Especial Hydlide, Parte 3 – Hydlide 3: The Space Memories

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Por Robert Greene e Kurt Kalata em 19 de Setembro de 2009

Hydlide 3: The Space Memories / Hydlide 3: Yami kara no Houmonsha (ハイドライド3~闇からの訪問者~) / Super Hydlide – PC-88, X1, MSX, MSX2, Famicom, Mega Drive, PC-98, X68000, Windows, Mobile (1987)

 

Lançado em 1987 para os computadores japoneses, a versão para Mega Drive deste jogo chegou ao ocidente com o nome de Super Hydlide. É um jogo bem melhor que o original em termos de jogabilidade, música e praticamente todo o resto. A única exceção está nos gráficos, que apesar de serem um pouco melhores, ainda são sem básicos, especialmente para as versões 16-bit. A história é sobre uma fissura surgindo no espaço profundo, seguida por uma enxurrada de monstros, que ameaçam tomar todo o reino. Novamente, nosso solitário herói deve ir à raiz deste problema e salvar o universo.

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Hydlide 3 (PC-88)

Muitas melhorias foram feitas – Super Hydlide tem cutscenes de abertura, e também de encerramento, usando-se um truque secreto. Existem até moradores nas cidades para você conversar. Existe apenas uma vaga conexão com os jogos anteriores, com Varalys aparecendo como o penúltimo chefe do jogo, selado numa caverna em posse de um item necessário para se entrar na área final. As fadas também voltaram, com uma delas sendo uma companheira necessária para a batalha final. A jogabilidade está agora mais parecida com a do Zelda – agora existe um ataque ativo que é ativado ao se pressionar um botão, então você não precisa mais trombar nos inimigos. Mas isso ainda é estranho, já que você só pode ir pra cima do inimigo e segurar o botão de ataque, torcendo para que você o mate antes dele te matar. O jogo ainda conta com o medidor de moralidade do jogo anterior: alguns monstros que você encontra são bons e não te atacam. Se você não tiver cuidado (ou estive com muita sede por pontos de experiência) e matá-los, a sua moralidade diminui. Isso geralmente não afeta a jogabilidade, mas uma barra completa de moralidade permite se derrotar Varalys bem mais facilmente quando chegar a hora de confrontá-lo.

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Hydlide 3 (PC-88)

No começo do jogo, você pode escolher entre quatro classes de personagem diferentes – Guerreiro, Ladrão, Monge e Clérigo. O Guerreiro e o Ladrão são mais voltados para o combate corpo à corpo, enquanto o Monge e o Clérigo lançam magias. Como nos RPGs tradicionais, existe uma variedade de armas, escudos, elmos e armaduras que você pode usar – indo desde os itens simples até o equipamento das fadas, a espada de fogo (flame sword) e um light saber (!). Além dos ataques corpo à corpo e à distância, existe um total de doze magias no jogo, desde o healing básico e teletransporte, à magias de ataque e poderes especiais. O Guerreiro e o Ladrão só tem acesso à seis destas, enquanto o Clérigo e o Monge pode usar todas as doze. O jogo também conta com um sistema de peso bastante chato, que limita tanto o que o seu personagem pode carregar, quanto que armas pode usar. Se você estiver sobrecarregado, você não vai conseguir andar. Isso torna o gerenciamento de itens, e até de dinheiro, ainda mais importante. Você precisa ter cuidado com o que você descarta para diminuir o peso, já que você precisa de certos itens para terminar a aventura, e se você não prestar atenção, você pode se ferrar pra valer.

Hylide III também conta com um sistema de tempo. cada dia é dividido em 24 horas. Você precisa comer rações duas vezes ao dia e dormir para evitar uma eventual fadiga, o que diminui os seus hit points. Dormir poder ser feito geralmente nas pousadas (inns), que por sua vez permitem salvar o jogo, mas são bem caras. Você tem a opção de deixar o tempo mais rápido ou mais lento, ajustando-o num menu o que torna viajar, subir de nível e lutar um pouco mais fácil. Apesar do sistema de tempo ser inovador, ele limita o quanto de exploração você consegue fazer de uma vez, te forçando à acampar perto de uma cidade para comer e descansar, à menos que você prefira desmaiar no meio do seu imenso mapa.

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Hydlide 3 (PC-88)

Geralmente o jogo apresenta um bom desafio – em parte devido à mecânica de tempo, dificuldade dos inimigos e o fato de que você morre instantaneamente se você cair de certas plataformas (o que pode ser bastante incômodo perto do fim do jogo). Existem quatro batalhas contra chefes, e a ultima requer uma solução bastante inovadora (você precisa pular dentro da boca do chefe para desferir o golpe de misericórdia). Estes combates são bastante difíceis, e requerem alguma habilidade para ser vitorioso. Como em Ys, o menu fica inacessível durante as lutas contra os chefes, te obrigando à estar equipado com os itens corretos, etc.

Como já foi dito, Hydlide 3 é bem melhor que os dois anteriores. As músicas da versão para Mega Drive são bem legais, se encaixando bem no tema do jogo e são boas pelos seus próprios méritos. Apesar dos sistemas de peso e tempo serem um pé no saco às vezes – especialmente quanto você quer subir de nível – somam pontos por inovação. O começo do jogo pode ser bastante difícil, já que você tem que ficar caçando inimigos para ganhar o din heiro necessário para descansar e comer, só para poder continuar vivo (existem alguns Easter eggs para se ganhar experiência e dinheiro rapidamente nos FAQs e walkthroughs, que recomendo aos jogadores iniciantes). Ele tem uma curva de aprendizado bastante abrupta, mas o jogo é bem recompensador, tendo um final que também foi inovador para a sua época. Nada se compara à descobrir que seu maior inimigo é um sapo de cinco olhos chamado Kaizack, que criou o universo e decidiu acabar com tudo quando ele saiu do seu controle, fazendo do seu final algo quase como o do Phantasy Star II. Como vilão, ele tanto detestável quanto memorável em seu monólogo final.

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Hydlide 3 (Windows)

Depois das versões para computadores domésticos, Hydlide 3 apareceu no Famicom em 1989, com o subtítulo Yami kara no Houmonsha (“Visitante das Trevas”), mas apenas a versão para Mega Drive acabou sendo lançada fora do Japão. As “Special Version(s)” para PC-98 e X68000 foi lançada poucos meses antes da versão para Mega Drive. Elas contam com gráficos aprimorados, novos mapas e novos personagens. Estas também são as únicas versões que tem retratos dos personagens durante os diálogos, mas usam um sistema estranho com transparência que se move da esquerda para a direita à medida que você se move pela tela. O remake para Windows é baseado na versão para PC-88, e só conta com gráficos melhorados (os melhores entre todas as versões) e uma trilha sonora totalmente re-arranjada.

Como um todo, Hydlide 3 é um jogo bom, mas não é um grande jogo, e apesar de com certeza não ser um jogo “must play”, é geralmente relegado como sendo a continuação “daquele jogo horrível para NES”. Nesse sentido, Super Hydlide não recebeu o crédito que merece e é capaz de se destacar pelos seus próprios méritos.

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À seguir: Virtual Hydlide!

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