Fight! Commando (Capcom, 1985)

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Por ZZZ e Kurt Kalata – 18 de Setembro de 2007 (atualizado em 29 de Abril de 2013)

Commando / Senjou no Ookami (戦場の狼) / Wolf of the Battlefield: Commando – Arcade, NES, PC-88, X1, FM-7, Commodore 64, Atari 2600, Atari 7800, Intellivision, MSX, Apple II, IBM PC, Amiga, Amstrad CPC, BBC Micro, ZX Spectrum, PlayStation, Saturn, PlayStation 2, Xbox, PSP, Xbox 360, PlayStation 3, iOS (1985)

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Famicom

Commando é para os run-‘n-guns vistos de cima o que o Contra é para os de visão lateral. Ele só não ultrapassa tudo que veio antes dele, como também definiu o padrão deste gênero para os anos seguintes. os controles são muito melhores do que qualquer jogo anterior – no seu progenitor Front Line, é um tanto dfícil de se mirar corretamente que seus inimigos deveriam ser acertados no centro. Em Commando, manobras como mirar, se mover e se esquivar do fogo inimigo são facílimas de se realizar.

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Arcade

Na verdade, pode-se dizer que o Front Line é como se fosse uma versão beta do Commando, já que a jogabilidade deste último é praticamente uma evolução do primeiro. Ambos os jogos se movem exclusivamente na vertical, ambos tê terrenos à prova de balas para se usar como proteção, ambos têm “one-hit kills”, e ambos têm granadas que são lançadas em arco e só destrói coisas no raio de sua explosão. Entretanto, Front Line se move de forma mais arrastada e só tem dois ou três inimigos na tela de cada vez, já que mais do que isso seria demais para se lidar dado a velocidade e os controles do jogo. Commando praticamente pega tudo isso, removendo os tanques, consertando os controles, aumentando bem a velocidade e tornando o jogo mais frenético e com um ritmo muito melhor, colocando muitos e muitos mais inimigos da tela.

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Arcade

O simples enredo de Commando é sobre um comando solitário chamado Super Joe sendo enviado para alguns reféns, muito, mas muito bem guardados por um exército inteiro (Você deve reconhecer o nome Super Joe como sendo o cara que você tem que salvar em Bionic Commando – Os segmentos-bônus vistos de cima na versão para NES são con certeza uma homenagem ao jogo original do Commando). Como na maioria dos jogos de arcade de sua época, os controles e mecânicas de Commando são bem simples. Seu personagem é movido usando-se o joystick e existem dois botões para os seus ataques. O primeiro botão dispara uma arma semi-automática com munição infinita, e o segundo botão arremessa uma granada, com estoque limitado. Felizmente, você pode se reabastecer de granadas pelo caminho, coletando coisas que se parecem com peças de montar.

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Arcade

O que torna Commando muito melhor que seus predecessores, e o faz tão bom até hoje, é o seu ritmo fantástico. Os pequenos grupos de inimigos e a lentidão que impediu o Front Line de ser grande não são problema aqui no Commando. Seu personagem se move num ritmo perfeitamente intuitivo – ele nunca é lento nem rápido demais para te causar problemas. Os inimigos aparecem na tela sem parar, sendo imediatamente substituídos por outros assim que levam um tiro. Há sempre algo acontecendo na tela, e a ação é bastante caótica e sem descanso.

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Arcade

No que diz respeitos aos combates contra chefes, cada fase termina com uma seção onde uma grande multidão de inimigos deve ser enfrentada em uma área sem nenhum terreno que forneça proteção. Estas seções invariavelmente tem uma enxurrada de tiros e granadas por toda a tela, testando suas habilidades de esquiva. É bom sempre se economizar o maior número possível de granadas para estas seções, pois as granadas são automaticamente arremessadas para cima, logo você ainda consegue atirar na multidão sem ter que se preocupar em parar de atirar para mirar.

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Arcade

Em cada fase existem vários obstáculos que você pode usar para se proteger do fogo inimigo. Estes podem ser árvores, muretas, bunkers entre outras coisas. nada vai te proteger contra granadas, mas todos estes obstáculos são à prova de balas. Avançar no jogo fica bem mais fácil se você aprender à utilizar instintivamente estes objetos para se proteger nos momentos mais apropriados. É também bem mais fácil passar pelas fases se você aprender à julgar a posição dos inimigos e verificar o terreno entre vocês para ter obstáculos para se proteger de seus tiros sempre que possível.

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Arcade

Um aspecto de Commando pode não agradar todo mundo é a sua dificuldade. Passar da primeira fase é um verdadeiro desafio, e ir mais longe que isso requer um alto nível de habilidade em vídeogame, próximo ao nível das fases de Robotron. Você vai ter que prestar atenção em todos os inimigos, tiros e granadas da tela, toda a hora, e aprender a se proteger de cada rajada sem errar. Sem isso, você está perdido. Para tornar o jogo mais obscenamente difícil, até os inimigos mais simples tem uma tendência de se mover de forma errática, logo nunca é fácil prever os padrões de tiro ou de se escolher um caminho no meio deste caos. os inimigos geralmente seguem um padrão de fugir de você e então parar rapidamente para atirar em lançar granadas em sua direção.

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Arcade

Commando é bastante minimalista no quesito visual, mas os gráficos e música funcionam muito bem, considerando o tema do jogo. E o mais importante, cada sprite é imediatamente e facilmente reconhecida pelo que deve ser, e isso é realmente importante neste jogo.

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Arcade

Como praticamente todo jogo popular de arcade da Capcom, Commando tem um grande número de versões. A versão para Atari 2600 é horrível em todos os aspectos, e a versão do Atari 7800 não é particularmente boa, mas pelo menos tem um visual melhor do que se esperaria deste hardware. A versão para Amiga tem um visual quase tão bom quanto do original, mas a jogabilidade é horrível. O Commodore 64 recebeu um versão com um visual horrível, cheia de bugs e apenas três fases. A música da versão para C64 é um tipo de “remix” do tema do jogo do arcade. Foi composta por Rob Hubbard e está entre as músicas mais populares para a plataforma. A editora européia Elite até produziu uma versão para o computador de entrada C16 (Plus/4 na Europa), mas é um jogo um tanto diferente: você só enfrenta um número definido de inimigos (que renascem quando você é atingido) em cada tela, e segue para a próxima assim que todos forem derrotados. Há também uma versão propriamente dita do jogo para a plataforma, modelada à partida da versão para C64, mas parece ser um conversão não-oficial.

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Arcade

A versão para MSX é bastante desapontadora, já que tem um visual feio e má jogabilidade. A versão para Intellivision deve ser a pior de todas – seus gráficos são uma bagunça indecifrável e tem uma jogabilidade desastrosa. Existem também versões para outros computadores 8-bit, mas todas são um lixo. Anos depois, Commando recebeu uma versão perfeita para PlayStation e Saturn no Capcom Generation Volume 4, um disco lançado apenas no Japão, que é um compilação que conta com Commando, juntamente com sua continuação Mercs, assim como  Gun.Smoke, outro shooter da Capcom visto de cima. Ele ainda conta com algum artwork, uma pequena galeria de inimigos, e duas faixas de música re-arranjadas. Ele também foi lançado na Europa junto como o resto dos discos da coleção Capcom Generation em um pacote só. Esta versão foi mais tarde lançada para PlayStation 2 e Xbox como parte da compilação Capcom Classics Collection, e para PSP como parte do pacote Capcom Classics Reloaded. A Capcom Arcade para iPhones e iPad e a Capcom Arcade Cabinet para Xbox 360 e PlayStation 3 contêm uma versão emulada do jogo do arcade. O Virtual Console do Wii também recebeu o jogo original, renomeado como Wolf of the Battlefield: Commando, possivelmente para amarrar melhor toda a série junta.

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Arcade

Há também uma versão para NES, que tem áreas escondidas que não existem no jogo original, e que são reveladas ao se explodir certas áreas. Elas podem conter reféns, inimigos ou itens, mas podem ser completamente ignoradas se você preferir focar na carnificina. Existem também vários itens escondidos que não existem no arcade ao se explodir certos lugares. Estes itens variam desde uma laterna que dá habilidades “stealth” ao seu personagem, passando por um colete à prova de balas, até vidas extras, entre outros itens. Existem também pequenas mudanças gráficas e musicais feitas para o console, mas a jogabilidade é próxima o suficiente e está facilmente entre os melhores run-‘n’-guns para o console. E finalmente, você também tem a opção de continuar do começo de cada fase após o Game Over, tornando o jogo mais fácil, mas não mudando o fato de que o jogo é virtualmente impossível. Além disso, o jogo conta com dezesseis fases ao invés das oito originais, mas a segunda parte é praticametne uma versão ainda mais difícil da primeira.

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