Os 11 “Zeldas” da SEGA – Parte 1

segaobscura

Por Mama Robotnik em 28 de Novembro de 2018

A série The Legend of Zelda dispensa apresentações. Em sua maioria, são obras primas dos vídeogames, icônicas e geralmente à frente de seu tempo. Seus designs e mecânicas influenciaram incontáveis títulos e gêneros.

Às vezes esta influência não é nada sutil. E o resultado é o que chamamos de “Zelda Clones”.

O que acontece quando você pega a SEGA em seu ápice, e a coloca junto com seus estúdios parceiros para seguir as pegadas da Nintendo ao fazer o  Zelda?

Você consegue 11 diferentes “Zeldas” da SEGA!

Estes jogos pegam os elementos que a Nintendo concebeu, e segue com eles. Existem overworlds, dungeons, upgrades de habilidades, bombas, flechas, magias, e quase há sempre um jovem garoto destinado a ser tornar um herói.

Vamos analisar estes jogos por dois motivos. Em primeiro lugar por que é interessante ver as várias respostas da SEGA à franquia Zelda da Nintendo. O segundo é por que alguns destes jogos são legitimamente bons, e apesar de estarem sempre à sombra de Zelda, alguns merecem reconhecimento pelos seus próprios méritos. Se você é um fã deste gênero, alguns destes títulos aqui apresentados realmente merecem a sua atenção.

Respostas da SEGA ao The Legend of Zelda original (lançado em 21 de Fevereiro de 1986)

Golvellius – Valley of Doom

Formato: SEGA Master System
Primeiro lançamento: 1988
Lançamentos recentes: iPhone, 2009

Originalmente lançado para o MSX em 1987, a SEGA adquiriu a licença do Golvellius e fez seu próprio remake do jogo para o Master System, incluindo um extensivo redesign das dungeons. É uma tentativa inicial e bastante ambiciosa de se fazer um Zelda da SEGA.

Zelda Como?

O jogo segue as convenções básicas do Zelda: herói armado de espada, overworld expansivo com inimigos que renascem, NPCs úteis escondidos em cavernas, e chefes de dungeons.

Méritos Próprios

Apesar do overworld ser bem ao estilo Zelda, a execução das dungeons no jogo é  bastante diferente. Em algumas dungeons se joga com o personagem correndo pelos corredores da dungeon em fases com auto-scroll vertical, Evitando colisões e atacando monstros enquanto avança para frente. Estas seções mais parecem um jogo de tiro visto de cima, em termos de mecânica de jogo.

O jogo também tem alguns poucos elementos de jogo de plataforma, e umas sprites bem grandes para um jogo de 8 bits.

Golden Axe Warrior

Formato: SEGA Master System
Primeiro lançamento: 1991
Lançamentos recentes: SEGA Mega Drive/Genesis Ultimate Collection, PS3 e Xbox 360, 2009

Um spin-off da série Golden Axe da SEGA, para o Master System. Este jogo é uma tentativa descarada de se trazer o Zelda para a SEGA.

Zelda Como?

Em praticamente tudo! Os gráficos são muito similares; é genuinamente difícil de se distinguir este jogo do jogo de NES que claramente o inspirou. Tudo, desde o formato das dungeons, dos efeitos de surgimento dos monstros, e as habilidades que você adquire – é tudo Zelda.

Méritos Próprios

O jogo aprimora o gênero com uma variedade maior de ambientes, e o jogador adquire poderes que permite que ele altere as coisas à sua volta – como transformar rios de lava em rios de gelo, por exemplo.

Golden Axe Warrior também tem vilarejos e um uso mais extensivo de NPCs em comparação com o Zelda original.

Respostas da SEGA ao Zelda 2: The Adventures of Link (lançado em 14 de Janeiro de 1987)

Wonder Boy in Monster Land

Formato: SEGA System 2 (mais tarde portado para vários formatos fora da SEGA)
Primeiro lançamento: 1987
Lançamentos recentes: Wii Virtual Console e Sony PlayStation 3 Store, 2012

Wonder Boy in Monster Land é um jogo impressionante para Master System. Ele pega os elementos 2D do The Adventures of Link e os reimagina como um jogo linear que alterna entre um overworld e as dungeons.

Zelda Como?

A exploração de dungeons e cavernas parece ter sido bastante influenciada pelos seus equivalentes em Zelda 2. Pode-se facilmente fazer comparações entre as fases de scrolling lateral, as mecânicas de magia e estilo de combate.

Méritos Próprios

Apesar de haver uma clara influência em certos aspectos, o jogo tem uma forte identidade própria. O mundo é colorido e vibrante, com elementos de plataforma e verticalidade. Existem segredos, puzzles e várias lojas e upgrades à serem comprados. Apesar do jogo ser mais linear do que muitos outros listados neste Especial, o senso de progressão é soberbo.

Esse jogo levou ao lançamento do fantástico Wonderboy III: The Dragon’s Trap, que além dos pontos positivos do Monster Land também conta com transformações, um mundo mais coeso e elementos “Metroidvania”.

Vídeos

Golvellius:

Golden Axe Warrior:

Wonder Boy in Monster Land:

À seguir – segunda parte dos “Zeldas” da SEGA!

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