Twinkle Tale (Mês do Mega Drive)

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Twinkle Tale (ツインクル テール) – Mega Drive (1992)

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Capa

Twinkle Tale é um “run and gun” visto de cima, que foi lançado exclusivamente no Japão para o Mega Drive e foi desenvolvido por uma desenvolvedora obscura, chamada Wonder Amusement Studio. Ele se destaca dos outros jogos deste gênero devido à sua ambientação única – ele combina uma jogabilidade a la Mercs com gráficos fofinhos com um tema similar ao da série Cotton de jogos de tiro. Você passa o jogo todo atirando por cada fase e destruindo tudo que aparece, como um arsenal de armas e bombas. A diferença é que você é uma bruxa chamada Saria, com seu cajado mágico e chapéu pontudo, ao invés de de ser um soldado com uma metralhadora. As fases e inimigos tem um tema de fantasia, ao invés de cenários inspirados em Rambo ou Commando, que são mais comuns neste estilo de jogo. Os inimigos em si são uma mistura de vários monstros genéricos de fantasia e as fases variam entre castelos, estradas de pedra que seguem para o céu ou simples campos verdejantes. A tela de título mostra uma ilha flutuante (onde o jogo se passa) e a tela de introdução (que explica o enredo do jogo) é feita para parece um livro ilustrado, o que é perfeito para o clima do jogo.

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Primeiramente, Twinkle Tale é um jogo rápido. Saria corre pela tela rapidamente, e os inimigos atacam na mesma velocidade. Felizmente você conta com arsenal de ataques sempre à sua disposição. A maioria dos jogos run ‘n’ gun te dá uma única arma básica e várias armas secundárias que são deixadas pelos inimigos. Já Twinkle Tale te dá três armas completamente diferentes por todo o jogo. O botão C do controle troca as armas, enquanto o botão B dispara sua arma atual. A “Shooting Star” dispara uma onda poderosa para a frente, a “Diamond Arrow” atira em várias direções ao mesmo tempo e a “Silver Comet” é uma arma mais fraca, mas teleguiada. Isso dá ao combate no Twinkle Tales muito mais variedade do que você geralmente encontra nestes jogos run ‘n’ gun vistos de cima, o que provavelmente é a melhor coisa neste jogo. Nunca há realmente uma arma melhor, mas você descobrirá que você geralmente consegue melhores resultados usando armas específicas contra certos inimigos. Esta mecânica foi mais tarde usada com diferentes níveis de sucesso em Radiant Silvergun e Neo Contra.

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Cada arma pode ser melhorada ao se encontrar estrelas que estão guardadas em baús, que aumentam a sua arma atual em um nível, até um máximo de três. Convenientemente, se a sua arma atual já estiver no nível máximo, pegar uma estrela irá na verdade aumentar uma das suas outras duas armas. Além disso, ao perder um marcador da sua barra da energia faz você perder um nível da sua arma atual, logo é uma boa idéia variar de armas em alguns momentos. Existem duas bombas diferentes, também encontradas em baús – uma bomba teleguiada e outra que acerta a tela toda. Ambas são ativadas ao se apertar o botão A.

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Existem nove fases ao todo em Twinkle Tale – cada uma delas é desafiadora, mas equilibrada. Entretanto, se você achar muito difícil, você pode mudar o nível de dificuldade nas opções do jogo e há também um cheat de escolha de fase (na tela do livro de histórias que você vê logo após apertar start na tela de título, segure para cima-esquerda, A e C, e aperte start. Então escolha a fase que quer começar usando o direcional). As lutas contra os chefes são bem legais, também. Cada chefe de fase é enfrentado como se fosse num shooter vertical, com seu personagens sendo capaz apenas de atirar para cima. Cada chefe é realmente enorme, com padrões de movimento e ataque que são realmente o que você espera ver num shooter. Logo os fãs de shooters vão gostar destes segmentos do jogo e pode-se até considerar que o jogo vale apenas ser jogado só por causa disso. Mas se as lutas contra os chefes não são suficientes para você, os elementos de shooter avançam um pouco mais na sétima fase, que é jogada inteiramente como um shooter vertical.

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Algo que realmente se destaca em Twinkle Tale é o nível de variedade entre as fases, que constantemente envolvem mais do que simplesmente seguir em frente destruindo tudo. Um bom exemplo disso é a terceira fase, onde você deve percorrer diversos caminhos de pedra no céu. Diferente de outros jogos onde você pode andar até as bordas dos penhascos sem se preocupar em cair, aqui, se você passar da borda destes caminhos, você cai em direção ao solo e recebe um Game Over. Em outro lugar da mesma fase há uma seção onde você deve atravessar por usa série de plataformas flutuantes e se você errar o tempo você cai em direção à sua morte. Isso é similar à alguns segmentos do Legend of Valkyrie, o único jogo que lhe é remotamente similar. Existem outros lugares onde o terreno não deve ser ultrapassado, como a água na quinta fase.

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Também em várias fases há curtos segmentos onde você deve desviar de obstáculos, como as rochas que caem na primeira fase, as bolas de ferro gigantes da segunda fase ou os jatos de fogo mais à frente no jogo. Apesar destes elementos parecerem deslocados num run ‘n’ gun onde você costuma só destruir tudo, eles estão muito bem aplicados e nunca levam mais que alguns segundos. Logo isso serve para tornar as coisas interessantes, ao invés de deixar o jogo arrastado, o que o torna ainda mais legal. Além disso, apesar de algumas fases tecnicamente terem mais de um caminho, eles são praticamente iguais e não diferem em nada que seja relevante.

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Twinkle Tale foi feito no meio da vida útil do Mega Drive, mas parece um jogo tardio para o console. Os gráficos, ainda que granulados em comparação com os jogos de SNES, está facilmente entre os melhores para a plataforma. Os gráficos são bastante coloridos, as sprites bem detalhadas e os cenários tem um design fantástico. O jogo se passa numa ilha flutuante e os artistas exploraram isso muito bem ao fazer os cenários. Várias fases mostram pedacinhos do mundo lá embaixo, através de pilares e janelas e outras fases, como a terceira, que usa o contraste entre os dois lugares para enfatizar a altura do terreno. As fases interiores – como os pisos de madeira e as vinhas nas paredes da quarta fase, as cavernas iluminadas por tochas da quinta fase, ou as paredes de gelo (ou cristal)  da oitava fase – também são impressionantes. A sétima fase é facilmente a mais bonita de todas. Ela se passa entre as nuvens, e existem várias ruínas de paredes de castelos, se mantendo no ar por propulsores. Os detalhes no solo são extremamente pequenos para enfatizar que você está ainda mais alto que nas fases anteriores. Os designs dos chefes de fase são especialmente bacanas. O chefe final é um cara sentado num trono que eventualmente se torna um monstro gigante muito detalhado. Depois de derrotá-lo, você tem um breve final e então uma fantástica arte em pixel de seu personagem. A música de Twinkle Tale também é muito boa. Seus temas divertidos e explosões constantes são bem representadas, considerando as limitações do hardware.

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Geralmente, qualquer jogo que conte com uma garotinha de anime atirando por aí acaba garantindo um status cult. Twinkle Tale é meio que uma exceção à isso e provavelmente não fez muito sucesso na época, também. Não recebeu nenhuma outra versão, continuação, sequência espiritual, sendo completamente ignorado (mas foi traduzido por fãs). Por qualquer que seja a razão, foi supostamente retirado das prateleiras pouco depois de seu lançamento. Como resultado, é um jogo bem raro e pode passar dos 600 dólares nos leilões online. Mas é um jogo que vale à pena se jogar. Se você o fizer, vai descobrir uma das jóias escondidas que é um dos melhores jogos do gênero e possivelmente o melhor run ‘n’ gun do console.

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