Sword of Vermilion (Mês do Mega Drive)

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Por  2 de março de

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Sword of Vermilion / Vermilion (ヴァーミリオン) – Mega Drive, PlayStation 2, PSP, Wii Virtual Console, Windows (1991)

No fim dos anos 80 e começo dos 90, a SEGA e a NEC empolgavam o público com os consoles de 16-bit.. O público em geral não fazia idéia do que isso realmente significava, além do fato de 16 ser maior que 8, e logo deveria ser melhor. Uma das primeiras jogadas de marketing da SEGA foi o slogan “Genesis does what Nintendon’t” (o Genesis faz o que o Nintendo não faz), e um RPGinho estranho chamado Sword of Vermilion foi um dos jogos mostrados em destaque nestes anúncios:

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Tudo que precisava era uma tela só. Vê o cavaleiro enfrentando aquele chefão enorme? Isso é mais impressionante que qualquer coisa que o seu Nintendinho de nada é capaz! A capa do jogo ainda se vangloriava de absurdos 5 megas de espaço no cartucho – 1 megabit inteiro à mais que os maiores jogos de NES da época – ainda seguindo a estratégia da SEGA de que “números maiores = jogos melhores”. Isso meio que traia verdadeira natureza do Sword of Vermillion – este não é um jogo de ação estilo arcade, como a foto parece dizer, mas sim um RPG com alguns elementos de ação.

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Ele com certeza tem um pedigree impressionante. Sword of Vermillion foi projetado por Yu Suzuki e a sua equipe da AM2, seu primeiro jogo para console, depois de trabalhar em títulos de arcade como Space Harrier e After Burner. A trilha sonora foi composta pelo lendário Hiroshi Miyauchi, um colcaborado de longa data de Suzuki, que também fez as músicas de OutRunSpace Harrier e After Burner. O jogo conta com três tipos de jogabilidade – visão aérea nas cidades e nas cenas de ação, labirintos em primeira pessoa, e combates contra chefes em side scrolling – diversificando seus apelo além dos padrões da época. E a SEGA of America foi gentil o suficiente incluindo um guia de dicas com 106 páginas, para o caso de você ficar meio perdido. Claro, isso parece ótimo no papel – mas na prática não funciona tão bem.

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A história gira em torno do terrível rei Tsarkon de Cartahena, que invadiu o pacífico reino de Excalabria. O rei Erik de Excalabria sabendo que não havia mais nada que podia ser feito depois de testeminhar a destruição causada pelas forças de Tsarkon, ordenou que Blade, seu cavaleiro mais valente, tomasse seu filho e fugisse para bem longe. Blade eventualmente acaba chegando à cidade de Wyclif, onde ele cria o príncipe com se fosse seu filho, por dezoito anos. No dia de sua morte, Blade conta ao príncipe o seu verdadeiro destino, e é aqui que você assume a o controle do jovem e sua vingança contra Tsarkon.

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O primeiro estilo de jogo é a visão aérea, e ela que você tem quando está em uma cidade, como em qualquer RPG antes e depois dele. Entretanto, quando você sai da cidade para o mapa do mundo ou num dungeon, a perspectiva muda para primeira pessoa, imitando jogos como Might and Magic e The Bard’s Tale. Infelizmente você precisa juntar mapas conversando com pessoas ou abrindo baús, logo algumas vezes você tem que ficar andando por aí até entender onde você está. Quando você entra num dungeon, é melhor você ter uma lanterna ou uma magia de luz, pois os dungeons são escuros como breu. Mas estas podem se esgotar, deixando você para morrer no escuro, o que lembra o jogo de adventure Shadowgate, mas eventualmente você encontra velas que duram indefinidamente.

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Quando você se aventura nestes labirintos, você ocasionalmente entra em cenas de batalha. Estas, assim como as cenas na cidade, são vistas de cima, parecido com os jogos do The Legend of Zelda. Apesar de parecer bem legal de início, a terrível detecção de colisão e sua espada de quatro pixels de comprimento tornam as coisas bem difíceis. Uma vez que você consegue magias, sua vida fica bem mais fácil, pois você pode tanto atirar projéteis nos inimigos ou usar uma magia de ataque geral que destrói todos os seus oponentes. A taxa de encontros com inimigos é bastante alta, o que pode tornar o jogo frustrante no começo, quando você ainda não tem itens que recuperam vida. Entretanto, se você morrer você não recebe um “Game Over” – Sword of Vermilion tsegue a receita do Dragon Quest e você recomeça de uma igreja, com apenas metade de seu dinheiro, tomado para fins religiosos.

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O ponto de vista muda novamente quando se enfrenta os chefes, aqui chamados de “Archfiends”. O campo de batalha é uma única tela onde você enfrenta monstros gigantes que ocupam cerca de metade da tela. Essas sprites gigantes em 16-bit eram comuns nos arcades e eram praticamente inéditas nos consoles naquela época, o que explica o porque de serem tão exploradas nos comerciais. Mas assim como nas batalhas aleatórias, essas cenas também tem os seus problemas. Primeiramente, você não pode pular ou usar magia. Além disso, tudo que você pode fazer é atacar, e não tem como se defender, o que faz de algumas destas batalhas algo de arrancar os cabelos, especialmente depois que você ficou por mais de uma hora num dungeon, xingando o jogo porque a sua vela se acabou. Pelo menos você pode se agachar e destruir projéteis com sua espada, logo isso não é uma frustração completa.

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Apesar de Sword of Vermilion ser 16-bit em termos de gráficos e tamanho, ele parece ser 8-bit em termos de design. A interface é ruim de usar, abrir baús é um processo com vários passos que requer que você navegue por mais menus do que o necessário. A tradução também é bem simplória. Apesar de não haverem em Sword of Vermilion erros gramaticas óbvios como nos jogos para NES, existem algums diálogos bastante estranhos com NPCs ao longo do jogo. Em uma das tavernas que você entra, o bartender te diz: “If you’re not hungry, then I can’t help you.” Conversas como esta estão espalhadas pelo jogo e é bem divertido ver o que as pessoas tem à dizer. E depois de ver os impressionantes chefes do jogo, é frustrante que o resto do jogo tenha um visual tão simplório. O estilo é bastante similar ao do Phantasy Star III, que foi lançado poucos anos depois e também foi tão desapontador quanto este.

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Sem dúvida que o Sword of Vermilion é um jogo ambicioso, e seus múltiplos estilos de jogo ajudam são um diferencial em relação à vários outros RPG de 8 e 16-bit até hoje. Mas os problemas de cada um deles – principalmente a interface pobre e os controles ruins – estragam o que teria sido um jogo fascinante. Ele também é um tanto longo, com cerca de vinte horas de jogo, e se torna um tanto tedioso depois de um tempo (a propaganda diz que ele tem 300 horas de jogo, o que é muito, muito , muito exagero). Mas ele não é de todo ruim – ele só exige um pouco de paciência para apreciá-lo.

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Apesar de sua reputação baixa, Sword of Vermilion apareceu em algumas coleções, como a SEGA Genesis Collection para PlayStation 2 e PSP (este foi um dos poucos títulos que não estiveram presentes no Sonic Ultimate Genesis Collection para PlayStation 3 e Xbox 360, para dar uma idéia de como pouquíssima gente liga para ele). Ele roda bem, mas a ssim como os outros títulos da coleção, o som e a música tem alguns problemas. Ele também foi lançado no Wii Virtual Console, com uma emulação melhor. O jogo também está presente na SEGA Genesis Classic Collection Gold para PC (e como download individual por distribuição digital).

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GameSpite Sword of Vermilion

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