Especial Puyo Puyo – Parte 9: Spinoffs de Madou Monogatari

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Madou Monogatari: Hanamaru Daiyouchienji (魔導物語 はなまる大幼稚園児) – Super Famicom (1996)

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Capa do Super Famicom

Depois da gigantesca enxurrada de aventuras em primeira pessoa, a  Compile finalmente seguiu com um RPG de console mais tradicional, visto de cima. O problema é que eles ainda mantiveram a jogabilidade muito simplista, ao ponto de fazer o Final Fantasy: Mystic Quest parecer um jogo genial e complexo. Existem várias magias á serem descobertas e melhoradas, mas você continua sem poder ver seus hit points, ainda faltam opções de customização, e você ainda é o único personagem no combate – que foi reduzido uma sistema banal turno a turno, ao invés de usar o formato mais inovativo da versão do Mega Drive. A única coisa boa nisso tudo é que o menu é todo com imagens, tornando mais fácil a vida de nós gaijins ao jogá-lo.

A enredo do jogo parece ser um remake do Madou Monogatari original – a garotinha Arle parte em busca das sete esferas para conseguir seu diploma de maga – mas todas as situações são completamente diferentes, e conta com os usuais amigos e inimigos da série Puyo Puyo. Apesar dos quebra-cabeças oferecerem um pouco de substância, a simplicidade do resto do jogo o torna completamente dispensável.

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Waku Waku Puyo Puyo Dungeon (わくわくぷよぷよダンジョン) – Saturn (1997)

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Capa do Saturn Japonês

Waku Waku Puyo Puyo Dungeon muda novamente as coisas, sendo agora um jogo “roguelike” (como Diablo, para citar um exemplo bem popular). Você vaga por dungeons gerados randomicamente, encontrando montes de itens e tentando sair vivo com todo o “loot” que encontrar. O sistema de combate é absurdamente simples: você simples chega perto do seu inimigo e apeta o botão de ataque, escolhendo ocasionalmente magias diferentes. Logo, o maior foco está no gerenciamento dos seus recursos, tentando garantir que você tenha magia suficiente para seguir até o fim da sua aventura, e saber quando correr para os círculos mágicos para restaurar sua energia.

Existem três personagens selecionáveis – Arle (com Carbuncle, que a ajuda à encontrar coisas escondidas), Rulue (com o Minotaurus, que a ajuda à lutar) e Schezo (que vai sozinho). A arte do jog mostra todos mais adultos, mas é de se estranhar que não hajam vozes nenhuma. Há vários dungeons à serem explorados, o que pelo menos dá um pouco de variedade á monotonia comum neste tipo de jogo. Algumas das peculiaridades mais chatas do gênero estão presentes – se você morrer ou sair de um dungeon prematuramente, você perde todos os itens/experiência/dinheiro que você ganhou quando estava lá dentro. E já que identificar itens é bem caro, você acaba os usando sem saber o que são (o que talvez não faça muita diferença se você não sabe japonês, de qualquer forma). Há ainda a triste falta e vozes no jogo. Apesar de ser melhor que outros dungeon crawlers similares da época (como Azure Dreams Chocobo’s Mysterious Dungeon), ele certamente não irá conquistar jogadores que preferem os RPGs normais para console.

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Madou Monogatari (魔導物語) – Saturn (1998)

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Capa do Saturn Japonês

O último RPG do Puyo Puyo para 32-bit volta à usar o nome Madou Monogatari, sem nenhum subtítulo, como um RPG normal para console. O jogo abre com a maldição de Lagnus, mas começa com Arle partindo numa aventura para descobrir mais sobre plantas misteriosas que têm crescido por toda a região. Você encontra Rulue cedo no jogo, que se torna a sua primeira parceira, e luta ao lado de outros secundários da série Puyo Puyo, como Minotaurus, Draco, Schezo, Suketoudara, Witch, Momomo e Harpy. Entre os inimigos estão Incubus, Skeleton T, Lord Satan e vários outros personagens que você vai reconhecer da série. Entretanto, como em Waku Waku Puyo Puyo Dungeon, a falta de dublagem é bastante desapontadora.

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Madou Monogatari (Saturn)

As telas de exploração são apresentadas em visão isométrica, o que é sempre meio chato de navegar. Todo o labirinto do dungeon parece flutuar sobre uma tela estática, o que faz tudo parecer um tanto estranho. Com estes gráficos não impressionando, é nas cenas de batalha que o jogo realmente se destaca. As sprites dos personagens são brilhantes, grandes e bem animadas, com vários inimigos interessantes. Não tem como não gostar de um jogo que tenha inimigos como o Yankee Wolf – que usa uma cabeleira renascentista e ataca soprando fumaça na sua cara – e o Violence Monkey, que é tão legal quanto o nome sugere.

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Madou Monogatari (Saturn)

Quanto ao gameplay, é realmente como um RPG padrão para console, com seus sistema de combate por turnos e mínima customização de personagem. Isso torna o jogo fácil para que não fala japonês de simplesmente pegá-lo e jogar. Apesar de ser mais um daqueles jogos que depende mais do seu charme do que sua jogabilidade, ele ainda sim é divertido, e definitivamente o melhor dos RPGs de Puyo Puyo RPGs. E além disso, o Carbuncle tem um laser fodão que ele usa no combate de vez em quando.

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