Fight! Bugaboo (The Flea) / Poogaboo: La Pulga II

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Por Chris Rasa em 31 de Dezembro de 2015

Bugaboo (The Flea) / Booga-Boo (The Flea) / La Pulga – ZX Spectrum (1983), Commodore 64, Amstrad CPC, MSX (1984)

Poogaboo: La Pulga II – ZX Spectrum, Amstrad CPC, MSX, IBM PC (1991)

Francisco Portalo Calero, mais conhecido pelos gamers como Paco Portalo, assim como outros, escreveram muito sobre o Bugaboo (The Flea) e a nova era do desenvolvimento espanhol de jogos, que se seguiu logo após o seu lançamento. Mas apesar de no começo dos anos 80 a Espanha ser o lar dos mais prolíficos desenvolvedores de jogos para computadores 8-bit, esta parte da história dos vídeogames permanece desconhecida fora da Europa Ocidental. Enquanto o mercado de vídeogames sofriam um “crash” na América do Norte e m 1983 – algo que a indústria demoraria três anos para se recuperar – no Japão e na Europa ele crescia rapidamente devido à ascensão dos computadores de uso pessoal. Muito das estruturas do gêneros e conceitos básicos de como os vídeogames funcionam, que hoje em dia são lugar comum, foram formados nesta época. Bugaboo (The Flea), apesar de sua premissa bem simples e de ter apenas um inimigo, é um jogo único e viciante graças ao modo que o personagem principal navega pelo mundo do jogo.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

Primeiramente lançado na Espanha em 1983 como La Pulga, o jogo foi criado por Paco Suárez e Paco Portalo enquanto trabalhavam na empresa Indescomp, de Jose Luis Dominguez, e foi originalmente publicado no Reino Unido pela Quicksilva. Logo em seguida foi distribuído na própria Espanha pela novata Investrónica e era muito popular em ambos os países. Apesar de ter excedido todas as expectativas com a sua rápida popularidade, o jogo na verdade teve origens bem humildes. Paco Suárez originalmente desenvolveu La Pulga para o computador Sinclair ZX81 como uma forma de descrever e observar trajetórias parabólicas (como resultado do seu interesse por astronomia). Ele enviou o seu jogo juntamente com um software de astronomia escrito em BASIC para a Indescomp. Apesar desta versão mais “crua” de La Pulga parecer mais primitiva à primeira vista, sua variedade de fases e uma pulga que pula bem alto (que aqui tem o formato de um único asterisco) nos remete à jogos famosos de puzzle modernos, como N+. Conforme disseram num painél em que Suárez e Portalo participaram na RetroEuskal 2010, Suárez ficou surpreso ao saber que a Indescomp havia descartado seu software de astronomia, mas que estavam entusiasmados em publicar La Pulga como um jogo completo. Entretanto, nesse momento a Sinclair já estava lançando o ZX Spectrum, logo pareceu mais apropriado refazer o jogo completamente para tirar vantagem das habilidades deste novo computador. Foi aí que ele começou a trabalhar com Paco Poltaro e a parceria “Paco & Paco” que aparece na tela de título do Bugaboo começou.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

Em apenas três meses, os dois haviam criado uma versão atualizada do jogo. Ao invés de manter as várias áreas abstratas de puzzle do original, Bugaboo se passa numa única caverna, de onde a pulga que dá nome ao jogo deve escapar. Seus gráficos podem parecer simples hoje em dia, mas eles foram muito bem desenvolvidos. Um bom uso de cores, alguma vegetação inconvenientemente posicionada, e o layout angular e pouco convidativo da caverna em si remetem aos cenários alienígenas que mais tarde definiriam vários outros jogos de plataforma europeus, como Shadow of the Beast e Risky Woods. Mais informações sobre os visuais daquela versão inicial de La Pulga pode ser encontrada aqui, e apesar do Bugaboo que conhecemos hoje em dia no Spectrum só ter uma caverna ao invés de várias, as mudanças artísticas do jogo são uma grande melhoria.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

O jogo em si também possui uma história divertida, apresentada tanto nas notas na caixa da fita cassette quanto no jogo em si, de forma breve. O jogo, entretanto, mostra essa informação de uma forma muito mais original e revolucionária para um jogo de 1983. Ao serem consideradas juntas, elas trazem várias perguntas sobre o mundo de Bugaboo  e seu personagem, apesar da simplicidade do jogo. As notas na versão inglesa nos dá uma visão deliciosa do que se passa na cabeça da pulga mais egoísta do mundo:

Down through the inky spaces between worlds we fell, the ether whistling past.
Down, down into the blue, blue world below we fell landing easily on a shelf of rock.
Alien vegetation pointed colourfully upwards towards the stars from whence we came.
SPROING!
An alien world a million light years from home, and what strange life will we find here?
We sit and look out over the suns as they set in clouds of boiling vapors, the moons slowly gain dominance in the night sky.
SPROING! SPROING!
The Planet surface is cold now, we are going ot retire for the night, tomorrow we will explore.
Strange, we all feel as though we are being watched.
Silly really, new planets can do that to a person.
SPROING! SPROING! SPROING!
Now out jump I, BUGABOO! now gone they have; out BUGABOO!
From depths darkest, goes Hippity Hop I.
Up to the sky.
Almost I fly.
Now what think YOU, Of BUGABOO?
Caves and ledges, Caves and ledges: upto hop I, though I no fly, I am me.
BUGABOO and FLEA!! (You see).
BUGABOO we love you, BUGABOO love people too!

Bugaboo tem uma opinião bem elevada de si mesmo, mas nós recebemos uma informação mais curta, mas ainda mais reveladora sobre o que se passa depois que o jogo carrega. Aos jogadores é apresentada uma visão do espaço, e uma curta mensagem de texto aparece antes da animação de sua descida ao planeta misterioso.

ZX Spectrum:

UNKNOWN PLANET DETECTED
ALMAT-1 SECTOR
4HA STATE
SEQUENCY SYSTEM ACTIVATED
EXPLORING SOUNDING CEBOLLA X7
READY FOR SPECIAL MISSION

Commodore 64:

UNKNOWN PLANET DETECTED IN SECTOR ALFA – 4
FORMS OF LIFE ARE DETECTED ON PLANET CEBOLLA – 7
WE GO TO EXPLORE THE PLANET WITH THE SOND PULGA-64

Parece que Bugaboo estava contando vantagem, e na verdade é uma ferramenta biomecânica de exploração que simplesmente fala demais, à trabalho para uma sociedade avançada e obcecada com a mobilidade das pulgas.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

Mas infelizmente Bugaboo não faz seu trabalho muito bem, e logo cai dentro de uma caverna profunda. Escapar desta caverna é o objetivo do jogo todo, e consegui-lo pode levar desde dezenove segundos (veja o primeiro vídeo ao final deste artigo) à horas, dependendo da maestria do jogador em controlar os movimentos do Bugaboo. A única forma do Bugaboo se movimenta é pulando para esquerda ou para a direita. Mas se ele segurar o botão, um medidor no rodapé da tela começa a se encher, aumentando tanto a distância quanto a trajetória de seus saltos. Um bom “timing” também é necessário, já que muitas quinas e cantos da caverna requerem saltos precisamente calculados para serem alcançados. se Bugaboo bater a cabeça em uma parede, ele imediatamente cai em direção ao solo.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

Felizmente, os jogadores saberão todas estas informações mesmo sem um manual de instruções, já que Bugaboo é um dos primeiros jogos á terem uma cutscene no jogo como introdução. Nela vemos Bugaboo saltitando pelas colinas que rodeiam a caverna, até eventualmente cair nela. Mais do que uma animação, ela também oferece uma lição concisa dos diferentes ângulos que Bugaboo pode pular assim como a potência necessária para se saltar sobre os vários precipícios que serão encontrados no subterrâneo. O jogo em si consegue ser desafiador e ainda sim ser simples o bastante para poder ser explicado sem palavras em poucos segundos – um equilíbrio que muitos jogos ainda tem dificuldade hoje em dia, o que é uma conquista bastante rara. Bugaboo tem mais um truque na manga. A alta velocidade, a sua ação com saltos enormes que parece fazer necessário se realizar vários saltos cegos para fora da tela, para dentro do desconhecido, o que frustraria os jogadores, tentando pular além da borda tela, como costuma acontecer nos jogos de plataforma. Mas neste jogo os jogadores podem rolar a tela em qualquer direção ao redor de Bugaboo, permitindo um bom nível de planejamento para se conquistar as várias quinas e cantos do jogo. Este nível de controle e a habilidade de se ver partes do mundo do jogo antes de agir foi algo grande em 1983, e se tornou um lugar comum nos jogos de plataforma feitos no fim dos anos 80 e começo dos 90, como Super Mario World e Sonic the Hedgehog.

 

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

 

Bugaboo (The Flea) foi um sucesso imediato tanto no Reino Unido como nas Espanha, conseguindo ótimos reviews tanto quanto ao seu desafio quanto aos seus gráficos, como um review na Computer and Video Games elogiando muito seus gráficos, seu estilo único e seu desafio como “… um approach novo e original ao design de jogos que produziu mais um jogo de alto nível”. Bugaboo se tornou tão grande que ele até foi lançado nos EUA com a curta tentativa da Sinclair com a Timex de se trazer o Spectrum para a América do Norte. O jogo foi então convertido para o Commodore 64 e Amstrad CPC na Europa. Ambos foram desenvolvidos pela Indescomp via Jose Luis Dominguez. A versão para Commodore 64 foi programada por Pedro Ruiz. Felix Arribas criou alguma música para o jogo também. Angel Dominguez, Juan Manuel e Jose Maria Tips também contribuíram para a sua produção. Agora renomeado para Booga-Boo (The Flea), a versão para Commodore 64 parece ser exatamente o mesmo jogo, com nova arte e nova paleta de cores, mas na verdade tem algumas diferenças bem grandes. Existem agora novos detalhes bacanas, como olhos observando dos vários cantos da caverna, até de duas plantas gigantes nos cantos inferiores do labirinto que consomem instantaneamente quaisquer Booga-Boos que caírem nelas. A música, o único crédito de Felix Arribas em desenvolvimento de jogos, é competente mas não se destaca, e se torna irritante depois de algum tempo de jogo. Ainda sim, a caverna redesenhada tem um estilo similar, mas único em comparação como a original. Booga-Boo também se parece mais com uma pulga no Commodore 64, ao invés de parecer o surreal emoticon com pernas que Paco & Paco criaram, apesar deste se encaixar bem no bizarro mundo alienígena e colorido do jogo.

 

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Booga-Boo (The Flea) (Commodore 64)

 

A versão para Amstrad CPC teve um make over mais drástico, já que a Amsoft escolheu fazer do jogo outro capítulo da franquia Roland (um mascote recorrente que recebeu seu nome em homenagem ao designer principal do CPC, Roland Perry). Agora conhecido como Roland in the Caves (Roland nas Cavernas), Neste capítulo Roland toma a forma de um estranho bonequinho azul (Roland assume várias formas, já que a maioria dos seus outros jogos são também conversões de outros títulos famosos). Ouvimos uma versão de La Cucaracha durante o menu do jogo, mas as cenas de abertura e introdução foram removidas, com Roland caindo imediatamente na caverna onde o jogo começa. os gráficos foram completamente redesenhados, parecendo menos alienígenas do que as paisagens no ZX Spectrum e no Commodore 64. Eles são mais marrons mas não necessariamente ruins. As duas plantas gigantes da versão para Commodre 64 também se foram, mas em seus lugares estão uns fossos cheios de plantas carnívoras, o que acabam sendo ainda mais frustrantes. Apesar da maior dificuldade e de perder a introdução é uma boa conversão feita pelo próprio Paco Suárez, com gráficos feitos Juanjo Redondo.

 

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Roland in the Caves (Amstrad CPC)

 

O Bugaboo se saiu muito bem no MSX também, e ainda é um jogo divertido. Ele foi redundantemente re-titulado La Pulga (Bugaboo) na caixa do jogo, mas a tela de título nos dá o nome Booga-Boo, e foi o único jogo feito por Ann r Steve Haigh. Esta versão para MSX, assim como outras conversões, conta com um design da caverna um pouco diferente, e outro arranjo de plantas carnívoras à serem evitadas. O Bugaboo em si se parece novamente com uma pulga ao invés do design bizarro do Roland escolhido para a versão do Amstrad CPC. Existem também duas mudanças na interface do jogo – ao invés de ver um timer no rodapé da tela, um valor de bônus conta regressivamente como em Donkey Kong para que os jogadores fique à par do quão bem estão se saindo. Mas a melhor mudança é que o medidor que é carregado quando o jogador aperta o botão de pulo é representado agora por uma barra lisa, ao invés de segmentos individuais. Isso torna muito mais fácil de se medir um ângulo preciso para cada pulo.

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Booga-Boo (The Flea) (MSX)

Não importa qual versão de Bugaboo que você jogar, você mais cedo ou mais tarde vai acabar se deparando com destes caras famintos:

Que bom que a “SOND PULGA-64” foi lançada para explorar este estranho mundo ao invés de seres humanos (sem ofensa, Roland), já que aquela leitura de forma de vida acabou sendo um enorme dragão (ou pterodáctilo, dependendo do computador que você escolher). Este dragão é o único inimigo do jogo, e ele voa randomicamente até chegar perto de Bugaboo. Nessa hora, o jogador deve esquecer de tentar escapar da caverna e se preocupar em ficar o mais longe possível do dragão para que ele se esqueça de você um pouco. Se o dragão alcançar o personagem, Bugaboo é instantaneamente consumido e o jogo deve ser reiniciado.

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

Em um ato de extrema crueldade, a versão para Commodore 64 começa com Bugaboo perto de um caminho direto para a saída da caverna. Entretanto, o jogo também coloca o dragão perto da saída da caverna, significando que ir direto pelo caminho mais curto resulta em uma morte rápida. Apesar do monstro ser um pouquinho mais agressivo na versão do MSX, é na do Amstrad CPC que ele é mais perverso. Assim que você começa a jogar Roland in the Caves, a criatura já está voando em direção ao pobre Roland, dando ao jogador quase nenhum tempo para planejar os seus primeiros saltos. Esta é uma grande diferença em comparação ao jogo nos outros três computadores, onde o jogador geralmente tem algum tempinho antes de encontrar a criatura.

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Roland in the Caves (Amstrad CPC)

Ter um único inimigo tentando se aproximar de você pelo jogo é legal, ele navega lentamente pela caverna, o que te dá uma boa chance de conseguir respirar tranquilo de tempos em tempos. Ao mesmo tempo, ele sempre está ali por perto, já que o jogador precisa rolar a tela regularmente para planejar o seu próximo salto. Isso acaba adicionando um efeito de susto em momentos do jogo, já que o jogador pode acabar sendo levado à uma falsa sensação de segurança ao não ver a criatura por um minuto ou dois, antes de perceber que ela está logo ao seu lado, quando você vai rolar a tela.

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Bugaboo (The Flea) (ZX Spectrum)

Apesar de Bugaboo (The Flea) no MSX ser um pouco mais obscura que as outras devido ao seu lançamento mais tardio, todas as quatro versões do jogo oferecem a mesma experiência em diversão. A original do ZX Spectrum, entretanto, continua sendo um pouco mais interessante devido à sua estranha introdução e seu simples mais efetivo design visual. Em 1991, Opera Soft publicou uma continuação chamada Poogaboo: La Pulga II. Esta abandona completamente a atmosfera única do jogo do Spectrum, e segue um visual cartunesco mais óbvio. Mas a maior mudança é que agora existem várias cavernas para se escapar ao invés de apenas uma.

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Poogaboo: La Pulga II (IBM PC)

Inverso ao que aconteceu com o primeiro jogo, Poogaboo desmorona visualmente no ZX Spectrum e MSX quando comparado com as versões para Amstrad CPC e DOS. Poogaboo no Spectrum e MSX é extremamente marrom e sem graça comparado aos seus competidores mais coloridos. Numa tentativa de se manter o mesmo estilo artístico entre as quatro versões, muitos detalhes se perderam nestas duas versões monocromáticas. Além de oferecer um grande número de fases ao invés de uma só, Poogaboo também conta com um limite de tempo mais restrito que dos jogos anteriores. Entretanto, para equilibrar isso, o jogo oferece como recompensa várias moscas voando em cada área. Comê-las pulando em sua direção aumenta o seu tempo disponível para se terminar a fase.

O dragão também está de volta ainda mais imprevisível, mas tanto ele quanto estas moscas suculentas podem ser difíceis de se enxergar contra o fundo marrom pontilhado de ambos MSX e Spectrum. Apesar de que pode-se dizer que Poogaboo é um jogo visualmente menos interessante do que o Bugaboo no ZX Spectrum, as versões para DOS e CPC executam seus gráficos de forma tão melhor que o mesmo não pode ser dito deles. Apesar de Paco Suárez tê-lo programado, Paco Poltaro não esteve envolvido no desenvolvimento de Pugaboo. Ao invés de Suárez, Carlos Diaz cuidou da programação e Ángel Zarazaga fez a música de todas as versões do jogo. Talvez Poltaro foi mais responsável pelos gráficos únicos e ambiciosos da versão original. Infelizmente, talvez por falta de visual mais impactante, Poogaboo: La Pulga II não conseguiu causar nos jogadores a mesma impressão do jogo original e está praticamente esquecido hoje em dia.

Bugaboo (The Flea) deixou um imenso legado, com muito retro-entusiastas lembrando-o como um grande jogo de 1983 juntamente com novos jogadores que apreciam sua influência e originalidade. Como resultado, houveram vários remakes o sucessores espirituais criados por fãs de todo o mundo, ao ponto que o próprio Paco Suárez resolveu fazer outras duas idéias em cima deste conceito. Ele lançou ambas através da Mandanga Games. A primeira, Punq, The Flea, foi desenvolvida originalmente para PDAs no começo dos anos 2000, mas agora pode encontrado para vários sistemas operacionais na internet. É um joguinho simples, que como Poogaboo, tem múltiplas fases. Apesar de alguns reclamarem dos seus gráficos em blocos super-coloridos, para um jogo para PDA originalmente feito em 2002 ele utiliza uma paleta apropriada, brilhante e fácil de ver, importante numa plataforma móvel muito antes das telas de alta qualidade que temos hoje em dia. O segundo jogo é mais ambicioso, e foi anunciado em 2010. QQ#2 “The Flea” 30th Anniversary foi lançado em 2011 bem em tempo para o aniversário de trinta anos da primeira versão de La Pulga, que foi criada para o ZX81. Agora ela usa gráficos em 3D, que são criação tanto do artista contemporâneo Juan Gargallo quanto do veterano Juanjo Redondo. Gargallo é provavelmente mais conhecido por seu trabalho no premiado filme de curta-metragem Orbitas, e Redondo já trabalhou com o próprio Suárez para criar is gráficos de Roland in the Caves em 1984.

QQ#2 é um perfeito jogo portátil, oferecendo várias fases para a nossa pulga favorita completar. De acordo com a história presente no já defunto site da Mandanga Games, ele escapou de Cebolla-7 e agora pousou no planeta mais bizarro de todos – o nosso. Agora as fases contam com múltiplos elementos de quebra-cabeça, como chaves e outros items à serem encontrados, juntamente com vários outros meios de mover a pulga, similar às diferentes plataformas e puzzles presentes no Mario vs. Donkey Kong. É também muito legal ver um estilo de arte tão parecido com o do Roland in the Caves implementado de forma melhor em um hardware mais moderno. Um demo de QQ#2 para Windows, MacOS e Linux pode ser encontrado na internet, e o jogo também está disponível para Android. Para manter a tradição da série em ter várias mudanças bizarras no nome, o jogo pode ser encontrado na Google Play Store sob o inexplicável nove de The Flea, Bird.

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The Flea, Bird (Android)

A qualidade mais impressionante de Bugaboo é o conceito básico de uma pequena criaturinha indefesa que só sabe pular poder ser colocada em tantos cenários diferentes de jogos de plataforma tão facilmente. Nos último trinta anos vimos ela ir de uma surreal e brutal missão de exploração espacial, passando por Roland preso numa caverna para finalmente vir à Terra para resolver puzzles mais complexos e tarefas em várias locações diferentes. Mesmo com o jogo não sendo mais famoso, seu impacto sempre será percebido pelos jogadores graças ao seu genial design artístico e seus detalhes, como sua cutscene de abertura.

Telas de Carregamento de Poogaboo: La Pulga II

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