Revengers of Vengeance (Mês do SEGA CD)

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Por 2 de abril de

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Revengers of Vengeance / Battle Fantasy- SEGA/Mega CD (1993)

Revengers of Vengeance não costuma ser mencionado por aí em conversas, mas quando isso acontece, é geralmente por causa do seu título. Sim, é ridículo. Mas neste caso, pelo menos, não é culpa (ou mérito) do desenvolvedor; no Japão, ele é chamado “Battle Fantasy”. A Extreme Entertainment, a empresa que lançou nos EUA jogos extremos como Super Solitaire e o clone do Risk chamado The Third World War, lhe deu este nome e encheu a caixa de slogans idiotas (“Revenge is sweet… they aren’t!”, “Based on a True Story!!”) num provável esforço de criar um apelo divertido para um jogo sem graça. Ou novamente, eles talvez só estivessem querendo fazer com que o jogo parece radical.

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Lobos versus ninjas.

Um impulso parecido por parte dos desenvolvedores parece explicar os aspectos mais importantes do jogo. Em seu núcleo está algo parecido com uma cópia quebrada do Street Fighter 2, com uma mecânica um pouco simplificada. É também bem lento,mal-animado e sofre de constantes quedas de framerate. Estranhamente, o jogo conta com uma opção para desligar as sobras do personagens, o que acelera o jogo bastante em algumas fases. Isso certamente torna a experiência menos entediante, mas ainda sim este continua sendo um jogo de luta medíocre.

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O jogo não dá conta dessas sprites.

A Micronet já fez isso antes: nos anos anteriores ao Revengers, eles lançaram Heavy Nova e Blackhole Assault, dois jogos de luta com temas de robôs que rapidamente obtiveram a reputação de serem horríveis. No caso do Heavy Nova, eles incorporaram fases de plataforma mal-executadas no modo single-player. No Revengers, eles optaram pelo RPG, e ei, por que não um pouco de jogo de tiro também?

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Ys ou Xak? Que nada, Revengers.

E com isso o modo The Quest to Destroy Venum começa assim: você escolhe entre um dos 10 personagens. Eles são os estereótipos padrão dos animes e jogos de fantasia, mas tem um homem-rinocerante que é bem impressionante. Na verdade, o jogo parece bem bacana quando não está em movimento. Depois de assistir uma cutscene curta e semi-animada, você começa o jogo numa cidade de RPG vista de cima, com uma interface copiada diretamente do Ys com borda e tudo. Não existem NPCs passeando, não há casas para entrar, nada além das lojas. A história é simples: um demônio chamado Venum está prestes à ser revivido, e você tem 200 dias “in-game” para se tornar forte o suficiente para enfrentá-lo. Cada personagem tem ainda o seu motivo pessoal: o elfo quer salvar seus amigos da floresta que foram transformados em pedra, o cavaleiro quer vingar a morte de certas pessoas, etc.

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Existem duas formas principais de se obter experiência e ouro necessários para aumentar os seus stats. A primeira é enfrentar repetidamente os outros personagens jogáveis através da engine de luta versus do jogo. Isso é um pouco desequilibrado, pois não há como você saber o quão fortes eles são em relação ao seu nível, e os stats afetam até a altura do seu pulo e sua velocidade ao andar. Felizmente a falta de equilíbrio também funciona ao seu favor: a IA do jogo é incrivelmente burra, logo enquanto você ficar pulando e lançando magias sem parar, você ficará bem. Esta técnica também tem a vantagem de te proteger dos ocasionais bugs e peculiaridades do jogo, como quando os inimigos acabam ficando virados para a direção errada, com as costas totalmente expostas para você ou quando os ataques se recusam a sair por um ou dois segundos.

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Isso fica tão melhor assim, no screenshot.

O segundo método é pegar missões na guilda. Estas são na verdade fases de tiro com scroll vertical, completas até com lutas (bem fáceis) contra chefes de fase. Estranhamente, você gasta dinheiro para fazê-las, mas se você vencer recebe o dobro da grana de volta. Existem 5 ao todo, e apesar serem bem simples, elas não são ruins.

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2 minutos de ação, no máximo.

Há também uma academia por menus na cidade, mas é uma coisa bem chata já que aumentar certos stats acaba diminuindo outros, pois afinal todo mundo sabe que é impossível aumentar a sua resistência física sem deixar de ficar mais burro ao mesmo tempo.

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Duh.

Chegar ao final é um pouco complicado. Uma das lojas na cidade sua cidade central sem nome é uma cartomante gananciosa, à quem você deve pagar para subir de nível, e ela não te conta se você tem pontos de experiência suficientes para isso antes de você pagar. Se você não tiver, você joga fora 50 dinheiros.

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Mas eu já te paguei, sua pilantra!

Você também pode pagá-la para ler a sua sorte. Ela te dará a dica de que indo à um certo lugar (que é a fase de algum oponente) irá fazer com que “uma coisa boa aconteça” ou algo tão vago quanto isso; o lugar que ela descreve muda á cada vez que você pergunta. Pela maior parte do jogo isso é basicamente desnecessário, mas se você perguntar depois de ter derrotado todos os 10 oponentes (incluindo uma versão de você mesmo em uma cor diferente) e então derrotar novamente o oponente que ela indicar, você vai receber um item que permite que você chege ao sub-chefe, e então ao próprio Venum. O processo como um todo é bastante enganoso, feito para estender o jogo artificialmente ou é simplesmente um reflexo da falta de planejamento dos desenvolvedores.

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O temível Venum (que nada)!

Mesmo mal-desenvolvido como é, o modo RPG (e suas fases de tiro) são relativamente legais no começo. Depois disso, você se vê num jogo incompetente, e é difícil de se imaginar alguém disposto à jogar o modo arcade por tanto tempo. Este screenshot dos créditos do jogo ajuda à explicar os problemas deste jogo:

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O cara mais ocupado da indústria de jogos?

É isso mesmo, enquanto várias pessoas trabalharam na arte do jogo e nas cutscenes animadas, todo o resto do jogo parece ter sido projetado e programado por uma única pessoa, algo bastante ambicioso mesmo em 1994. Talvez a Micronet tenha sido muito muquirana e não quis contratar um segundo programador. Pelo menos os seus artistas e compositores são bons o suficiente. Os retratos dos lojistas são bem legais, assim como as cutscenes, e há algumas faixas bem legais de se ouvir.

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Mas espere, isso não é tudo!

Se todos estes modo e tipos de jogabilidade não forem o suficiente para você, eles foram legais o suficiente em incluir outro jogo como um extra, que é acesspivel ao se usar um código indicado pelo dono do pub no modo RPG. Ele se chama Black Ball Assault 2 – é a continuação do jogo que está escondido no Blackhole Assault – e é um jogo competitivo de dois jogadores, híbrido de Pong e Arkanoid, com uma única fase e uma detecção de colisão dúbia, também programado por AZY.

Mais Fotos

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Vídeos

Revengers of Vengeance:

Battle Fantasy:

 

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