Fight! Emerald Dragon (Glodia, 1989)

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Por 10 de março de

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Emerald Dragon – PC88, PC98, X68000, MSX2, FM Towns, PC Engine CD, Super Famicom (Glodia, 1989)

Para a maioria dos RPGs japoneses, ter uma história forte é essencial, mas nem sempre foi assim. Nos primórdios do gênero, os enredos dos jogos eram bem rasos, relegados basicamente ao manual do jogo e olhe lá, enquanto o jogo em si focava ou no combate, ou na exploração, ou no “dungeon-crawling” ou numa mistura dos três. No fim dos anos 80 viu-se um investimento em se contar as histórias de uma forma melhor nestes tipos de jogos, inspirados principalmente pelos mangás e animes. Enquanto o Ys da Falcom e o Final Fantasy da Square são muito bem conhecidos, o Emerald Dragon da Glodia também merece o devido reconhecimento por utilizar esta mesma abordagem.

A história se passa na terra de Ishbahn, onde uma vez humanos e dragões já viveram em harmonia. Entretanto, uma maldição foi lançada sobre o país, que fez os dragões migrarem para outra dimensão, permitindo que eles continuassem à viver em paz. Mil anos se passaram com as raças vivendo separadas, até que uma jovem menina náufraga misteriosamente chega à costa do reino dos dragões. Ela recebe o nome de Tamryn e é criada como um deles até que ela chega à adolescência e decide voltar ao mundo dos humanos. Quando ela retorna, ela encontra o país sitiado e invoca a sua família de dragões para ajudá-la. O dragão Atrushan, que basicamente é seu irmão adotivo, assume a forma humana para existir no mundo humano, salvar Tamryn e ajudar a humanidade à enfrentar seus inimigos. Isso acaba por envolver a ressurreição do “Emerald Dragon” e a remoção da maldição que expulsou os dragões tempos atrás.

Esta é uma história bem bacana para um jogo de fantasia, mas o que faz Emerald Dragon brilhar se dá em sua maior parte pelo seu ótimo elenco de personagens. Apesar de Atrushan e Tamryn estarem ao centro, existem um grande elenco de personagens que entram e saem de sua equipe. Enquanto a maioria segue os arquétipos típicos do gênero de fantasia e de mangá, eles são bem participativos, cheios de diálogos divertidos. Existe até um comando de “party chat”, que permite que eles discutam os objetivos entre si, algo que se tornou comum em outros RPGs depois dele, como nos jogos da série Dragon Quest. Eles também são bem ilustrados, com designs feitos por Akihiro Kimura, que mais tarde se tornaria um autor de mangá.

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o sistema do jogo é baseado no Zavas, um RPG anterior feito pela Glodia. O combates é um tanto diferente, já que você controla diretamente o seu personagem no campo de batalha, mas os inimigos só se movem quando você move. Você só controla o personagem principal, enquanto os demais membros da equipe ficam à cargo do computador. Isso é um meio-termo bacana entre RPGs de ação como Ys e Hydlide e os sistemas baseados em turnos dos RPGs para console, como Dragon Quest.

Apesar dos aspectos da história serem ambiciosos, as versões originais sofrem dos vários problemas que muitos outros jogos para computador do gênero também sofrem – design fraco de dungeons, movimento lento, IA ruim e vários bugs. Quando ele foi ressuscitado cinco anos depois no PC Engine Super CD, muito do jogo foi completamente redesenhado (ou pelo menos melhorado) para entregar o mesmo nível de acabamento visto na maioria dos RPGs para console da época. Isso, combinado com as cutscenes e outros benefícios da plataforma, resultou em um dos RPGs mais conceituados para o sistema. Uma versão para Super Famicom foi lançada no ano seguinte, mas como na maioria das comversões de CD para cartucho, ela teve um corte drástico nos elementos do jogo, mas o jogo em si é bastante decente. Até o momento, a versão do Super Famicom é a única que foi traduzida até agora.

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Foram lançados alguns romances e mangás do Emerald Dragon ao longo dos anos, mas nunca houve uma verdadeira continuação do jogo. Alguns funcionários saíram da Glodia para formar a empresa Right Stuff, que desenvolveu o Alshark, um jogo de ficção científica com mecânicas de jogo similares, mas ambas empresas encerraram suas atividades no fim dos anos 90. Mesmo assim, Emerald Dragon conta com uma devota base de fãs no Japão e Akihiro Kimura já expressou publicamente seu interesse em uma continuação, sendo que ele criou o projeto de crowdfunding chamado Elemental Dragoon: Futatsu no Hikari, composto por alguns álbuns de áudio-drama.

O site HG101 também preservou uma cópia do antigo fansite Emerald Dragon, dos idos tempos de 2004.

Fotos

Super Famicom:

PC Engine:

Vídeos

MSX2:

PC-88:

X68000:

PC Engine:

FM Towns:

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