Especial Hydlide, Parte 4 – Virtual Hydlide

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Por Robert Greene e Kurt Kalata em 19 de Setembro de 2009

Virtual Hydlide (ヴァーチャル ハイドライド) – Saturn (1995)

Hydlide tentou entrar no mundo dos jogos 3D com Virtual Hydlide, lançado no começo da carreira do SEGA Saturn, e publicado nos Estados Unidos pela Atlus. E nossa, que jogo triste é esse! Ele não é totalmente em 3D, pois apesar dos ambientes serem feitos de polígonos, todos os objetos – incluindo seu personagem, os inimigos, árvores e itens – são sprites em 2D digitalizadas.

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Virtual Hydlide tenta emular a simplicidade do jogo original abrir mão da criação de personagem, sistema de classes, medidores de moralidade e o sistema de tempo do segundo e terceiro jogos – os únicos elementos que restaram são as lojas e o o sistema de peso. Em outras palavras, é um jogo de aventura do tipo “ache-o-item”. o que o torna único é que o cenário é gerado randomicamente á cada partida, teoricamente permitindo aventuras completamente diferentes. Na realidade, a aventura ainda tem sempre a mesma estrutura, e os mapas parecem idênticos mesmo assim. pelo menos você recebe alguma orientação, tanto na forma de uma bússola quanto um mapa completo, e ambos indicam o próximo destino. Você passa muito tempo correndo pelo enorme campo vazio, mas eventualmente você acaba entrando num castelo, numa caverna subterrânea, em ruínas antigas, um vulcão, e outras áreas típicas desse tipo de jogo. Sendo um remake do jogo original, seu objetivo final é coletar três fadas, que contêm a alma da princesa raptada, como mostra um vídeo em live action bem brega.

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O termo “virtual” é usado com bastante liberdade aqui, pois tudo em Virtual Hydlide parece ser incrivelmente ridículo. O frame rate é horrível quando você corre pelo campo, mas fica praticamente quadro a quadro quando você entra num ambiente fechado – o 3D nunca foi uma das qualidades do Saturn, mas existem até jogos de Jaguar com ação mais lisa que essa. Por várias vezes a câmera perde o protagonista de vista nos lugares mais apertados, tornando quase impossível atacar os inimigos. A sprite do personagem principal é bem mal animada, mas em defesa do jogo, toda peça de equipamento é visível no personagem. Ainda sim, ele sempre parece um idiota completo, especialmente com a armadura Fairy Plate.

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O combate é uma zona total. Já que todas as sprites são em 2D, praticamente não existe nenhuma sensação de profundidade, logo tudo que você pode fazer é se arrastar até um inimigo e balançar sua espada lentamente, na esperança de que seus golpes desajeitados o acertem. Como nos jogos antigos, você recupera energia ao ficar parado, mas só no mapa externo. Fora disso, você precisa estocar ervas e antídotos. Você só sobe de nível ao completar elementos da história do jogo, mas os inimigos que você derrota também aumentam um pouco seu score, que pode ser trocado por armas, armaduras e outros itens, em cristais encontrados pelo jogo.

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A quest em si é bem curta e pode ser terminada em poucas horas. Mas isso é uma vantagem, pois é difícil encarar este jogo por mais de meia hora sem acabar com uma dor de cabeça. Ainda sim, há um tipo de charme de filme “trash”  nisso tudo, e só de olhar seu personagem mal animado correr por planícies vazias e enevoadas à uns 10 frames por segundo é um experiência um tanto lisérgica.

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Playlist com a trilha sonora:

Fim do Especial Hydlide!

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