsuki

Ryukotsuki é uma versão feminina do Ryukokki, o dragão-esqueleto demoníaco que é chefe no Getsu Fūma Den. Ela comanda uma nave no formato de serpente, chamada Serpent Core.

Shiori Fujisaki

A garota-propaganda do “dating sim” da Konami Tokimeki Memorial retorna como o chefe da quinta fase, mas em um uniforme de colegial diferente. Ela comanda o Heaven’s Gate, que é uma nave secreta do boss rush do Gradius Gaiden que só aparece no segundo loop. A galeria de arte indica que ela deveria inicialmente pilotar algo chamado “Force Gear“, que é o nome do minigame de nave escondido na versão para PC Engine do Tokimeki Memorial.

Ruby & Cobalt

Essa dupla de coelhinhas mecânicas são essencialmente versões robotizadas de Hikaru e Akane, que inicialmente apareceram como personagens jogáveis no Gokujou Parodius. Elas capitaneiam a Metal Slave, que é o chefe final da versão para MSX do Salamander.

Dark Force

Quando você enfrenta a Dark Force pela primeira vez, ela é poderosa demais para ser derrubada, considerando que ela varre uma grande parte da armada Gradiana com único míssil. No que parece ser uma referência ao Gradius V, a única maneira de derrotá-la é viajar de volta no tempo e derrotá-la quando ela é ainda uma criança. Ela pilota a Black Viper, que primeiramente fez uma aparição no Sexy Parodius como a versão para o segundo jogador da Shooting Star. A galeria de arte também mostra que parte de sua nave foi inspirada no winged pod do jogo Quarth.

Do momento em que o jogo começa. fica mais claro que a Konami tinha mais fé no Otomedius Excellent, o suficiente para lhe dar um orçamento maior. A entrada simplória do primeiro jogo foi trocada por um filme inteiramente animado, completado com uma canção com vocais. Os gráficos, apesar de não serem exatamente de ponta, tiveram uma melhora substancial, com personagens feitos com um cel-shading sutil, e efeitos de fundo melhorados. os retratos de ambas garotas realizando seus ataques especiais e as provocações dos chefes agora são animados, geralmente com bastante peitos balançando.

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Há um total de oito fases, mas a última só pode ser acessada ao se matar o chefe da sétima fase antes do tempo acabar. Todo o esquema de elementais, e sistemas estilo RPG e de pontuação foram removidos ou simplificados. Inimigos ainda soltam gemas coloridas, mas elas apenas aumentam um pouco o seu score. O Burst System mudou um pouco também. Ao invés de uma barra, você simplesmente tem uma certo estoque, como bombas. Os Quick Bursts acertam tudo que estiver na tela e consome uma bomba. Mas você pode fazer um Charge Burst segurando o botão por vários segundos, que vai disparar o ataque especial específico do personagem. Estes são bem práticos, já que não consomem nenhuma bomba e a penalidade de usá-los é apenas um breve período de cooldown. Infelizmente, inimigos mortos com Bursts não soltam mais cápsulas de power-up, nem há a habilidade de se encher a barra de power-ups. Ao invés disso, os Bursts só são recuperados quando se morre ou quando se acha um ícone raro, então deixou de ser um elemento importante do scoring do jogo. Os personagens ainda evoluem ao se completar o jogo, mas geralmente, além de servir para ganhar rankings e conquistar achievements, isso não serve de muita coisa. O único personagem afetado por isso é a Hyper Anoa, uma super versão secreta da Anoa, que tem uma barra de power-up enorme e ganha novas armas à medida que sobre no ranking.

O método de destravamento de armas foi completamente refeito, mas não é sem defeitos. Cada personagem tem agora sua barra de power-ups arranjada de forma diferente, com alguns  tendo armas exclusivas, e eles tem várias armas alternativas já disponíveis logo de cara. Novas armas são destravadas ao matar certos inimigos em fases específicas em vários modos de jogo e níveis de dificuldade diferentes. Isso tudo é ainda muito abstrato, já que você ainda precisa jogar o jogo várias e várias vezes e você não tem como saber que arma você vai conseguir, à menos que você tenha um FAQ à mão. Talvez uma loja no estilo do Otomedius G teria sido melhor, especialmente que muitas armas só podem ser conseguidas nos loops mais altos do Score Attack.

Estranhamente, a forma mais fácil de destravar a maioria das armas é no bizarro modo de co-op do jogo, que permite que você escolha o nível de dificuldade, fase e loop, e permite que três jogadores joguem simultaneamente. Entretanto, o segundo e terceiro jogadores podem morrer o quanto quiserem, enquanto apenas o primeiro jogador tem vidas limitadas. Se elas acabarem, é Game Over para todos. Isso também é particularmente frustante, já que em cada fase a intro para coletar power-ups foi removida, colocando você no meio do tiroteiro sem nada equipado, então obter certas armas é um exercício de frustação. Ainda sim, de forma geral, você vai destravar armas bem mais rápido que no jogo principal, e elas são compartilhadas entre todos os personagens, logo não há a necessidade de se repetir o processo com cada um dos personagens para evoluí-los.

Apesar da maioria destas mudanças serem bem-vidas, a qualidade do jogo em si é mais questionável. As fases são mais rápidas e mais bem projetadas que as do Otomedius G, mas em sua maior parte, elas ainda são fáceis demais, à menos que você jogue no Expert mode ou nos loops mais altos, que são inacessíveis no Story mode. A maioria das fases tem aquele feeling “been there, done that”. Imitando o Otomedius original, as duas primeiras fases se passam num resort na praia e numa cidade. Outras áreas são reminiscentes de outros jogos, incluindo uma caverna cheia de areia a la Gradius III, um cemitério de naves como o do Gradius Gaiden, e uma grande batalha de armadas como em Salamander 2 (e vários outros jogos de nave), outro “boss rush”, e uma fase típica do estilo Gradius, que inclui uma zona de speed up. A única fase realmente original se passa na selva, onde você desce por uma cachoeira e enfrenta um chefe Big Core enorme, voando diretamente ao seu encontro. Não existem mais pinguins, então ele não se parece mais com um jogo da série Parodius.

Você não recebe mais dano por bater no chão ou no teto. Entretanto, o “hit box” é ainda grande demais e difícil de discernir, mas no Practice mode ele é destacado. Apesar de se parecer mais com um jogo Gradius clássico, não há como desligar a ressurreição automática e habilitar checkpoints. O que mais incomoda é que o dano que você causa é incrivelmente desbalanceado. Muitos dos inimigos ou chefes médios simplesmente aguentam dano demais ou tem cores que são pequenos demais para se acertar à menos que você esteja equipado com certas armas específicas. É uma pena o quão extraordinariamente grande é o arsenal deste jogo, mas várias delas são simplesmente inúteis em vários dos personagens, simplesmente porque elas não são capazes de matar chefes de fase antes que o tempo acabe. Por causa disso, acaba-se favorecendo armas de maior dano, como Dagger e Boomerang. Juntando isso à alguns confrontos com chefes mal projetados e algumas áreas onde é difícil de se distinguir os tiros do background do cenário, o jogo parece ser surpreendentemente amador.

O jogo ainda conta com muito DLC, mas não é tão ruim quanto antes. Todas as fases estão incluídas no DVD, felizmente. Esmeralda e Poini são destraváveis ao se fechar o jogo, mas você tem que pagar pela Arnval e pela Kokoro. Novamente, estão disponíveis vários pacotes de músicas. O padrão do jogo é feito por Norihiko Hibino, Motori Sakuraba e Takahide Izutani. É bom o suficiente, mas geralmente são músicas mais longas, ao invés de músicas mais curtas tocadas em loop. As músicas do Sakuraba são boas, considerando que são do mesmo tipo do XEXEX. Existem também dez pacotes de música para comprar que novamente são temáticos baseados em outros jogos da Konami, como SalamanderTwinbee XEXEX, com contribuições de Shinji Hosoe, Motoaki Furukawa, Ayako Saso, Kenhichiro Fukui, Manabu Namiki, Michiru Yamane, e até algumas poucas contribuições de compositores ocidentais, como Jake Kaufman e Jeremy Soule. Comparados aos pacotes do primeiro jogo, os arranjos são bem mais drásticos, ao ponto destas serem praticamente músicas originais que apenas contêm partes ou melodias tiradas de músicas clássicas da Konami.

Sem dúvida Otomedius Excellent é melhor que o jogo original – apesar de se perderem os elementos de scoring, o jogo-base é melhor executado, mas apenas um pouquinho melhor. Ele é mais indicado aos fãs de jogos de nave da Konami, mas em sua grande parte pelo “fan service”. Além de todos os personagens e inimigos, você vai poder reconhecer detalhes no fundo, como os inimigos em formato de peixe no estilo do Space Manbow, as lojas “Contra Burger” e “Falchion”, ou os “Bacterian Trucks” na fase da cidade, e uma rápida aparição do Dr. Venom (o vilão principal dos jogos Gradius do MSX). Mas, novamente, sem o conhecimento para se apreciar estas piadas internas o a vontade de se jogar o jogo repetidamente para se acumular weapon cards, este é apenas um jogo de nave um pouquinho acima da média, com garotinhas bonitinhas.

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Diferente do Otomedius original, a Konami teve a gentileza de lançá-lo nos Estados Unidos, apesar que um grande número de referências á jogos que nunca foram lançados fora do Japão. Os diálogos ainda são em japonês, mas o texto que passa na tela traduz a maior parte deles. O jogo original japonês foi criticado por ser muito fácil, então um patch foi disponibilizado para download para consertar algumas coisinhas. Isso já vem aplicado na versão americana, mas não conserta muita coisa – enquanto o posicionamento dos inimigos foi melhorado, eles tornaram o balanceamento das armas pior. A Konami também lançou uma edição especial em uma  caixa maior e metalizada, que também inclui um pequeno artbook em capa dura, um CD de trilha sonora, e uma fronha de travesseiro. O CD não contém músicas do Otomedius Excellent (com exceção do tema de introdução), mas sim músicas do primeiro jogo, tiradas da trilha sonora oficial em 3 CDs e cortadas para caber em um único disco.

Galeria

Finais do Jogo

Vídeos

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