Red Zone (Mês do Mega Drive)

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Red Zone – Mega Drive (1994)

Um país chamado Zyristan (Zyristão, trocadilho com o nome da desenvolvedora, Zyrinx) sofre um golpe militar, liderado pelo coronel Ivan Retovitz que, segundo rumores, possui uma grande quantidade de armas nucleares. As agências de notícias ficam sabendo, e logo as Nações Unidas se reúnem para discutir o que deve ser feito. Então, sem aviso, Zyristan invade um pequeno país próximo, bombardeando vilarejos sem piedade e matando milhares de civis. Retovitz reclama para si os territórios de outros dois países, dando um ultimato nuclear à qualquer outro país que ousar se opor à ele, dando um prazo de 24 horas para que suas demandas sejam atendidas, senão terão que enfrentar o terror nulcear. E com isso, os melhores comandantes militares das Nações Unidas decidem mandar um único helicóptero com três habilidosos pilotos, na então chamada Operação Red Zone – seu objetivo: desabilitar as capacidades nucleares do Zyristan e liderar um ataque total por terra.

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Red Zone é um jogo absurdamente difícil, mas é bastante impressionante. Pilotar o helicóptero é bem parecido como é na famosa série Desert/Jungle/Urban Strike da Electronic Arts, com a exceção de que ao invés o jogo utilizar a perspectiva isométrica, a câmera com visão de cima gora junto com o seu helicóptero, o que não só é absurdamente bacana, mas também faz com que seja bem mais fácil de se mirar do que comparado aos jogos da série Strike. Na abertura eles até se congratulam sobre todos os efeitos insanos implementados no jogo além de zoom e rotação, que antes só eram possíveis no Super Nintendo. Há um monte de efeitos pseudo-3D em objetos como torres, árvores e paredes; há até uma espécie de vídeo em full screen na abertura e nas telas de game over, que apresenta o terrível ditador e todo o tipo de veículos de guerra, como tanques, submarinos, caças e mísseis. Todo este exagero, entretanto, tem um preço – a maior parte do jogo é bastante esparsa e visualmente e bastante escura, e os vídeos mostram apenas sombras monocromáticas sobre um fundo vermelho. Mas caramba, são impressionantes.

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Deixando agora de lado os efeitos especiais, seu helicóptero é equipado com uma metralhadora, mísseis Stinger contra alvos aéreos, mísseis Hellfire contra os outros alvos e foguetes para tiro rápido contra praticamente qualquer coisa. Toda sua munição é limitada, mas você pode aterrissar em pontos específicos para consertar e re-equipar seu helicóptero. O nível de dano do helicóptero é representado em um gráfico no canto inferior direito da tela, mas ele não apenas mostra se você está à apenas um tiro de explodir. Partes específicas do seu helicóptero podem ser danificadas, logo armas podem ficar inutilizadas e seu helicóptero pode ficar mais difícil de ser pilotado – às vezes o rotor traseiro é danificado, fazendo seu helicóptero girar em círculos se isso não for resolvido. Como em Sub-Terrania, as missões são variadas e interessantes, mas aqui todas as missões se passam na mesma área geral, logo onde você aterrissar em uma missão será exatamente onde você começará a próxima.

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Além do combate com helicóptero, Red Zone também conta com uma série de fases à pé, vistas de cima. Elas são um pouco mais lineares, envolvendo correr por dentro de bunkers e matar soldados, enquanto tem o cuidado de não disparar os alarmes. Estar partes do jogo geralmente são menores que as de ação com helicóptero, mas são uma variação bem-vinda.

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Mas a dificuldade de Red Zone é absolutamente letal. Você só tem uma vida para o seu helicóptero (sem continues), e uma vez destruído, ocorre um inverno nuclear, mostrado numa sequência assustadora de game over. Nas fases á pé, você pode escolher entre três soldados com seleções de armas distintas, mas se algum deles morrer, ele já era e você terá que completar o jogo usando apenas os outros. Felizmente, diferente de Sub-Terrania, há um sistema de paswords que pode ser usado para se pular certas missões. E há também a trilha sonora do Jesper Kyd, que tem um estilo similar ao do seu trabalho anterior no Sub-Terrania, e cada faixa é fantástica. Apesar de ser um jogo monumentalmente impressionante do ponto de vista técnico, sua dificuldade acaba por afastar até os jogadores mas empenhados.

Músicas

Title Music

Spinner

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