Série Dragon Slayer, parte 6 – Legend of Heroes

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Dragon Slayer: Legend of Heroes

Dragon Slayer: Legend of Heroes

Por alguma razão, o mercado de jogos para PC no Japão nunca decolou. Enquanto algumas empresas como a Konami e a Square deram um suporte pesado para plataformas como MSX ou PC-88, a maioria dos desenvolvedores rapidamente abandonaram estas plataformas para focar no desenvolvimento para consoles. Uma das empresas que manteve seu foco foi a Nihon Falcom. Apesar da maioria de seus trabalhos terem sido convertidos parar vários consoles por outros desenvolvedores, a grande maioria de seus títulos foi criada para os computadores domésticos japoneses. Para nós ocidentais, isso acaba sendo um problema – eles criaram alguns jogos incríveis, mas pouquíssimos destes sequer saíram do Japão. Muitos dos seus jogos foram feitos para sistemas operacionais desconhecidos fora do Japão, e geralmente suas versões para console chegam muito tarde, fazendo eles parecerem muito datados para que as empresas americanas queiram lançá-los. Hoje em dia, a Falcom é uma das poucas empresas que ainda faz jogos de verdade, ao invés de títulos hentai estúpidos para o mercado de PC japonês.

MSX2 (Capa)

Seu carro-chefe sempre foi o Ys, um RPG de ação divertido, que conseguiu chamar alguma atenção no ocidente. Mas seu título secundário é o Legend of Heroes, um RPG tradicional de console, similar ao Dragon Quest. O primeiro jogo da série, que saiu sob o título de “Dragon Slayer”, recebeu várias versões, mas apenas a do Turbografx-16 (PC Engine) foi traduzida para o inglês. Depois disso, o jogo nunca mais saiu do Japão [N.T.: até recentemente, já que a sub-série “Trails in the Sky” tem sido lançada no ocidente desde à época do PSP].

TurboGrafx-16 (Capa)

A série “Dragon Slayer” da Falcom é um pouco estranha, já que nenhum dos jogos realmente se relacionam entre si. Começando com um dungeon crawler visto de cima, chamado apropriadamente de “Dragon Slayer”, a série continuou com diferentes híbridos de ação e RPG, que incluem Xanadu, Sorcerian, The Drasle Family (conhecido como Legacy of the Wizard no ocidente), além de outros. Os primeiros jogos foram feitos praticamente pelas mesmas pessoas, e você pode encontrar semelhanças nos gráficos e nas suas músicas. Apenas os dois primeiros jogos da série Legend of Heroes levam o nome “Dragon Slayer”. O terceiro jogo foi o início da “Trilogia de Garghav”,que se passa no mesmo mundo dos jogos anteriores. Por referência, a série Dragon Slayer é mais ou menos composta desta forma:

SEGA Saturn (Capa)

SEGA Saturn (Capa)

Série Dragon Slayer:
I: Dragon Slayer
II: Xanadu
III: Romancia
IV: Drasle Family (Legacy of the Wizard)
V: Sorcerian (Parte I) | (Parte II)
VI: Legend of Heroes
VII: Lord Monarch
VIII: Legend of Xanadu

Outros:
Legend of Xanadu II
Xanadu Next
Tokyo Xanadu

Dragon Slayer: Legend of Heroes – MSX2/PC-88/PC-98/X68000/PC Engine/Mega Drive/Super Famicom/Playstation/Saturn/Windows

Dragon Slayer: Legend of Heroes é basicamente um clone de Dragon Quest – isso fica óbvio no momento que você vê a tela de combate em primeira pessoa, com um fundo preto simples. Como é de se esperar de um jogo da Falcom, a música é excelente, o que é suficiente para dar-lhe uma identidade própria. Os gráficos não chamam a atenção, mas até nas plataformas com gráfico mais simples, parece superior à vários jogos da época. Você eventualmente forma um grupo com quatro personagens, e você pode escolher como distribuir as estatísticas todas vez que passa de nível, o que te dá uma sensação de customização. Existem algumas melhorias na fórmula – você pode escolher atacar um inimigo diretamente, e a energia dos inimigos é mostrada abaixo de cada monstro. Se você morrer – e vai, bastante – o jogo gentilmente te oferece as opções de voltar à cidade mais próxima, ou tentar o combate novamente. Um sistema de auto-combate bastante customizável garante que as batalhas se resolvam rapidamente, mas a quantidade de encontros é ainda bastante alta. Apesar destas conveniências, existem muito pouca coisa radicalmente diferente em Legend of Heroes. É fácil perceber como este foi um RPG bem competente em sua época, mas hoje em dia parece sem graça, e a enorme quantidade de “grinding” torna toda a experiência bem aborrecida.

lançado inicialmente para os computadotes pessoais PC-88, PC-98 e MSX, ele com certeza foi feito para saciar a vontade de jogadores, que por quaisquer razões não tinham um Famicom ou um Super Famicom. Como resultado, ele perde um pouco do seu brilho quando comparado à vários outros RPGs para console. Afinal, por que jogar uma cópia descarada de Dragon Quest quando você pode jogar Dragon Quest de verdade? Os jogadores americanos estão mais familiarizados com a versão para Turbografx-16, a única versão lançada nos Estados Unidos. Como a maioria dos jogos traduzida pela NEC, a dublagem é horrível, com os piores sotaques irlandeses já ouvidos pela humanidade. As cenas de animação são esparsas, e conta com uma excelente trilha sonora em áudio redbook, rearranjada por Ryo Yonemitsu, famoso pelo seu trabalho em Ys. Só estas características já bastam para torná-lo um dos melhores RPGs para PC Engine.

A versão para Super Famicom é completamente constrangedora, com gráficos horríveis e música terrível. Sua única vantagem é que esta é a única versão com gráficos de fundo durante as batalhas. A versão para Mega Drive, reprogramada pela SEGA, é na verdade a mais bonita de todas. Ela remove as enormes janelas de status e põe a ação em tela cheia, com sprites grandes e coloridas, e músicas bem similares à originais para o PC-98. Ambas versões para Playstation e Saturn contam com ambos Legend of Heroes I & II no mesmo CD, mas inexplicavelmente é uma conversão bem tosca, com uma animação imperdoavelmente mal feita e gráficos inferiores aos das versões originais para computador. Apesar dos gráficos arcaicos, a música é em alta qualidade de CD, mas os arranjos não são tão bons quanto da versão para TG-16.

PlayStation (Capa)

Comparativo de Fotos

Cidade:

Combate:

Vídeos

Dragon Slayer: Legend of Heroes (Super Famicom)

Abertura de Dragon Slayer: Legend of Heroes (Super Famicom)

Dragon Slayer: Legend of Heroes (Mega Drive)

Dragon Slayer: Legend of Heroes (TG-16)

Abertura de Dragon Slayer: Legend of Heroes (Sharp X68000)

 

7 comentários sobre “Série Dragon Slayer, parte 6 – Legend of Heroes

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