Série Dragon Slayer, parte 8 – Legend of Xanadu

 

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Por

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Capa (PC Engine)

Série Dragon Slayer:
I: Dragon Slayer
II: Xanadu
III: Romancia
IV: Drasle Family (Legacy of the Wizard)
V: Sorcerian (Parte I) | (Parte II)
VI: Legend of Heroes
VII: Lord Monarch
VIII: Legend of Xanadu

Outros:
Legend of Xanadu II
Xanadu Next
Tokyo Xanadu

The Legend of Xanadu / Kaze no Densetsu Xanadu (風の伝説ザナドゥ) – PC Engine, IBM PC, Windows, Wii (1994)

Apesar dos jogos da Falcom serem grandes sucessos nos vídeogames, especialmente a série Ys, eles eram principalmente uma desenvolvedora para computadores, e todas estas outras versões foram licenciadas e desenvolvidas por outras empresas, como a Hudson. Procurando seu próprio sucesso junto à uma audiência maior, eles desenvolveram e publicaram Kaze no Densetsu Xanadu para o PC Engine Super CD. Como nos jogos da série Ys, eles tiraram proveito da mídia em CD, oferecendo mundos enormes, grandes cutscenes com personagens coloridos, e diálogos dublados. Ele foi muito promovido na época do seu lançamento, com um mangá baseado nele, e ainda é lembrado como um dos princiapis RPGS desta plataforma. Tecnicamente, o título se tradu como “Lenda do Vento: Xanadu”, mas a tradução oficial para inglês é simplesmente “The Legend of Xanadu”. Ele é considerado como sendo a sétima parte da série Dragon Slayer, apesar de que, como todos os outros, possui pouquíssima conexão com seus antepassados dos computadores, e quase não tem nada em comum com o Xanadu original. Na verdade, esse título sequer é mencionado, apesar do tema abertura incluir um arranjo de “La Valse Pour Xanadu”.

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O jogo se passa em um mondo onde o uso de magia é algo comum. Segundo a história, à mil anos atrás, o lendário herói Aeneas enfrentou o dragão Daldantis. Ele o derrotou e tornou-se rei. Seu descendente, Areios, é um soldado na cidade imperial de Ishtar, e ele deve trilhar os caminhos de seus antepassados. Alguns dos visuais e nomes foram tirandos da mitologia grega, apesar destas referências serem extremamente rasas. As romanizações oficiais em inglês são também um pouco diferente de como deveriam ser os nomes em grego (o jogo usa “Daimos” ao invés de “Deimos”, por exemplo).

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Legend of Xanadu é bastante similar à série Ys, com o sistema de combate baseado em trombar com os inimigos (assim como os efeitos sonoros que o acompanham) é exatamente o mesmo. Você pode deixar a velocidade bem alta, o que o faz se mover bastante rápido, contando com a mesma alegria infantil de se dar carga para cima de legiôes de inimigos, mas  o dinheiro desta vez não é obtido automaticamente –  você ainda precisa pegar as jóias. Mas este jogo não é simplesmente um clone de Ys – você enfrenta mais inimigos simultaneamente, e os mapas são muito maiores.

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O sistema de experiência é um pouco fora do comum, e esta é uma das poucas coisas que ele empresta do Xanadu original. Você não ganha níveis em si, mas o HP máximo aumenta à medida que você leva dano. Os equipamentos – armas, armaduras e escudos – também ganham experiência à medida em que são usados. Apesar de você começar o jogo controlando o herói Areios, você eventualmente ganha mais membros para o seu time, que lutam em formação ao seu lado, criando uma verdadeira parede de destruição.

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O jogo é dividido em doze capítulos, cada um geralmente contando com um certo número de dungeons e cidades, e diferentemente de Ys, você não pode revisitar uma área já completada. O capítulo final se passa num enorme dungeon com 31 andares, que deixa a Torre de Darm do primeiro Ys no chinelo. Ao fim de cada capítulo, a perspectiva muda para um curto segmento em scrolling lateral. Apesar de ser parecido com Ys III, os visuais e controles são bem melhores. Mas a dificuldade destas seções são balanceadas de forma estranha, já que você pode destruir os inimigos sem dificuldade nos segmentos vistos de cima, mas ser morto com poucos golpes nas fases de scrolling lateral. Apesar de você só controlar Areios nestas fases, seus amigos podem sere chamados para dar uma mãozinha. Se houver um segundo controle disponível, outro jogador pode controlá-los em combate.

Personagens

 

Existem alguns pequenos problemas, e o maior deles é o excesso de quests de leva e traz. Você só avança no jogo ao ativar certos triggers, mas não fica sempre claro o que você deveria fazer ou com quem você deveria falar. Isso é um problema até se você sabe ler japonês. Apesar de seus personagens correrem pelas fases quase voando, você vai ter que ir e voltar pelas mesmas áreas e dungeons, falando com todo mundo que estiver à vista, o que se torna bem tedioso rapidamente. Há um ciclo completo de dia e noite que determina o que os NPCs fazem, logo tentar encontrá-los na hora certa torna tudo isso ainda mais difícil. Há uma ampulheta que permite que você mude a hora do dia rapidamente, então pelo menos você não tem que ficar parado esperando.

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Existem alguns outros detalhes estranhos que o diferenciam de outros JRPGs para consoles. Sempre que você entra numa loja, você joga numa máquina caça-níqueis para apostar sobre o preço de um item. Além disso, quando um personagem morre, ele vira um fantasma. Isso permite que eles andem onde normalmente não poderiam, mas além de ir na frente como um batedor, não há muito mais coisas que se pode fazer sem um corpo físico, logo você precisa voltar para uma igreja para ressuscitá-lo. Estes são conceitos realmente interessantes, mas não adicionam muito ao jogo. Estes aspectos vieram dos desenvolvedores, especialmente Kiya, mais acostumado com detalhes mais complexos, comuns aos RPGs para computador,  comparados aos jogos mais geralmente mais simplificados para console.

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Os gráficos, com exceção das fases de visão lateral, infelizmente não são muito bons, com sprites ainda menores que as do Ys, mas a tela de jogo é maior. As cutscenes são esparsas e também não impressionam muito. A tela de título conta com versões SD dos personagens principais, que também aparecem quando você entra numa loja.

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Apesar de ser lançado em CD, quase todas as músicas são geradas por chip. Isso é decepcionante quando comparada às músicas mais agitadas os jogo da série Ys, mas isso não impede a trilha sonora de ser muito, muito boa. Há muita música também, com a trilha sonora em três discos de The Legend of Xanadu contendo mais de cem faixas. Existem algumas poucas faixas em áudio redbook usadas nas cutscenes, mas os arranjos são estranhamente pobres. Um álbum separado em CD, The Legend of Xanadu JDK Special, contém algumas faixas arranjadas para o sintetizador do PC-98, no estilo dos jogos mais antigos da Falcom para computador.

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The Legend of Xanadu é uma aventura épica que ao mesmo tempo enorme e desafiadora, além de ser muito divertida. Se você encarar as missões de vai e volta, o nível relativamente alto de dificuldade e outros incômodos menores, você vai descobrir que este é um dos melhores RPGs para PC Engine. Infelizmente este também foi o último jogo em que Yoshio Kiya trabalhou antes de sair da Falcom, e é por isso que este é o último jogo da série à leval o nome Dragon Slayer.

 

Apesar de Legend of Xanadu ter sido lançado originalmente para o console da NEC, existe uma versão para DOS feita pela Digitower e lançada na Coréia dois anos depois, com o título Baram-ui Jeonseol Xanadu (que é uma tradução direta de Kaze no Densetsu). Por ter uma resolução um pouco maior, o HUD é mostrado em uma janela opaca á direita. E obviamente está em coreano, mas fora isso é completamente idêntica à versão para PC Engine. O jogo também acabou achando seu caminho de volta aos computadores em 2003, fazendo parte da Falcom Special Box 2004. Além do jogo (que é simplesmente uma versão emulada do PC Engine, logo idêntica), ela também inclui a trilha sonora completa, assim como a trilha sonora do Ys VI. O jogo também foi relançado no Virtual Console do Wii, mas apenas no Japão.

Mais Fotos

Vídeos

Playlist com a Trilha Sonora:

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