Especial Fantasy Zone, Parte 8: Space Fantasy Zone

Por Verythrax Draconis em 30 de maio de 2019

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Space Fantasy Zone (スペースファンタジーゾーン) – PC Engine SUPER CD-ROM2 (1991) – BETA (Não-lançado)

Nunca entendi como a SEGA permitiu que suas franquias fossem licenciadas para os consoles da concorrência – quanto à conversões para computadores tudo bem, estes não eram vistos como concorrentes diretos dos consoles na época – mas ter títulos da SEGA lançados para Famicom/NES e PC Engine/Turbografx-16 ainda é algo que escapa à minha compreensão.

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Este é o caso do Space Fantasy Zone, criado pela NEC para o PC Engine Super CD-ROM2 em 1991, mas que acabou sendo cancelado e nunca foi lançado – mas a imagem do CD pode ser facilmente encontrada na internet. Diferente de outras versões de jogos do Fantasy Zone para outros consoles, como o Fantasy Zone original, que foi lançado para PC Engine e Famicom, este jogo é um título 100% original. Como o logo do jogo já entrega, é uma espécie de crossover entre as séries Fantasy Zone e Space Harrier.

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Bem, este crossover não seria realmente novidade, com todas as pistas dadas ao longo de ambas as séries de que os jogos são interligados – o mundo do Space Harrier, se chama “Fantasy Zone”, pra começo de conversa – mas este jogo não é exatamente um crossover, mas sim um jogo de tiro do Opa-Opa, em cenários e enfrentando inimigos de sua série original, mas com uma jogabilidade inspirada no Space Harrier.

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Dito isso, Space Fantasy Zone é um rail shooter exatamente como Space Harrier (ou After Burner, Galaxy Force, etc), perdendo os aspectos de jogabilidade exclusivos do Fantasy Zone – agora você não precisa mais caçar os geradores de inimigos – basta destruir tudo que se move (e que não se move), desviar dos obstáculos e evitar os tiros dos inimigos. Diferente do jogo original (e do Space Harrier também, neste aspecto) você não morre mais com um único tiro – há agora uma barra de “Shield” na parte de cima da tela, que pode ser aumentada comprando-se os powerups na loja, mas você só tem uma única vida – se a barra acabar, já era.

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O jogo é basicamente um remake do Fantasy Zone original , mas agora no estilo ‘scaler’ – a primeira fase, apesar das fases não serem nomeadas neste jogo, se passa claramente em Playleaf, onde você enfrenta até o mesmo tronco de árvore que é o chefe original desta fase, utilizando até o mesmo ataque. O mesmo se dá com cada fase subsequente, o que gera algumas novidades interessantes – o chefe da terceira fase, por exemplo, que no jogo original é um rosto de pedra plano, em 2D, conta com uma animação onde ele se vira para os lados, para que você possa vê-lo, agora que ele está “de frente” para você. O chefe da quarta fase tem tentáculos que agora se movem em sua direção em “3D”, ao invés de só se mover para os lados, por exemplo.

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Chefe da 3a. fase “de frente”

Desta vez, ao invés de ter que localizar as lojas ao longo das fases, você entra nelas automaticamente após derrotar um chefe, antes da próxima fase começar. E falando sobre a loja, agora ela está mais elaborada – é como se você estivesse num balcão do McDonald’s ou melhor, Weaponald’s! (com direito ao “M” famoso da marca, invertido formamdo um “W”) – onde você é atendido por uma vendedora, que explica cada item do menu. O menu em si é bem bacana, com todos os itens separados em submenus e mostrados em ícones divertidos, que são explicados pela vendedora, quando se passa o cursor sobre eles (Infelizmente estas explicações estão em japonês, mas confira o vídeo no fim do artigo, que mostra as legendas dos itens da loja, apesar da maioria dos ícones ser auto-explicativo). A vendedora te dá boas vindas e agradece à cada compra com vozes digitalizadas, e reclama se você for muito atrevido com seu cursor…

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Ela não gosta de ser cutucada…

Falando em loja, agora você não precisa ficar correndo atrás das moedas, pois toda a pontuação que você recebe por abater inimigos é na verdade o seu dinheiro – e matar ondas completas te garante ainda mais grana. Existem também outros detalhes da mecânica do jogo: os chefes tem um timer, que aparece no canto superior esquerdo da tela quando você os enfrenta, e cada segundo restante do relógio te dá pontos/dinheiro extra para gastar na lojinha.

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Sequência de lançamento

A trilha sonora é bastante estranha, sendo um mix de músicas de ambos os jogos – por exemplo, a faixa da primeira fase é literalmente um mash-up das músicas das primeiras fases de ambos os jogos! E vale lembrar que toda a trilha sonora é em áudio redbook. Um outro detalhe legal é a animação de abertura, que apesar de ser curta e simples, é uma espécie de “remake” da sequência de lançamento da abertura do Galaxy Force na versão arcade, mas com o Opa-Opa decolando. Para um jogo em CD, ele é bem espartano, sem animações complexas de abertura e encerramento ou faixas com vocais – mas você é agraciado com uma animaçãozinha do Opa-Opa tropeçando na letra “R” da chamada “Push Run Button” da tela de abertura 🙂

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Tela de Abertura

A última fase desta vez não é mais o tradicional “boss rush” – ela se passa na Dragon Land (lembra, da versão para o X68000?) que agora é uma fase com um design bem similar ao das fases do Space Harrier, com torres futuristas – Afinal este é o SPACE Fantasy Zone, não é mesmo? Após se terminar esta fase – cujo chefe parece uma estátua de um deus azteca – você é transportado para a luta contra o chefe final, uma estrela (com direito à uma paradinha na loja entre estes dois combates).

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Último chefe

O único enredo do jogo aparece justamente no encerramento do jogo, após se derrotar os dois chefes – aparentemente, Opa-Opa está contando em primeira pessoa como ele derrotou os vilões que atormentavam a Fantasy Zone –  e descobre-se que o grande inimigo desta vez é o irmão mais novo do Dragão Uriah do Space Harrier! Com isso, ele promete não fazer mais maldades, e Opa-Opa fica todo feliz recebendo os parabéns da vendedora da loja!

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Como foi dito no começo do artigo, este jogo, apesar de aparentemente estar 100% completo, nunca foi lançado comercialmente – há especulações que isso se deu à um conflito de interesses entre a SEGA e a NEC, já que a SEGA estava preparando seu próprio sistema baseado em CDs (SEGA CD).

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Os gráficos em si não são muito impressionantes, mas para um jogo que pretende simular os estilo “Super Scaler” da SEGA em um hardware 16-bit (ou 8-bit, dependendo de como você avalia o PC Engine) ele é extremamente competente, sendo bastante fluído, apesar dos poucos frames de “zoom” das sprites. A jogabilidade é a padrão que se espera de um jogo deste estilo, se tornando um pouco repetitiva – mas em sua defesa, o jogo é bem curto, com fases curtas o suficiente para não se tornarem maçantes, fazendo com que uma partida completa até o final não dure mais do que uns 20 minutos.

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Space Fantasy Zone pode não ser o melhor jogo da série – e nem um dos melhores rail/scaler shooters já lançados – mas com toda certeza vale o investimento de 20 minutos para ser conferido!

Vídeos

Playlist com a trilha sonora:

Neste link: Space Fantasy Zone OST

FIM DO ESPECIAL FANTASY ZONE!

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