Fight! Herzog – X1 vs. PC-88 vs. MSX2

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Lembra do Herzog Zwei que mostramos na terça? A série surgiu aqui, e esteve presente no MSX! Confira abaixo!

Por  6 de 

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Herzog (ヘルツォーク) – Sharp X1, PC-88 mkIISR, MSX2 (1988)

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Capa

Antes de Warcraft, havia o Dune II, antes do Dune II, havia o Herzog Zwei, e antes do Herzog Zwei, havia o Herzog. Technosoft – ou melhor, “Tecno Soft”, como era conhecida no Japão naquela época – lançou o que seria conhecido como um dos primeiros jogos de estratégia em tempo real para os computadores Sharp X1, PC-88 mkIISR e MSX2 em 1988, uma época em que os jogos tradicionais de estratégia ainda estava começando, e o gênero RTS era basicamente inexistente. Talvez em referência à isso, Herzog chama à si mesmo de “Realtime [sic] Combat Simulation” em sua tela de abertura, mas por trás dessa fachada, está um protótipo de todo o gênero de estratégia em tempo real – um protótipo desengonçado e extremamente datado, mas ainda sim um protótipo.
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Herzog conta a história da guerra entre os países vizinhos de Mercies e Ruth num futuro distante, com o jogador assumindo o papel de um general merciano encarregado de mudar os rumos da guerra em favor de seu país, na campanha solo do jogo. Sim, Herzog tem um modo de campanha, e apesar de sua continuação ter mudado o foco para partidas multiplayer, partidas solo fase-a-fase eram o principal atrativo do original de 1988. Ao se jogar sozinho, você começa sua busca pela vitória na capita merciana de Vaxan, e como cada vitória contra as forças inimigas você avança cada vez mais em direção ao território ruthiano, com você e seu exército eventualmente cruzando a fronteira que separa os dois países e tomando a capital de Ruth, Remerje. O modo multiplayer muda um pouco esta fórmula, fazendo que ambos os jogadores comecem seus esforços na fronteira entre Ruth e Mercies, com cada vitória empurrando o seu adversário cada vez mais recuado em seu próprio território; o jogo acaba quando qualquer um dos jogadores é derrotado eu sua própria capital.
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Apesar da grandiosidade do enredo e a presença de um mapa detalhado do mundo apresentado entre as fases, a jogabilidade de Herzog é bastante simples, linear e nada grandiosa. Os enormes mapas abertos que seu fizeram de seu sucessor famoso  e querido não estão presentes aqui, com todas as nove arenas de batalha do jogo se passando em cânions, com a base merciana ao sul e a base ruthiana ao norte. Quando colocadas em jogo, as unidades seguem um caminho reto em direção à base inimiga, desviando deste caminho apenas para assumir uma melhor posição de disparo ao avistar um inimigo. Já que nem sua base ou a base inimiga estão visíveis na tela em algum momento (uma medida ligada ao poder de processamento limitado do MSX2/X1/PC-88, talvez?), o objetivo de todas as unidades é basicamente chegar ao outro lado do estreito campo de jogo, enquanto evita o fogo inimigo, causando à base inimiga uma certa quantidade de dano ao alcançá-la. Uma vez que a base inimiga é destruída, o jogador vencedor avança para a próxima fase, com o jogador sendo empurrado para trás em seu em próprio país, ou sendo jogado para a tela de título.
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Mesmo quando comparado à sua continuação direta, a seleção de unidades disponíveis em Herzog é bem pequena. Já que capturar bases inimigas não é uma opção aqui, soldados à pé servem apenas de bucha de canhão para segurar a ofensiva inimiga, enquanto tanques e os ocasionais side-cars (basicamente a versão deste jogo das Speedbikes do Zwei) são suas unidades mais confiáveis na maior parte do jogo. Inundar a tela de ondas intermináveis de tanques e side-cars, e ocasionais armas anti-tanque e lançadores AAM (mísseis anti-aéreos) é uma estratégia viável aqui, mas a verdade estrela do jogo são os mísseis Grand-Slam, bombas (teoricamente) enormes e caríssimas, que quando disparadas, atravessam lentamente o campo de batalha, em uma marcha inexorável que termina na destruição instantânea da base inimiga, não importando o quanto de energia ela ainda tiver quando o míssil à acertar. Estas armas de destruição em massa só podem ser destruídas com uma colisão direta contra um Grand-Slam adversário, mas já que o jogo não apresenta nenhuma representação visual dela além de um pequeno blip no seu radar (que pode facilmente passar desapercebido o mal interpretado com um erro de gráfico por jogadores mais desatentos), geralmente é bem difícil de julgar suas trajetórias, o que significa que os jogadores que acabarem sob a mira de um Grand-Slam estão na verdade lutando contra o relógio… à menos que eles estejam dispostos à gastar todo o ouro necessário para contra-atacar o míssil inimigo com um seu.

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Pontos azuis no radar representam unidades amigas (mercianas) e Grand-Slams, enquanto os vermelhos representam as formas do segundo jogador (ou do computador, neste caso).

A importância histórica de Herzog é realmente inegável, mas mesmo comparado ao Herzog Zwei (que foi lançado menos de um anos depois para Mega Drive), o RTS original da Technosoft parece extremamente desajeitado. O jogo sofre uma falta de variedade devido suas arenas de combate extremamente simples, pequena seleção de unidades e um ritmo absurdamente lento (que se torna ainda mais lento com mais unidades presentes na tela, em um dos casos mais enfurecedores de slowdown existentes), e mesmo a ação versus entre jogadores parece muito mal acabada, com os Comandantes não se transformando em caças quando voam pelo campo de batalha e parecendo ainda mais desengonçados que seus equivalentes em Zwei – e o fato de que o jogo foi feito para joysticks com dois botões (que complica ainda mais ações simples como acessar o menu de produção e mover unidades) também não ajuda. O único aspecto realmente interessante na jogabilidade de Herzog (além dos mísseis Grand-Slam e como eles estragam completamente o jogo) em comparação com a sua continuação, é a habilidade de se lançar uma saraivada de mísseis teleguiados em direção ao Comandante inimigo enquanto se carrega um lançador AAM em pleno ar.

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Herzog é uma relíquia de seu tempo, um jogo cujo as suas idéias inovadoras seriam expandidas e melhoradas por inúmeros outros jogos e imitações, sendo o jogo agora nada mais que uma mera curiosidade para os fãs da Technosoft e do gênero RTS.

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