Shadowrun (Mês do SEGA CD)

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Shadowrun (シャドウラン) – Mega CD (1996)

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Capa

A maioria dos fãs ocidentais de Shadowrun está bastante familiarizada com as versões para SNES e Mega Drive, mas há também uma versão para Mega CD que foi lançada apenas no Japão e é completamente diferente das outras. Criada pela Compile em conjunto com a Group SNE, que é a editora que publicou os livros de RPG do Shadowrun no Japão, a versão para Mega CD é parte uma digital novel, parte RPG. O jogo é dividido em vários capítulos e foca num grupo de quatro shadowrunners em Tóquio, bem diferente da ambientação em Seattle dos jogos anteriores.

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As cenas de investigação são bem parecidas com as do Snatcher, com uma única imagem parada representando a localidade e pequenos retratos mostrando as pessoas com quem se pode falar. Tudo é feito através de menus, mas é incrivelmente simples. A maior parte do tempo é gasta interrogando pessoas, mas não há escolhas sobre o que quer se perguntar – tudo que você deve fazer é escolher o icone de “Talk” sem parar até novas opções aparecerem. Não existem itens à serem usados ou puzzles para se resolver – estas cenas são menos interativas do que eram no Snatcher.

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Eventualmente a visão muda da da visão em primeira pessoa para segmentos de exploração vistos de cima, que tem a jogabilidade típica dos dos RPGs japoneses. Estas parecem muito com o Phantasy Star II, que tem o herói de cabelo azul na frente, sendo seguido pelos seus três companheiros. Entretanto, assim como nas cenas de investigação, elas não são muito mais do que ficar zanzando por aí até esbarrar no próximo gatilho de evento.

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Em algum ponto, a sua equipe entrará em um combate. O combate é similar ao dos RPGs de estratégia como Shining Force, onde cada personagem se move pelo campo de balha e pode atacar com armas de longa distância com armas de fogo, usar armas de combate corpo-a-corpo como espadas, ou magias. Assim como no jogo para Mega Drive, cada personagem tem duas barras de energia: física e mental. O dano causado por armas ou magias drenam energia mental, enquanto ataques físicos drenam a energia física. Usar magias também gasta a barra mental. Quando qualquer uma delas chega à zero, o personagem morre. Para dar ao jogo um feeling mais parecido com o do RPG de mesa, toda vez que alguém ataca ou se defende mostra-se dados sendo rolados na tela. Eles param ao se pressionar um botão, o que determina a força do ataque se este acertar. O jogo todo parece muito, mas muito desbalanceado, e com isso há na verdade pouquíssima estratégia nestes combates – o resultado geralmente depende de que armas estão sendo usadas e da sorte nos dados.

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Pelo menos existem várias formas de se customizar os personagens: existe um monte de armas para se comprar, que variam entre diferentes classes de armas com a possibilidade de se customizar praticamente qualquer uma delas. Implantes cibernéticos para se aumentar outras capacidades também estão disponíveis, e Xamãs vendem magias e outros upgrades mágicos. Se um personagem não estiver causando dano suficiente e estiver apanhando demais sua quantidade de dados pode ser ajustada para melhorar suas chances com atributos diferentes. Infelizmente, já que todos os combates são pré-determinados, não há como se ganhar um dinheirinho extra, o qu torna fácil ficar travado se você acabar mal-equipado.

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O maior diferencial do Shadowrun do Mega CD é a sua história, que obviamente se perde totalmente para aqueles que não falam japonês. A maioria das características do universo Shadowrun estão presentes, como Orcs, Trolls, Elfos, etc. Há um monte de diálogo, exigindo que se clique bastante para poder prosseguir. Alguns capítulos tem mais de um caminho, o que é bacana, mas para se ver todos é necessário manter seus savegames no lugares certos, ou passar pelas mesmas telas várias e várias vezes.

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Não há quase qualquer vantagem deste jogo estar em um CD-ROM. A maioria dos gráficos são simples imagens estáticas, e estão quase no mesmo nível das do Snatcher. O resto dos gráficos parecem abaixo da média mesmo em comparação com os jogos em cartucho. A música é gerada pelo chip de som do Mega Drive, e apesar de algumas faixas serem bem legais, elas se repetem muito rapidamente, se tornando tediosas facilmente. Não há diálogos com voz, e apenas um punhado de sequências de vídeo, granuladas. A maioria delas se passa no ciberespaço, que tem gráficos risivelmente ruins representando com é por dentro da internet. Ocasionalmente os heróis tem que “hackear” um computador ou “lutar” contra inimigos, mas isso envolve apenas escolher programas em um menu.

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Já que Shadowrun foi um dos últimos jogos lançados para o Mega CD, ele é um título bastante caro, geralmente ultrapassando os 200 dólares. Não vale o esforço de se navegar pela história sem entendê-la, e as mecânicas de jogo são muito mirradas para que o jogo em si seja realmente divertido.

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Mais Fotos

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Vídeos

Playlist com o playthrough do jogo:

Machine Translation para inglês:

Playlist com a trilha sonora:

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