Fight! R-Type (Arcade, Consoles e Computadores)

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Por  5 de 

R-Type (アール・タイプ) – Arcade, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, Game Boy, MSX, PC-88, Sega Master System, PC Engine/TubroGrafx-16, X68000, ZX Spectrum, Wii Virtual Console, XBLA, PSN, iOS, Android (1987)

Os anos 80 foram a renascença dos jogos de nave. Em 1985, a Konami lançou Gradius. Não muito depois, em 1987, a Irem lançou o R-Type. Estes são dois dos mais importantes jogos deste gênero. É impressionante que, em sua relativa infância, a Irem conseguiu criar um jogo genial como R-Type. Um dos primeiros jogos de nave side-scrolling, R-Type se movia mais lentamente que os demais jogos, com um ritmo meticuloso e um scrolling liso. A idéia não é simplesmente destruir tudo na tela, apesar de você certamente poder tentar. A idéia é, simplesmente, continuar vivo. Naturalmente, dada a natureza claustrofóbica das fases, com enxames de inimigos vindo de todos os ângulos, isso nunca foi uma tarefa fácil.

R-Type‘s é muito famoso por seu Force Pod. Uma pequena esfera invencível que é o seu melhor amigo em todo o universo. Ela pode ser conectada na frente de sua nave e não apenas funciona como um pequeno escudo, mas também como poder de fogo adicional. Ela pode também ser conectada à traseira da sua nave para se defender ou atirar para trás. Mas não é só isso – ela pode ser desconectada para vagar pela área de jogo. Apesar de seu arsenal ser pequeno, ela pode atirar verticalmente, tornando-a indispensável para limpar o teto e o piso de inimigos. Apesar de você ter um controle limitado sobre ela – você só pode desconectá-la e chamá-la de volta até sua nave – posicionando-a com maestria, você pode usá-la para destruir inimigos em lugares difíceis de alcançar. Dominar o uso do Force Pod é o que realmente diferencia o R-Type de todo o resto. Você também é equipado com esferas menores chamadas Bits, que flutuam acima e abaixo de sua nave. Eles geralmente ficam parados, e como o Force Pod, são invencíveis, logo podem ser usados para absorver disparos inimigos ou matar inimigos menores. Power-ups são conseguidos ao se atirar robôs “POW”  que flutuam e saltitam pelo cenário.

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Arcade

A série R-Type também é notória pela sua dificuldade. Já que os inimigos sempre seguem os mesmos padrões e você é mandado de volta para um checkpoint sempre que morre, a maioria das partidas se resume em decorar quando os inimigos atacam, e descobrir como resolver o quebra-cabeça de destruí-los enquanto permanece vivo. Como muitos jogos antigos, este é apenas para os mais pacientes.

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Arcade

Os visuais são impressionantes também. Os inimigos são o maligno Império Bydo, uma combinação de formas de vida biológicas fundidas à equipamentos robóticos. Isso não fica só aparente no maravilhoso design dos inimigos, mas as fases em si geralmente tem um visual que mistura carne viva unida à um metal gelado.

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Arcade

Apesar da história do jogo se resumir apenas à famosa frase na tela de título – “Blast off and strike the evil Bydo Empire!” (Decole e ataque o maligno Império Bydo!) – os jogos seguintes expandem bem mais o enredo. Os Bydo são armas biológicas que foram inicialmente uma criação da humanidade no século 26, mas acabaram se perdendo num buraco de minhoca. Nenhum pouco feliz de terem ficado perdidos no continuum do espaço-tempo, eles eventualmente evoluíram, viajaram através do tempo e atacaram a humanidade no século 22. Você pilota a nave de caça R-9 (e variações dela nos jogos seguintes) para enfrentar essa ameaça recorrente. O Force Pod na verdade contém material Bydo, que pode absorver praticamente qualquer coisa. Algumas informações são interessantes, mesmo sendo raramente mencionadas dentro do jogo. Como o título, que de acordo com uma entrevista em japonês, o “R” vem de  “ray” como em “ray of light”. Ele também significa “round”, como o formato da cabine do R-9.

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Arcade

R-Type é obviamente uma das mais importantes séries de jogos “old school”, e mesmo que muita gente não tenha se empolgado com o título devido à sua dificuldade, todo mundo admira as suas qualidades estéticas que vazam de cada poro alienígena do jogo.

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Arcade

R-Type original ainda tem alguns dos designs de fase mais fantásticos já vistos em qualquer jogo de nave. A primeira fase começa com um vôo rápido pelo espaço – não muito diferente de Gradius, que foi lançado cerca de dois anos antes dele – mas logo entra na bica de uma grande nave de guerra. Inimigos surgem aos montes de cima e baixo da tela. Um círculo de esferas roda em volta de você, atirando – você pode destruí-las uma de cada vez, ou apenas a esfera-mestre e destruir todas elas. Ao fim da fase há o mostruoso Dobkeratops, um mostro absolutamente horrível, influenciado por H. R. Giger, com uma pele vermelha brilhante, uma enorme cauda que bate para frente e para trás, e uma cabeça verde em seu peito que funciona como ponto fraco. É um dos mais memoráveis chefes de toda a história dos vídeogames, logo no fim da primeira fase.

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PC Engine / TurboGrafx-16

O resto do jogo continua impressionando. A segunda fase se passa em algum tipo de laboratório biológico, com assustadoras algas e corais pelo chão e pelo teto, e insetos te atacando por baixo. O chefe aqui é Gomander, um amontoado de carne com vários orifícios de onde uma cobra voadora entra e sai. A terceira fase é uma grande luta contra uma enorme nave de guerra, e a tela passei por ela, guiando você por baixo dela, dando a volta nos canhões da frente, e para cima até o topo, onde fica o seu ponto fraco. Este é uma das fases mais icônicas da história dos jogos de nave, e fases similares podem ser encontradas em dúzias de jogos posteriores. A quarta fase conta com insetos estranhos que deixam rastros por toda a tela.

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Arcade

Os designs não são tão legais na segunda metade do jogo, mas o chefe final consiste em uma pequena e estranha esfera azul, que parece ter expressões faciais de um velho barbudo, escondido no ventre de uma terrível criatura alienígena.

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Arcade

O arcade original do R-Type roda à uma resolução maior (384×256) que quqse todos os consoles. Há um total de oito fases, fazendo dele o mais longo depois do R-Type Final para PS2. Mesmo com todas as melhorias implementadas nas continuações, o original ainda impressiona.

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Master System

Apesar da Nintendo ter distribuído o R-Type nos fliperamas americanos, ele nunca chegou ao NES. Ao invés disso, a versão 8-bit doméstica foi para o Master System, provavelmente porque ele era mais poderoso no quesito gráficos. Ela foi desenvolvida pela Compile, que era conhecida por vários jogos de nave no MSX e SMS, como Aleste / Power Strike. Mesmo com a versão sendo obviamente simplificada, ela era impressionante para a época, e apesar do flickering e slowdown que já eram esperados, foi uma excelente transição para a tela da TV.

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Master System

Ela também conta com uma fase secreta exclusiva. Na quarta fase, na parte onde a tela se enche de pontos verdes, há uma abertura no teto da fase. Voe por esta abertura e vá para trás e você entrará na fase secreta, completa com estranhos robôs-sapos verdes e um chefe bizarro.

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Master System

A versão para PC Engine / TurboGrafx-16 é quase idêntica à versão arcade, apenas com pequenas perdas em detalhes nos gráficos e um leve scrolling vertical de tela para compensar a diferença de resolução. No Japão, ele foi inicialmente lançado como dois jogos separados. O primeiro, chamado R-Type I, contém as fases 1-4, e o segundo contém as fases 5-8. Há também um chefe adicional (já que tecnicamente a sexta fase não tinha um na versão arcade) e uma pequena animação no fim da quarta fase, funcionando como um “final”. Inicialmente, o jogo era muito grande para caber em um HuCard, mas quando o jogo chegou aos EUA um ano depois, eles haviam conseguido espremer a coisa toda em um único cartão.

Em 1994 no Japão, a Irem lançou o R-Type Complete CD para Super CD-ROM, que inclui o jogo todo em um único CD. Além disso, existem várias animações totalmente narradas, mas nenhuma delas é grande coisa, e há também ums remixes estranhos da música do jogo em redbook audio.

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PC Engine / TurboGrafx-16

Existem três compilações de R-Type I II. A versão para PlayStation – chamada R-Types – inclui versões quase perfeitas de ambos R-Type I e II, além de uma barra de status transparente, para que a tela não tenha que fazer scroll vertical. O jogo também mantém controle de que fases você já completou, permitindo que você já comece mais para frente. Além de uma abertura em CG (cuja a única coisa notável é a nave destruída que você vê, junto com o esqueleto do piloto), há também um extra chamado R’s Museum, que inclui várias coisas de design, incluindo modelos 3D de todas as naves principais, um banco de dados completo dos inimigos, e uma timeline dos jogos. Estranhamente, este extra foi removido na versão européia.

Mesmo com R-Type I e II terem sido lançados inicialmente de forma separada no Game Boy original, a Bits Studio refez os gráficos de ambos e colocou-os em um único cartucho para o Game Boy Color, chamando isso de R-Type DX. Tanto a versão original (preto e branca) e as versões refeitas estão inclusas, e apesar da versão colorida ser razoavelmente decente, há algumas mudanças na paleta de cores em comparação com o original. Ela também sofre de bastante slowdown e flickering, mas funciona admiravelmente bem por rodar num Game Boy. O único grande problema é a detecção de hits – especialmente nos chefes – onde falha bastante, tornando algumas batalhas mais longas do que eram originalmente. O modo extra R-Type DX simplesmente combina R-Type I e II em um longo mega-jogo.

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GBC

R-Type também teve versões para vários computadores pessoais, com qualidade variada. A versão para MSX2 sofre do mesmo scrolling quadro a quadro que todo jogo de ação da plataforma tem. A versão para Spectrum é mais lenta, mas é uma versão bem decente, que força a plataforma ao máximo. A versão para Amstrad é apenas uma conversão da versão do ZX Spectrum, com menos cores.

Nota do Tradutor: Por volta de 2011, foi feito um remake do R-Type para o Amstrad CPC, em 128k. O jogo é lindo e mostra tudo que o computador pode fazer. Confira neste link, e veja os vídeos abaixo!

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C64

As versões para Commodore 64 e Amiga versions foram desenvolvidas pela Factor 5 e contam com uma trilha sonora feita pelo músico Chris Hülsbeck, famoso pela série Turrican. Ele converteu e rearranjou todas as faixas do arcade, e também criou uma música original para a tela de título. A versão para Commodore não é muito boa e obviamente foi feita ás pressas – os créditos até mencionam que o jogo foi feito em seis semanas! As versões para Amiga e Atari ST são ótimas, apenas perdendo alguns detalhes do fundo.

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PC-88VA

Ainda melhor que elas são as versões para outros computadores japoneses. A Irem converteu o R-Type para o X68000, e além da diferença de resolução e alguns comportamentos dos inimigos, é praticamente perfeita. a versão para PC-88VA, desenvolvida pela Telenet, também é excelente, apenas utilizando uma paleta de cores menor. Esta versão também inclui uma animação de entrada exclusiva.

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R-Type Dimensions

Os jogos R-Type também foram relançados para o Xbox 360 e PlayStation 3, sob o nome R-Type Dimensions. Desenvolvido pela Tozai, é um remake totalmente em 3D dos dois primeiro jogos, apresentando um total de quatorze fases com gráficos poligonais em alta resolução que imitam quase que perfeitamente o estilo das sprites originais do arcade. Em outras palavras, o visual é legal pra caramba. Há até uns toques adicionais, como novos gráficos de fundo cem áreas que eram previamente pretas, e reflexos de luz no Force Pod. Você também tem a opção de mudar entre os gráficos 2D e 3D em tempo real. Mesmo jogando em 2D, você pode jogar em widescreen, e o campo é expandido apropriadamente para 16:9. Há também uma opção de ângulo “crazy” para o modo 3D mode, que posiciona a câmera de forma similar à alguns segmentos do Einhänder, que dá uma visão com um pouco de profundidade, sem te desorientar demais.

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R-Type Dimensions

As únicas maiores adições são o modo de dois jogadores cooperativo (tanto local como online), e o modo “Infinite”, onde você ressuscita diretamente onde morreu. Mesmo que este não seja o jeito “certo” de se jogar R-Type, pelo menos permite aos jogadores ver o jogo inteiro, ou se concentrar em pontuação, neste jogo lendariamente brutal. Em ambos os modos, você pode recomeçar o jogo de qualquer fase que você alcançou. A falta de seleção de dificuldade e configuração de botões são um pouco incômodas, e algumas detecções de hits são um pouco diferentes dos jogos do arcade. Além disso, os inimigos parecem aguentar mais dano, tornando algumas lutas contra os chefes um pouco mais difíceis do que costumavam ser. A versão para Xbox 360 utiliza apenas a trilha sonoro original do arcade, enquanto a do PS3 também conta com novas músicas rearranjadas.

A Dotemu também desenvolveu versões para plataformas móveis. Elas são bastante decentes, como controles de toque que permitem que você arraste sua nave pela tela para uma movimentação mais precisa. Chris Hülsbeck também voltou, compondo uma  nova música tema para a tela de título.

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Magic Dragon (Famicom)

Uma empresa chinesa chamada Magicorp também fez uma cópia do R-Type para o Famicom chamada Magic Dragon. O design das fases é exatamente o mesmo, mas alguns gráficos mudaram. Alguns são muito ruins mesmo – o chefe da segunda fase parece uma salada, com lagostas pulando dela. Há uma quantidade absurda de flickering, e a coisa toda é feia demais. Sua nave nem se quer se parece com um dragão! A jogabilidade é basicamente ok, mas com alguns glitches. Existem também apenas quatro fases, depois das quais você recebe uma curta mensagem: “End of Game”.

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Magic Dragon (Famicom)

Músicas

http://R-Type Themes EP – Álbum no Spotify do Chris Huelsbeck.

Comparativo de Fotos

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Aviso do PC Engine CD

Vídeos

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