Blaster Master 2 (Mês do Mega Drive)

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Blaster Master 2 – Genesis (1993)

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Capa

Apesar de seu sucesso na era do NES, o lado japonês da Sunsoft se afastou de vários dos gêneros de jogos que a tornou popular nos Estados Unidos. Isso deixou o lado americano da empresa à cargo de criar continuações de seus jogos mais populares, focando exclusivamente no mercado ocidental. Um deles foi o Blaster Master 2, lançado para o Genesis americano e desenvolvido pela empresa britânica Software Creations, famosa pelos jogos Solstice e Equinox. Graças à eles, uma verdadeira continuação do Blaster Master tornou-se realidade – mas infelizmente não é continuação muito boa.

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O jogo se passa poucos anos depois do jogo jogo original, sendo que uma série de raios destruiu SOPHIA (o tanque do Blaster Master original). Isso não foi um fenômeno aleatório, mas sim causado por criaturas o destruíram para que o tanque não fosse usado para impedir seu plano de destruir o planeta. Vai para a mesa de projetos para criar um novo tanque, baseado em seu modelo anterior, e então parte para o subterrâneo para salvar o mundo.

Seu tanque tem um visual novo e agora pode atirar diagonalmente para cima, mas fora isso a jogabilidade é similar ao do primeiro jogo. Na maior parte das fases você passa mais tempo fora do tanque, na pele de Jason, e felizmente ele não é tão inútil quanto era no primeiro Blaster Master. Com Jason, você pode atirar em múltiplas direções, e os tiros da sua arma alcançam mais longe. Além disso, Sophia e Jason parecem funcionar com um só organismo, já que em Blaster Master 2, ambos dividem a mesma barra de energia e upgrades de armas.

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Isso não parece ser tão ruim no papel, mas Blaster Master 2 é muito pior num quesito em que o primeiro jogo era perfeito: os controles. O controle parece bem duro, e seu tanque tem o péssimo hábito de travar o canhão na direção que estava apontando antes de você se mover, então você precisa lembrar de trazer seu canhão para frente manualmente, quando mais inimigos aparecem na tela. Além disso, muitos dos upgrades são bem ruins e mal implementados.

A não-linearidade do jogo original quase não está presente no Blaster Master 2. Cada fase tem algumas portas para que Jason (ou Sophia) entre, e uma porta para a próxima fase. As fases são sem graça e sem inspiração. É bem fácil de se descobrir para onde ir em seguida, o que acaba com praticamente todo o aspecto de exploração. Não existem mais os labirintos vistos de cima do jogo original e em seu lugar existem agora salas em zoom, que fazem parte das áreas principais em side scrolling. Isso não é usado muito no jogo, apenas servindo de campo de batalha para que a sprite aumentada de Jason enfrente os vários chefes do jogo, que cospem items quando você os mata. Jason age da mesma forma nestas salas como ele age mas partes principais das fases, mas ele perde o seu lança granadas.

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Mas o pior de tudo são as novas seções de tanque vistas de cima, que você entra ao fim de cada fase, que são mais parecidas com os labirintos originais. Os controles nestas seções são especialmente ruins. Quando você anda e solta do direcional, o tanque continua deslizando naquela direção, como se estivesse sempre patinando no gelo. O tanque também quica nas paredes como uma bola de pinball. Além disso, você precisa utilizar os botões para ajustar a sua torre, e ela gira bem devagar. Então basicamente você passa por estas áreas deslizando e quicando pelas paredes, enquanto tenta desesperadamente mover a sua torre na direção do grupo de inimigos que está te fuzilando com lasers e mísseis.

Os gráficos são normais para um jogo tardio de  Mega Drive, mas não são nada de especial. O jogo definitivamente se parece com um título de Amiga, cheio de cores fortes, o que contrasta com a paleta escura de cores do jogo original para o NES. Às vezes eles pode ser detalhados demais e os elementos acabam se mesclando, fazendo com que certos obstáculos sejam difíceis de se ver. A trilha sonora é uma mistura em parte iguais de músicas sem graça ou ruins, e muitos temas de fase tem incômodos bips que mais parecem ruídos aleatórios do chip de som do console do que música em si. O que é uma enorme decepção depois da altíssima qualidade do primeiro jogo.

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Muito da dificuldade do jogo vem mais de apelação do que de um desafio genuíno. Isso, combinado com os controles ruins e a impressão desanimadora do jogo, faz com que o Blaster Master 2 forneça uma experiência bastante frustrante. Apenas os fãs mais hardcore do Blaster Master original deve gastar tempo com este título. Quanto ao resto de nós, talvez seja melhor ignorá-lo.

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