Bio-Hazard Battle (Shooters no Mega Drive)

shooters_biohazard

HG101_logo_SMALLER

Por

biohazardbattle-08-e1501274496612

Bio-Hazard Battle / Crying: Aseimei Sensou (クライング 亜生命戦争) – Mega Drive, Wii Virtual Console, Windows (1992)

Bio-Hazard Battle, ou Crying: Aseimei Sensou (ou “Sub-Life Battle”, aproximadamente) no Japão, é um jogo estranho, mesmo para a SEGA. Lançado em 1992 para Genesis/Mega Drive, é um dos poucos shooters laterais da SEGA além do Fantasy Zone. Ele também o diferencial de ser todo feito em torno de temas biológicos. Ao invés do visuais a la H.R. Giger do R-Type ou as pilhas de órgãos internos da maioria dos outros shooters “orgãnicos”, Bio-Hazard Battle se inspira na natureza. Praticamente tudo no jogo se parece com uma versão distorcida ou corrompida de algum animal existente, até mesmo as naves do jogador, que coisas bizarras geralmente reservadas para as fases finais em outros jogos de nave.

biohazardbattle-08

No que diz repeito à história, Uma enorme gerra biológica foi travada na superfície do planeta Avaron, tornando-o inóspito para vida humana. Os poucos sobreviventes à bordo da estação espacial OP Odysseus são colocados em sono criogênico, esperando o dia em que o planeta se torne habitável novamente. Se passaram centenas de anos e eles finalmente despertaram. Como piloto de uma das quatro bio-naves, uma mistura de máquina e ser vivo, você recebe a missão de encontrar um novo lar para os sobreviventes, assim como se livrar de qualquer contaminação biológica que encontrar.

biohazardbattle-04

Em termos de mecânicas, Bio-Hazard Battle é um jogo bem típico. O jogo oferece as opções de sempre, assim como um modo para dois jogadores. O modo de dois jogadores é diferente, já que as naves dos jogadores não podem atirar através uma da outra, exigindo um pouco de trabalho em equipe para se progredir. Outra coisa incomum é que bater nos obstáculos não destrói a sua nave, mas você morre se renascer dentro de uma parece ou for esmagado contra a tela.

biohazardbattle-10

O jogador conta com duas armas-padrão: uma arma tradicional de projéteis, e um tiro carregado chamado de Plasma Wall. Além disso, a nave do jogador sempre está acompanhada de um option que a orbita, chamada Power Star, que dispara quaisquer sub-armas que com você esteja equipado. Esta arma-satélite se move na direção oposta à do jogador, e o protege dos tiros inimigos. Ela também causa dano ao tocar os inimigos, o que pode ser usado em sua vantagem.

biohazardbattle-13

Existem ao todo sete sub-armas, com quatro cores diferentes: verde, amarelo, vermelho e azul. Cada sub-arma pode ser aprimorada num total de três vezes, coletando-se a mesma cor várias vezes seguidas. O nível de poder da arma se mantém o mesmo se o jogador trocar para uma nova arma, e perde um nível de poder quando morre. Cada nave tem quatro sub-armas diferentes, uma para cada cor, e todas as naves tem ao menos uma arma em comum com outra nave. A sub-arma padrão é o pod de implosão verde, que funciona como um tiro espalhado.

biohazardbattle-17

Existem quatro naves à sua escolha, cada uma com um arsenal diferente. o design da Electra pode ser descrito como um camarão voador, e é uma boa nova para jogadores iniciantes. Todas as armas são fáceis de mirar, sendo que duas delas são teleguiadas. Seu único defeito é a falta de um tiro que ricocheteie ou multidirecional. Parecendo um cérebro em uma couraça dourada, Polyxena é provavelmente a melhor nave do jogo, já que possui uma arma para cada situação. Esta é também a única nave que tem acesso à um poderoso raio laser teleguiado.

biohazardbattle-21

Hecuba é um grande gafanhoto, sendo para jogadores mais experientes. Suas sub-armas tem um foco em serem fortes, sendo difíceis de se usar. para compensar isso, Hecuba é a única nave que tem duas armas que destroem projéteis inimigos. Orestes é o exato oposto de Hecuba, sendo focada em armas de tiro rápido, e com isso tem a apropriada aparência de uma libélula. Orestes não possui armas teleguiadas, nem tem armas capazes de destruir tiros inimigos. Isso faz com que certas partes do jogo fiquem complicadas.

biohazardbattle-28

Desde o começo, Bio-Hazard Battle faz o possível para deixar uma impressão no jogador. A primeira fase começa com sua nave sendo lançada na atmosfera de Avaron, onde ela desce rapidamente com grande pompa. O ritmo é praticamente perfeito, com ondas de inimigos que parecem até se mover no ritmo da música. Cada uma das sete fases apresenta algo novo, seja um inimigo, seja alguma coisa no cenário. A maioria das fases se passa em locais naturais como selvas, cavernas e até no oceano, mas também é possível se encontrar ruínas das cidades antigas e centros de pesquisa abandonados. Há até uma fase contra uma nave-mãe, onde o jogador deve destruir uma arma biológica remanescente pedaço por pedaço.

biohazardbattle-09

os visuais são oito ou oitenta, com sprites grandes, fundos parados e uma paleta de cores mais chamativa de vez em quando, mas felizmente o bestiário do jogo mais que compensa por estas falhas gráficas. A tela geralmente está literalmente tomada por enxames de inimigos, fazendo o jogo às vezes rastejar de lentidão à medida que o processador luta para acompanhar a ação. O jogo também conta com alguns dos monstros multi-segmentados mais bem animados já vistos em qualquer jogo de nave, com uma nova variante aparecendo em cada fase. Mas os inimigos mais fantásticos continuam sendo os chefes, particularmente a cobra a la Giger que aparece na capa do jogo, ou o camarão gigante que se protege com o muco que pinga das pareces de uma caverna.

Amarrando tudo isso junto está uma trilha sonora com bastante sons de baixo. A música se sincroniza perfeitamente com a ação, com os inimigos aparecendo praticamente no ritmo. A trilha sonora tem uma qualidade vibrante que funciona bem com os visuais orgânicos. Alguns podem achar a trilha sonora irritante, dadas as limitações do chip de som do Mega Drive. O tema dos chefes bastante impressionante, consistindo principalmente de uma sirene, com um gongo sendo tocado ao fundo.

biohazardbattle-26

As primeiras quatro fases de Bio-Hazard Battle não são especialmente difíceis, mas a dificuldade aumenta rapidamente na quinta. Tiros começam a tomar a tela, e os enxames inimigos ficam mais numerosos. O hitbox do jogador é um tanto grande, logo destruir os inimigos antes que eles apareçam é mais importante do que tentar desviar de seus tiros. Perder um único nível de força nas últimas fases pode ser desastroso, levando à várias mortes enquanto o jogador sobre para derrotar inimigos mais poderosos.

Existem poucas diferenças regionais entre as duas versões. Além da arte da caixa e do título serem diferentes, Crying não tem a opção de autofire. Isso torna o jogo incrivelmente difícil de se jogar, já que não projetado para ser jogado sem ele.

biohazardbattle-12

Apesar de não ser um dos melhores shooters do console, comparado à Thunder Force, Gleylancer e Eliminate Down, pouquíssimos jogos se comparam ao Bio-Hazard Battle em termos de atmosfera e de visuais. Há uma verdadeira de que algo terrível está por vir à medida que o jogador avança lentamente até a verdadeira fonte da guerra biológica, com a última fase sendo incrivelmente memorável.

Bio-Hazard Battle foi lançado para o Virtual Console do Wii em 2007, e no Steam como parte da série de clássicos da SEGA em 2010. Ele também aparece na compilação Sega Genesis Classic Collection Gold Edition para Windows.

Vídeos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s