Especial Aleste – Parte 4: Musha Aleste

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MUSHA / Musha Aleste: Full Metal Fighter Ellinor (武者アレスタ) – Mega Drive, Wii Virtual Console (1990)

Aleste 2 e Aleste Gaiden ficaram confinados ao MSX2, mas a Compile voltou à série com Musha Aleste para o Mega Drive. “Musha“ significa “guerreiro“, com um a conotação de Japão Feudal. Nos EUA, abriram mão do nome Aleste, e transformaram “musha“ num acrônimo, significando “Metallic Uniframe Super Hybrid Armor“, o que é uma forma um tanto esperta de se manter uma conexão entre os títulos e dar um significado culturalmente apropriado ao mesmo tempo. O jogo foi publicado pela Toaplan no Japão e pela Seismic nos EUA.

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Musha Aleste continua com a ambientação influenciada pelo estilo japonês do Aleste Gaiden, mas ao invés de controlar um personagem vestindo uma armadura cibernética, a heroína pilota um robô voador. A versão japonesa tem como subtítulo Full Metal Fighter Ellinor, uma referência à heroína. Ellinor é a coisa mais próxima de um personagem recorrente existente na série Aleste, mas já que o jogo se passa em uma ilha de tempo diferente da do Aleste 2, elas não são tecnicamente a mesma personagem. O jogo não esclarece se ela é a filha do Ray do Aleste Gaiden, como ela era no Aleste 2. Na versão americana, a heropina se chama Terri.

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Os enredos mudam em cada região – a versão japonesa se passa numa versão alternativa do ano Tenryaku 91 (que seria algo como o ano 1038) enquanto a versão americana se passa no ano 2290. Existem várias referências à história japonesa, logo a terminologia foi alterada de acordo, mas o significado é o mesmo – um supercomputador chamado Dire 51 (o mesmo do Aleste original, já que “dia“ e “dire“ são escritos da mesma forma em japonês) saiu do controle e atacou a Terra, deixando apenas um esquadrão de humanos em condição de lançar um contra-ataque. Tanto a cutscene de introdução quanto os primeiros segundos de jogo mostram este ataque dando errado, deixando apenas Ellinor/Terri com única sobrevivente do esquadrão para completar a missão.

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O gameplay é similar ao do Aleste, mas adaptado para o cenário japonês. Sua arma principal são shurikens laser, e ao invés de pegar ícones “P“, você aumenta sua força pegando ícones com o  kanji “chikara“ (“poder“), assim como em Aleste Gaiden. Entretanto só existem três armas secundárias – bombas, lasers e esferas giratórias. Assim como em Blazing Lazers, estas armas são ilimitadas, mas ainda podem ser melhoradas ao se pegar mais esferas da mesma cor.

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Você tem controle sobre dois pequenos “Options” chamados Arms, que provêm fogo adicional. Por padrão eles só flutuam ao lado do seu robô, mas você pode mudar seu comportamento ao apertar o botão C, tanto fixando a mira deles, mandndo que girem ao redor do seu robô ou que voem automaticamente pela tela e ataquem os inimigos. Mas seus ataques são bem fracos, logo eles tem uso limitado.

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Um dos maiores problemas no shooters da Compile é que eles tendem à serem bastante longos, geralmente levando cerca de uma hora para terminar. Musha Aleste é muito mais rápido, com uma partida inteira durando cerca de 35 minutos. É também um pouco mais fácil – você perde  uma arma ao ser acertado, e você só é morto se estiver no nível mais baixo. Isso compensa o fato de que seu robô é um pouco maior que as naves Aleste anteriores.

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Apesar de desenvolver em cima da base sólida dos shooters anteriores da Compile, a força de Musha Aleste está na ambientação. Muitos dos inimigos são interpretações futuristas de vários elementos do folclore japonês. O chefe da primeira fase é um gigantesco pagode japonês móvel, montado sobre esteiras de tanque e armado com torres. Uma vez que você desarma o seu exterior, na segunda fase você entra nele, lutando através das engrenagens que fazem este anacronismo funcionar. Um dos subchefes é uma nave com uma máscara Noh. Um inimigo recorrente, um robô em armadura samurai, também aparece várias vezes no jogo, até fazendo um último ataque após escapar na fortaleza final.

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Uma das fases em particular tem um truque gráfico bacana: após derrotar um sub-chefe, as placas do abaixo dos seus pés começam à cair, revelando um abismo, com uma ilusão de profundidade devido ao parallax scrolling. Inimigos continuam a te atacar vindos das profundezas abaixo. Isso pode parecer simples hoje em dia, mas para um shooter antigo de 16-bit, isso era absolutamente incrível.

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A trilha sonora também é brilhante. Criada por Toshiaki Sakoda, que no passado fez a trilha sonora do pinball Devil’s Crush pinball (também da Compile), também é no mesmo estilo hard rock/heavy metal. A introdução é um arranjo do tema clássico da tela de título do Aleste/Power Strike, e cada faixa durante o jogo é intensa, mesmo nos poucos momentos onde o ritmo do jogo desacelera. Mesmo o tema de encerramento é uma balada rock. O sintetizador FM do Mega Drive é seco mas suas versões de guitarras elétricas são ótimas, com apenas o Thunder Force IV da Technosoft se equiparando em termos de qualidade.

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Apesar da pouca variedade de armas desapontar um pouco, isso no fim das contas não importa. Musha Aleste é maravilhoso tanto nos gráficos como na trilha sonora, que combinados com seu ritmo alucinante, o tornam um dos melhores shooters da geração 16-bit.

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À seguir: Super Aleste!

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