Do Outro Lado da Cerca ESPECIAL – Série Earnest Evans – Parte 1: El Viento

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Por Kurt Kalata – 16 de janeiro de 2008

A “Série Earnest Evans” é uma trilogia para Mega Drive e Mega CD, criado pelo Wolf Team e publicado nos EUA pela Renovation. Por que ela é chamada de “Série Earnest Evans”, quando apenas um dos jogos é estrelado pelo Earnest Evans, eu não faço idéia. Dois dos jogos são estrelados por uma garota de cabelo verde chamada Annet Myer, com seu heróico amigo Earnest só aparecendo nas cutscenes.

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Assim como a maioria dos jogos do Wolf Team no começo dos anos 90, os jogos não são particularmente bons, mas há alguma diversão casual em jogá-los. Eles também contam com trilhas sonoras feitas por Motoi Sakuraba – que mais tarde ficaria conhecido pelos jogos da Tri-Ace, como Star Ocean e Valkyrie Profile – e os jogos em CD com com cutscenes bem legais. Como acontece com Valis, estes jogos capitalizam muito no seu apelo visual e estilo, mas não com o mesmo sucesso. Os designs dos personagens foram feitos pelo artista Kazutoshi Yamane, que trabalho no mangá Gamble Fish, entre outros menos conhecidos no ocidente, além de outros jogos da Telenet, como Arcus Odyssey.

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Anos depois que sua popularidade passou, outras propriedades da Telenet/Renovation como Valis e Arcus acabaram se tornando jogos pornô. Felizmente, Annet e seus amigos foram poupados deste destino, deixando apenas um legado de dois jogos medíocres, e um divertido.

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El Viento (エル・ヴィエント) – Mega Drive (1991)

Apesar de terem sido produzidos por times diferentes, El Viento é bastante reminiscente das versões para Mega Drive da série Valis – e tem o mesmo estilo de arte (até com a bizarra heroína sem rosto) e o mesmo estilo de controle impreciso. Mas putz, ele é muito divertido. “El Viento” é “O Vento” em espanhol, e a ação no jogo se move em uma velocidade frenética. Annet avança rapidamente, atacando com bumerangues que podem destruir praticamente tudo com poucos golpes. Annet também tem alguns poderes mágicos, que são carregados ao se segurar o botão de magia. Você começa com uma bola de fogo simplória, mas consegue poderes diferentes (cristais de gelo, ondas de energia, etc) à media que avança no jogo. Entretanto, você precisa carregá-los para poder usá-los, e eles geralmente só são úteis em situações bem específicas. Annet também pode planar se abaixando e apertando o botão de pulo, o que é útil em situações onde o teto é muito baixo para pular. A pontuação também funciona como “experiência,” o que aumenta a sua barra de energia em certos intervalos.

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El Viento (Mega Drive)

O apelo de El Viento é que ele se passa nos Estados Unidos por volta dos anos 20. Na primeira fase, você enfrenta gângsters em Chicago, mas as fases mais para a frente a levam para cavernas secretas sob o Monte Rushmore e pelas ruas de Nova York. Annet precisa impedir um gângster chamado Vincente DeMarco (que na verdade é Al Capone na versão japonesa – é uma pena que eles tenham tirado essa referência histórica boba na versão americana) de ressuscitar o terrível Hastur (uma referência ao Cthulhu Mythos). É realmente difícil de não gostar de uma mistura de conceitos insana quanto esta.

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El Viento (Mega Drive)

Annet também enfrenta uma rival de roupas mínimas chamada Restiana, que na verdade é apenas uma desculpa para mostrar mais corpos. Pelo caminho ela também encontra seu mentor Earnest Evans, que na verdade não tem nenhum efeito no jogo – ele só aparece para amarrar com a sua “continuação”, que foi lançada menos de um ano depois.

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El Viento (Mega Drive)

Mas além das cutscenes, a maioria das fases é o normal o que se esperar de um jogo de vídeogame – armazéns, cavernas, esgotos e tudo mais. Apesar dos gráficos em si não serem impressionantes, as explosões tentam emular os efeitos de zoom em Mode 7 do SNES. Elas são grandes e pixeladas, mas são muito legais. Na verdade, alguns objetos e vilões explodem sem motivo aparente, o que é muito, muito, bacana. Entretanto, o mesmo efeito é usado num polvo gigante na fase da água, que é feito de pixels quase tão grandes quanto Annet, o que é um exagero. Alguns dos chefes são bem legais, especialmente a grande gosma amorfa que assume uma forma quando você a ataca. Ela é bem similar ao sub-chefe da fase do Spark Mandrill em Mega Man X. Mas além destes poucos truques gráficos, os visuais não são tão legais assim, e a música não é nada de especial.

De forma geral, é um jogo meia boca, com ação mal distribuída e um design de fases simplório, mas o seu ritmo rápido e sua bizarrice geral fazem este ser um jogo que vale à pena se conferir, principalmente por este ser um dos melhores jogos do Wolf Team. E ele ainda conta com piratas anões saltitantes como vilões, algo que merece algum respeito.

Mais Fotos

Cutscenes

Vídeos

Em breve: Earnest Evans!

 

3 comentários sobre “Do Outro Lado da Cerca ESPECIAL – Série Earnest Evans – Parte 1: El Viento

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