Ranger X (Mês do Mega Drive)

mes_md

HG101_logo_SMALLER

Por 

rangerx-8-e1501005491669

Ranger X / Ex-Ranza (エクスランザー) – Mega Drive (1993)

Ranger X, também conhecido como Ex-Ranza no Japão, foi publicado pela SEGA para Genesis/Mega Drive em 1993. Ele quase não foi divulgado nos EUA e foi praticamente ignorado por todo mundo. À primeira vista, parece ser um jogo de plataforma com muitos elementos de tiro – é fácil pensar que se trata de um jogo das séries Assault Suits (Assault Suit Leynos/Target Earth e Assault Suits Valken/Cybernator) – mas analisando melhor, há muito mais jogabilidade. Sem contar que ele possui alguns dos gráficos mais incríveis já vistos no  Mega Drive.

rangerx-1

O enredo do jogo é explicado no manual de instruções e em nenhum outro lugar. O “Homeworld” foi invadido por um a confederação de terroristas da Edgezone – que lançou várias pragas mecânicas e biológicas. Você é o Ranger X – um robô gigante que possui habilidades únicas. Você precisa eliminar as várias máquinas e armamentos de cada área, e então enfrentar chefes de fase bastante interessantes. Cada fase é apresentada com gráficos vetoriais bem bacanas, mostrando o cenário e seus alvos. É algo bem simples, mas bastante impressionante se considerarmos o console que em que o jogo está rodando.

rangerx-2

Ranger X é uma máquina de combate formidável. O botão A dispara para a esquerda e o botão C dispara para a direita, o que leva algum tempo para se acostumar, mas torna a ação mais versátil. Você também pode voar apertando para cima no direcional, mas você precisa ficar atento ao medidor de temperatura, para não superaquecer e cair. Há também várias armas especiais que podem ser encontradas ao longo das fases, que são ativadas com o botão B – entre elas estão um lança-chamas, uma bomba napalm, um falcão mecânico que age como um bumerangue e um poderoso canhão de prótons, que lança um belo disparo que limpa a tela. Tudo isso já é bem mais do que se vê por aí num simples jogo “run ‘n’ gun”, mas se torna ainda mais complicado. Você ainda conta com a companhia do Ex-Up Indra ou do Ex-Up Eos, um par de veículos especiais que flutua ao lado do seu robô.

rangerx-4

O Indra é basicamente uma motocicleta. Se você estiver usando um controle de seis botões, ele pode ser operado de forma independente, usando os botões X e Z. Você também pode se combinar ao Indra e controlar a moto diretamente. Ela é bem rápida e salta bem longe ao se segurar o direcional para baixo. Sua arma laser mira automaticamente nos inimigos presentes, o que torna mais fácil acabar com eles em espaços mais confinados. Você precisa ter cuidado, pois Indra tem a sua própria barra de vida e se ela chegar à zero, você também, morre. O Eos é uma navezinha voadora e é relativamente inútil. Você não pode controlá-la diretamente e ela só vai para frente, disparando um laser ocasionalmente. Combinando-se com qualquer um deste veículos é a única forma de alternar entre as armas especiais que você acumulou.

rangerx-3

Todas as armas especiais gastam energia, que aparecem em mais um medidor na tela, já cheia de informação. Energia só pode ser recuperada à luz do sol ou em um área iluminada – o que significa que você recarrega automaticamente em certas áreas, como o terreno montanhoso da primeira fase, mas você precisa abrir buracos no teto da caverna da segunda fase, ou ficar sob as luzes na quinta fase. Energia pode ser convertida em vida usando-se as máquinas de transferência espalhadas pelas fases, e você também pode recuperar vida ao coletar frutas em uma certa fase (o que nos faz perguntar como uma fruta seria capaz de consertar um robô).

rangerx-5

Para completar uma fase, você precisa destruir um certo número de inimigos de um tipo específico. Na maioria das vezes eles vão de estações de força à robôs poderosos. O contador no topo da tela indica quantos restam na área, e um radar mostra a direção em que você deve seguir. Quase todas as fases são lineares, logo é bem difícil não se achar os seus alvos.

rangerx-11

A ação é bastante intensa, com os inimigos atirando em você constantemente, mesmo na dificuldade mais fácil. Se leva algum tempo para se acostumar com os controles e o fato do Ranger X ser um alvo tão grande não ajuda em nada. Você conta com um número limitado de continues, que fazem você voltar exatamente no ponto onde você morreu, mas você pode conseguir mais créditos ao acumular pontos.

Apesar de Ranger X ser notável por sua jogabilidade intensa, ele também está pau a pau com Gunstar Heroes como sendo um dos jogos com os gráficos mais impressionantes no Mega Drive. Mesmo trabalhando com a limitada paleta de 64 cores do console, Ranger X apresenta alguns visuais extremamente coloridos. Certas áreas tem alguns efeitos legais de parallax scrolling, que lhes conferem um efeito bacana 3D. Existem vários chefes de fase realmente únicos, que em sua maioria ocupam a maior parte da tela. Entre os chefes, um cérebro com um olho na  fronte, parece ser uma homenagem ao Life Force/Salamander e um dos últimos inimigos parece ter sido tirado diretamente do  Gradius, com direito à um núcleo vermelho no centro.

A música conta com bastante percussão e é um pouco repetitiva, mas se encaixa bem no clima do jogo. Na maior parte do tempo ela é abafada pelo som de todas as explosões. A música perto do fim do jogo é um das minhas músicas de 16-bit favoritas.

Ranger X é um jogo que definitivamente vale à pena ser conferido, mas ele não é perfeito. O nível de dificuldade mais alto faz com que a escalada da torre da quarta fase seja quase impossível, já que removeram as plataformas de resfriamento para o seu jet-pack (dá para passar, mas exige muita paciência). O jogo te desafia e até te força à diminuir a velocidade para que você mate certos inimigos ou consiga pontos, o que pode acabar ficando tedioso. Além disso, nem perca tempo jogando no Easy, pois você só vai receber um daqueles finais falsos que te dizem para jogar numa dificuldade mais alta.

Apesar da SEGA ter publicado esse clássico quase desconhecido, Ranger X foi criado por uma empresa chamada Gau Entertainment. Infelizmente este foi o primeiro e único jogo que eles já fizeram. A Gau Entertainment acabou sendo fundida com ex-membros do Wolf Team (mais conhecidos por jogos como El Viento e Valis) para criar a empresa NexTech. Para o Mega Drive, eles criaram o Crusader of Centy e para o Saturn eles fizeram o Cyber Speedway. Parece que eles trabalharam com outras empresas no desenvolvimento de Resident Evil: Code VeronicaShining Soul, e infelizmente do terrível Shining Tears.

rangerx-9

Agradecimentos à Mobygames e à Motoi Sakuraba the Wolfteam/Telenet Legacy pelas informações adicionais sobre a Gau Entertainment e a NexTech.

Vídeos

Trilha Sonora:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s