Fight! Klax (Arcade, Consoles e Computadores)

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Klax (クラックス) – Arcade, Atari 2600, Atari 7800, Atari Lynx, Atari ST, Amstrad CPC, Amstrad GX4000, Commodore 64, Amiga, ZX Spectrum, Sam Coupe, MSX, BBC Micro, IBM PC, X68000, NES, Game Boy, Game Boy Color, Game Boy Advance, GameCube, Game Gear, Master System, Genesis, PC Engine/TurboGrafx-16, PlayStation, PlayStation 2, PSP, Xbox (1989)

Nos fliperamas, jogos com blocos caindo continuamente geralmente são encontrados como a mesma facilidade que nos consoles portáteis. Várias empresas se revezam experimentando com Tetris em todas as variantes possíveis. Enquanto a SEGA teve um êxito razoável com Columns, a Atari Games, a divisão de arcades da Atari, responsável por títulos como Gauntlet, foi uma das várias empresas que se envolveram em questões judiciais por causa do Tetris. Ao invés de tentar tirar os direitos da Nintendo novamente, however, eles preferiram fazer um jogo “puzzle” próprio. E apesar de não ser tão absurdamente viciante quanto o jogo de Alexy Pajitnov, possui o suficiente de sua própria originalidade para ainda se valer à pena jogar. O “attract mode” diz ”It is the nineties and there is time for Klax”. Estamos agora nos idos de 2010, e ainda, realmente, é hora de Klax.

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Arcade

Em Klax, você ainda lida com um monte de blocos se movendo em direção ao rodapé da tela, na forma de blocos quadrados em cores diferentes. Ao invés de controlar as peças em si, você controla uma bandeja na beira da esteira de onde as peças vem deslizando. Ao fazer uma peça cair na sua bandeja você a pega, e apertando o botão principal você solta a peça mais alta da sua bandeja no poço abaixo. Combinado três peças da mesma cor em linhas na horizontal, vertical, ou diagonal formam um “Klax”, limpando da tela as peças que você combinou e te dando pontos. Combinações mais complexas te garantem mais pontos, logo se você quiser uma pontuação melhor, você vai querer focar nas diagonais.

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Arcade

Ter o seu poço completamente cheio é game over, mas este não é o maior perigo que você enfrenta, geralmente. Quaisquer peças que você não conseguir pegar cai direto no vazio abaixo, te custando um “drop” (peça perdida). Você também só pode segurar cinco peças de cada vez em sua bandeja, e se tentar pegar mais que isso, fará que uma peça se perca também. Você só pode perder de três a cinco peças, dependendo do nível de dificuldade, e se você gastar todas, perde-se um crédito. Uma coisa estranha é que isso não termina o seu jogo instantaneamente, já que você pode resetar a fase que você está quantas vezes quiser, uma vez que você tenha créditos. Você pode até pensar que quer tendo todas estas chances para errar faz o jogo parecer fácil, mas geralmente perder uma peça significa perder outras mais logo em seguida, e você só ganha “drops” de volta ao fim de cada cinco ondas.

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Arcade

Klax também se diferencia dos outros jogos de blocos convencionais da época por ter um objetivo final. Existem um total de 100 ondas no jogo, e cada uma tem um desafio diferente à ser superado para vencê-la. Algumas ondas exigem que você faça um certo número de, enquanto outras apenas aceitam Klaxs específicos, como uma onda que exige um certo número de diagonais. Você vai encontrar ondas que exigem que se faça um certo número de pontos, enquanto outras pedem que você pegue um certo número de peças para prosseguir. Você pode encontrar uma onda sobre fazer o maior número de combinações o mais rápido possível, enquanto outras testam o quanto você conhece das técnicas de pontuação, o que basicamente significa que cada tipo de onda vai te fazer raciocinar de forma diferente. É mais um pouco de variedade que impede um jogo longo de se tornar muito repetitivo, muito rápido.

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Arcade

Ao invés das peças em si avançarem mais rápido à medida que você progride, o jogo simplesmente manda mais peças para você de uma vez, com algumas fases mandando um monte de peças para você logo de cara. Há algo nervosamente maravilhoso em ver cerca de dez vindo em avalanche em sua direção, te forçando à pensar onde cada uma possivelmente iria, à medida que o poço abaixo vai se enchendo cada vez mais. Você pode apertar para cima no joystick para lançar blocos de volta ao ar, mas isto apenas te dá uma ajudinha momentânea, já que eles voltam rapidamente, junto com uma dúzia de blocos que já vêm em sua direção. É uma sensação bem diferente de algo como Tetris, onde os último níveis focam mais nos reflexos, já que as fases mais difíceis de Klax envolvem todo o tipo de decisões rápidas e planejamento futuro. Sim, é difícil, e até frustrante, mas ainda consegue fazer você continuar voltando, querendo fazer cada vez melhor.

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Arcade

Se você estiver se sentindo ousado, você pode pular cinco ou dez ondas em certos pontos do jogo, seja quando se começa um jogo novo ou ao fim de cada quinta onda que você terminar. Apesar de isso te dar um grande bônus de pontos, isso também significa que você irá enfrentar ondas muito mais difíceis, logo depende de quanto você acha que é realmente bom. Mesmo com as primeiras ondas sendo bem fáceis, a curva de dificuldade sobre bem rápido, ao ponto que se torna necessário várias tentativas para terminar cada onda acima da dez em diante. Mas é um feature bacana, já que você não precisa começar desde o comecinho uma vez que você já joga bem o suficiente nas primeiras fases.

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Arcade

Existem também alguns truques para aumentar a sua pontuação, como por exemplo, fazer Klaxs de quatro ou até cinco peças de comprimento. Há também um lance onde você pode derrubar peças quando uma combinação está desaparecendo da tela, e fazendo isso você ganha um multiplicador para o seu próximo Klax, o que é ainda mais lucrativo se você fizer uma reação em cadeia com as peças que caem. Muitos destes truques podem usar peças-coringa, que combina com uma linha de qualquer cor em que ela for colocada. Elas são bem raras, mas muito úteis quando as coisas ficam complicadas.

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Arcade

Klax começa com um curva de aprendizado bem alta, mesmo nas primeiras ondas, e é bem fácil de perder o controle. O jogo não te dá muita folga, e o ritmo geralmente é bastante rápido, logo manter o controle com a inundação de bloco na tela pode ser bem difícil. Diferente da maioria de jogos deste estilo é que uma falha não significa o fim da sua partida, então você pode continuar tentando aquela onda onde você empacou enquanto você tiver créditos para isso. Isso definitivamente ajuda naquela coceirinha de “só mais uma partida”que só apenas os melhores puzzles são capazes de dar.

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Arcade

O jogo também conta com um modo de dois jogadores, apesar do jeito que ele funciona ser um pouco incomum. Não há como interferir com o outro jogador, e na verdade parece que os dois jogadores estão envolvidos em duas partidas completamente diferentes. Pelo jeito que funciona, parece mais uma forma de ter dois jogadores diferentes jogando duas partidas separadas no mesmo monitor, o que certamente é uma oportunidade desperdiçada.

Apesar dos gráficos não surpreenderem, para um jogo puzzle eles funcionam muito bem. O único problema de verdade é a perspectiva inclinada que o jogo usa, que faz que perceber onde certos blocos realmente estão um pouco difícil, especialmente quando os blocos estão vindo particularmente rápidos. Um toque legal é que o cenário de fundo muda em cada poucas ondas, indo de um cenário no espaço, para algo que parece um cinema drive-in, e outras mais à medida que o jogo avança. Há um toque nos efeitos sonoros, onde cada tipo de bloco faz um som diferente quando ele se move para baixo, o que dá uma pequena pista do que está vindo. Mas há música, o que pode fazer as coisas parecerem meio vazias de vez em quando. Mas o jogo usa um monte de vozes digitalizadas, incluindo uma comentarista feminina, que tem um gosto particular por Klaxs mais complexos.

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Arcade

Klax tem o suficiente de seus detalhes únicos para fazê-lo se destacar bastante entre a legião de jogos de bloco, por mais difícil que isso seja. Não é ainda o suficiente para destronar o Tetris, mas é uma ótima alternativa que faz muito mais para se diferenciar do resto do que a média dos clones de Tetris por aí. Não importa em que década, você deve arranjar um jeito de conseguir um tempo para o Klax.

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Arcade

Klax foi lançado em uma quantidade absurda de consoles e computadores, logo existem várias maneiras de sentar e jogar ou de levá-lo com você. A maioria destas versões tendem à ser bem próximas da versão arcade, com apenas raras exceções, que são muito melhores ou muito piores que o arcade original. O maior problema com as versões domésticas é que elas te dão um número limitado de créditos, que, ao mesmo tempo que serve de motivação para se jogar melhor, tornam muito mais difícil de se progredir além das ondas iniciais.

A versão para Mega Drive, lançada pela Tengen, é bem próxima do arcade, faltando apenas alguns efeitos sonoros. Também falta a opção para dois jogadores, mas isso não é realmente uma perda. Ela também inclui várias opções de dificuldade, o que ajuda a diminuir a curva de aprendizado consideravelmente. Há também uma opção para música, que liga uma única faixa que toca por cerca de cinco segundo antes do loop. Não é muito alta, mas é um tanto irritante, e você ficará melhor jogando sem ela.

A versão japonesa para Mega Drive, lançada pela Namco, é uma versão completamente diferente. Se você está curioso porque existem duas versões para o mesmo console por empresas completamente diferentes, veja os vídeos abaixo da Generation 16, que explicam estes detalhes. A versão da Namco tem gráficos totalmente redesenhados comparados com a versão arcade e um conjunto de efeitos sonoros e vozes completamente novo também. Em termos de jogabilidade, ele parece mais lento que a maioria das outras versões. Quando você chega nos níveis mais difíceis fica um pouco mais difícil de perceber, mas pode ser um pouco difícil de acostumar, se você comparar diretamente com a versão dos arcades.

Esta versão também oferece um modo versus de verdade, ao invés de ter dois jogadores jogando duas partidas distintas. Este modo envolve ambos os jogadores em um mesmo tipo de onda, e a primeira pessoa à completar a onda ou não ficar sem drops vence a o round, e o primeiro que vencer quatro rounds vence a partida. É um extra bem legal, especialmente se considerarmos que o original não tinha nada assim, apesar de não ter a profundidade, por assim dizer, de um Puyo Puyo.

A versão para PC Engine/TurboGrafx-16 deve ser a versão mais correta para console de todas, e os visuais e sons são quase exatos os do arcade. Ela não oferece muito em extras, mas é tão perfeita que realmente não precisa disso.

A versão para Master System version tem a jogabilidade próxima à do arcade original, mas tem uma paleta de cores menor. Entre outras coisas, isso faz que peças de cores parecidas sejam mais difíceis de se distinguir em certas situações, o que é um pouco incômodo. Fora isso, é uma versão bem básica sem muitos mais que valha à pena mencionar, além de coisinhas como a mudança das cores das peças ou a velocidade da sua bandeja. A versão para Game Gear é praticamente idêntica, mas com um tamanho de tela menor.

A versão para o Atari Lynx é na verdade uma das versões mais próximas do arcade original, o que é especialmente impressionante, considerando que se trata de um portátil. A única coisa que não pode ser realmente replicada são os cenários diferentes, dado o tamanho da tela para eles. Ela até conseguiu manter todas as vozes digitalizadas e efeitos sonoros, coisa que nem a versão para Mega Drive conseguiu. Apesar disso, é uma versão bem básica, sem nenhum extra além das múltiplas dificuldades. A bandeja também parece um pouco lenta também, mas não é o suficiente para matar o resto desta versão.

A versão para Atari 7800 na verdade nunca foi lançada, mas o protótipo ainda está por aí na internet. Não é tão boa quanto certas outras versões, nem tão bonita. Ela tem o mesmo problema da outras versões 8-bit do jogo, onde as cores não são tão distintas quanto deveriam ser, o que se torna um problema maior nas fases mais avançadas. Ainda sim é uma versão bem fiel, mesmo não sendo tão responsiva quanto à versões para consoles mais poderosos. O que é interessante é que esta versão tem três ondas “impossíveis”, que te são apresentadas depois de se vencer as cem ondas originais. Estas ondas mais difíceis envolvem fazer certos tipos de Klaxs com uma quantidade limitada de cores disponível, ou fazer uma quantidade enorme de pontos numa fase que o jogo te diz de cara que está trapaceando. É um toque legal, e as fases extras fazem valer à pena caçar esta versão, se você conseguir terminar o jogo antes.

Sim, existe uma versão para Atari 2600, apesar de ter sido lançada mais de uma década depois do lançamento do console. Como você deve esperar, não é algo muito bonito de se ver, e nem soa muito bem. Mas de alguma forma ela funciona, por mais simplificada que seja. O maior problema desta versão é que peças de certas cores são incrivelmente difíceis de se ver, o que significa que você vai acabar deixando alguns passarem, sem ser culpa sua. Por causa disso, não é uma das melhores versões, mas o fato deles terem feito ela rodar sem ser um desastre total, como Double Dragon, significa que vale à pena conferir.

A versão para NES, um dos vários jogos não-licenciados da Tengen para o console, definitivamente se destaca como uma das melhores versões 8-bit. Conta até com uma versão para dois jogadores, apesar dela funcionar igual à versão arcade. Esta versão conta até com uma seleção de faixas de música, e elas são todas bem fora do comum, mas são pelo menos intensas o suficiente para serem apropriadas para o estilo de ação do puzzle. Uma fonte descreve a música como “speed metal”, e provavelmente não há uma forma muito melhor de descrevê-la. Esta versão também tem um minigame estranho chamado Blob Ball, que é praticamente uma versão sem fim, para um jogador do Pong, onde você usa um rebatedor para quicar a bola e impedi-la de acertar uma parece de espinhos. O manual admite que ele não tem nada a ver com o resto do jogo, e que não há razão alguma para ele estar ali. Pelo menos eles são honestos quanto à isso.

A versão para Game Boy que foi lançada no ocidente pela Tengen é uma versão bem simples que faz o possível para se parecer com a versão original do arcade. Você deve estar imaginando se um jogo que se baseia tanto em cores diferentes é difícil de se jogar num Game Boy. Sendo sincero, eles pelo menos tentaram contornar o problema usando padrões diferentes em cada peça, ao invés de cores. Infelizmente, os padrões não são distintos o suficiente quando o jogo começa à esquentar. Somando isso com o borrado do Game Boy, você tem problemas.

A versão japonesa para Game Boy, desenvolvida ela Hudson Soft, é uma versão totalmente diferente, e superiora. Ao invés de replicar a perspectiva da versão arcade, esta versão simplesmente tem o jogo todo em uma visão 2D plana. Isso torna o jogo muito mais fácil de se jogar, e isso é especialmente verdade já que os padrões usados são bem mais distintos, ajudando-os à se diferenciar ma tela borrada do Game Boy. Ainda sim é uma versão bem básica, mas ainda é uma experiência bem melhor que a versão da Tengen.

A versão para Game Boy Color é uma das melhores versões do jogo por aí, facilmente páreo para a versão para Lynx, ao se falar das versões para portáteis. É bem próxima da versão arcade, até conseguindo incluir todos os sons digitalizado. O único problema é que as cores são um pouco mais escuras do que deveriam ser, o que significa que não é sempre fácil distingui-las quando você está com a tela cheia. Esta versão também conta com um  modo “Freestyle”, que conta com uma única onda sem fim, que é bom para praticar certos Klaxes. Não há nada mais de interessante à se dizer sobre disso, é algo que vale à pena ter.

O que é particularmente interessante sobre esta versão é que ela oferece um sistema de senhas, que permite que você vá instantaneamente para qualquer quinta onda do jogo. Existem outras senhas também, dois dos quais explicam a história original de Klax. Um deles explica a criação do jogo pela Atari, e outro explica como Klax foi inventado nos anos 40, e envolvia uma esteira de carga movida por crianças de rua. Qual delas é a história real? Talvez nunca saberemos. Há até alguns minigames escondidos, incluindo SnakeMinesweeper, e um minigame particularmente bizarro  que deixa você colocar as cabeças dos programadores em corpos diferentes. Inclui até um pedido de casamento, ao que a pessoa em questão aceitou.

A versão para Game Boy Advance, lançada junto com Marble Madness no mesmo cartucho, é praticamente o jogo arcade som extra algum. Mesmo assim, é muito boa, com apenas pequenos probleminhas. O movimento das peças é um pouco borrado, o que é provavelmente culpa da tela dos GBAs antigos, e os samples de voz são surpreendente abafados. Passado isso, é um versão portátil muito boa e fica no topo das versões portáteis. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do Marble Madness, em que aparentemente falta uma fase inteira.

A versão para Amiga começa com um sample de voz novo de alguém falando frase de introdução do jogo, junto com um tema exclusivo, composto por Matt Furniss. É um port bem funcional, sem nada de especial, mas a paleta de cores reduzida faz tudo parecer pontilhado. Às vezes isso torna diferenciar as cores difícil, o que pode levar à frustrações mais adiante. A versão para Atari ST tem visual e jogabilidade idênticas à do Amiga, com a grande diferença é que esta conta com várias músicas novas, também feitas por Matt Furniss. Nela faltam os samples de voz, mas as músicas exclusivas são legais o suficiente para compensar.

A versão para DOS lembra as do Amiga e ST de forma geral, pelo menos quando se usa a opção VGA, e também como estas versões, é bem direta e sem extras. Você também pode jogar em modo CGA, que renderiza o jogo todo em tons de azul e rosa. Surpreendentemente, é ainda mais visível que algumas das versões mais antigas do jogo. Mas infelizmente, você não pode mudar o fato que os efeitos vem somente do speaker do PC, que faz um chiado horrível toda vez que você faz um Klax. Se seus ouvidos estão acostumados à lidar com isso, essa não é uma versão ruim.

A versão para C64 deve ser a pior de todas. Ela tem o mesmo problema de ter fundos escuros, que fazem as peças escuras difíceis de ver, algo que atrapalha em várias destas versões. Mesmo isso seria perdoável se a bandeja não fosse sensível demais até ao toque mais leve no controle, fazendo-a deslizar de um lado ao outro muito facilmente. Além disso, é uma versão bem lenta, tornando esta a pior forma de se jogar o jogo, considerando todos os problemas.

À primeira vista, a versão para Spectrum parece surpreendentemente bem acabada, far muito mais que a versão do C64 jamais foi. E além do problema usual da paleta de cores limitada tornar a diferenciação de peças difícil, ela funciona muito bem. Ela até conseguiu manter alguns poucos samples de voz, junto com a música presente na versão para Atari ST. Entretanto, o que mata esta versão é que se houver mais que duas peças vindo em sua direção ao mesmo tempo começa à deixar as coisas mais lentas, e mais duas peças fazem o jogo começar a pesar bastante. Nas fases mais adiantadas, isso praticamente significa que você vai passar ondas inteiras jogando em slowdown. O que é uma pena, pois esta estava bem próxima de ser uma ótima versão.

A versão para Sam Coupe, à primeira vista, se parece muito com as versões para Amiga e ST, apesar de ser disposta de forma diferente de qualquer outra versão. Ela seria um versão bem funcional se, extras, se não fosse pelo mesmo problema que afeta a versão para Spectrum. Com muitas peças na tela, o jogo começa a rastejar. Ela inclui uma nova música título que não é encontrada em nenhuma outra versão, mas o slowdown ainda acaba com esta versão.

A versão para MSX, que estranhamente não foi feita por um desenvolvedor japonês, considerando o mercado para a máquina, é sem dúvida alguma a pior de todas as versões. Pegue a versão do Spectrum, e então faça que o jogo nem sequer precise de muita ação na tela para começar a lentidão. Na primeira onda, a primeira peça leva literamente dez segundos para ir do topo da tela para o poço. E fica ainda pior depois disso. Como você pode imaginar, não é nem um pouco divertido.

A versão para BBC Micro é, desde o começo, um caso claro de um sistema lutando com valentia para rodar um jogo que claramente não foi feito para ele suportar. Toda a paleta de cores é composta por variações de vermelho, branco e azul, o que faz o jogo parecer bem patriótico (para os ingleses), mas não ajuda à distinguir os padrões de cara peça muito bem. É também bem lenta, mas não no mesmo nível que a versão para MSX. Vpcê sente que alguém tentou MESMO fazer esse jogo funcionar nesse computador, mas simplesmente não deu certo. Há também o fato estranho de que peças-coringa são mais comuns, e aparecem de cara desde a primeira fase. É um detalhezinho bizarro, que faz que essa versão seja mais fácil que a maioria.

A versão para X68000, desenvolvida pela Hudson Soft, tem visual, sons e de forma geral uma jogabilidade que praticamente recriam o arcade fielmente, o que não é realmente uma surpresa, uma vez que ao sistema é bastante famoso por isso. Não há opções extras, mas se você quer fidelidade, essa versão se sobressai sobre as outras.

Há também uma versão totalmente diferente do Klax para X68000, chamada de “Project M”, em vários sites de ROMs. Programada por Takashi Imai, essa versão para um tipo de alternativa homebrew à versão oficial para X68000. Ela não se parece nem soa em nada como qualquer outra versão já lançada do jogo, usando um campo de jogo simples em 2D, com um fundo preto. Ainda mais estranho é que esta versão, aou invés de se jogar em ondas, tem só uma onda infinita, que aumenta de dificuldade com o tempo, muito mais parecido como outros jogos tradicionais do estilo. Com certeza é uma das versões mais diferentes disponíveis, mesmo sendo um pouco estranha demais para se apreciar.

As versões para Amstrad CPC e GX4000 parecem ser baseadas no código do Spectrum, mas tem gráficos um pouco mais legais, que usam uma paleta de cores mais completa. Infelizmente, já que é baseada na versão para Spectrum, o slowdown persiste. Ela também conta com horrível som de pancada toda vez que as peças se movem, o que geralmente significa que jogar até que você ou alguém por perto enlouqueça. Mas ainda é melhor que a versão para MSX.

Klax apareceu em várias compilações de jogos de arcade, including Arcade Party PakMidway Arcade Treasures e a versão de Extended Play lançada para PSP. Estras são praticamente a versão arcade rodando num emulador, o que significa que elas são basicamente arcade perfect, sem nenhum extra à ser mencionado.

Comparativo de Fotos

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X68000 (Project M)

Vídeos

Sucessor Espiritual: Star*Burst / Star*Burst HD – iOS (2009)

Muito, muito tempo depois das últimas versões do Klax serem lançadas, um dos designers originais do jogo, Mark Stephen Pierce, criou um sucessor espiritual do jog, exclusivo para os aparelhos móveis da Apple. Apesar dos gráficos e a forma como a área de jogo foram arranjadas, no que diz respeito à jogabilidade, ele parece funcionar de forma bem similar ao Klax original. É claro que com a natureza “pick up & play” do jogo original, um jogo como Klax é algo fantástico para se ter no seu celular. Mas aparentemente, a natureza moderna do jogo te pede muito para postar no seu Facebook, o que sempre é um dos maiores incômodos nestes tipos de jogos para celular. Infelizmente, parece improvável que haverão versões dele para quaisquer consoles, computadores ou portáteis.

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