Keio Flying Squadron (Mês do SEGA CD)

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Por Kurt Kalata – 2004/2005

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Keio Flying Squadron / Keio Yuugekitai (慶応遊撃隊) – Sega CD (1993)

No Japão o que não falta são jogos bizarros e estranhos, mas o mais estranho é quando eles recebem o visto para serem lançados no ocidente – algo que vai desde bizarrices como Kabuki Quantum Fighter do NES ao Katamari Damacy para o PS2. um dos lançamentos mais obscuros é o Keio Flying Squadron. Lançado pela Victor nos últimos dias de vida do SEGA CD, Keio é im shooter fofinho e leve, sem nenhuyma vergonha de suas origens japonesas, em uma época em que artes de capa de jogo em estilo anime ainda era uma novidade nos lados de cá.

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Keio recebe seu nome da era japonesa do século 19, entre as eras Genji e Meiji. O jogo supostamente se passa nesse período, mas é recheado de anacronismos bizarros. Apesar de existirem apenas dois jogos “reais” nesta série (existe uma continuação deste jogo para SEGA Saturn), há também um jogo de “tabuleiro” chamado Ranma-Chan no Ooeto Surogoku: Keio Yugekitai Gaiden que foi lançado para PlayStation.

Keio Flying Squadron começa com um vídeo que elabora bastante a história do mundo do jogo. Entretanto isso não tem nada a ver com o jogo, que foca no Keio Yuugekitai – este esquadrão é formado por três pessoas – Rami e seus dois avós. Eles não fazem muita coisa além de ficarem sentados protegendo o “Special Holy Object”, que é na verdade apenas uma chave gigante. Infelizmente eles não são muito bons em proteger, pois a chave é roubada pelo terrível Dr. Pon, um guaxinim que tem um QI de 1400. Rami se transforma em sua roupa de coelhinha (sem razão alguma) e parte para recuperar o tesouro. Apesar das possíveis implicações ao se ter uma heroína que parece uma coelhinha da Playboy, Keio Flying Squadron é na verdade um jogo 100% “family friendly”.

Na questão de ser um shooter, é um jogo bem padrão – você tem uma arma principal que pode ser melhorada em alguns níveis, e também um tiro multidirecional. Dois dragõezinhos funcionam como “options”, te dando poder de fogo adicional. Se você estiver sem eles, tudo que você precisa fazer é parar de atirar por alguns segundos e eles vão surgir do nada para te ajudar. Não há nada realmente espetacular na jogabilidade de Keio que faça o jogo se destacar, mas é um título cheio de personalidade. Quase todos os inimigos são guaxinins malvados, que atacam à pé ou montados em máquinas malucas. Apesar de não ser louco como Parodius ou Cho Aniki, existem bizarrices memoráveis, especialmente o homem-peixe que comanda vários dos chefes, incluindo um robô gigante de olhos enormes.

Fora os chefes engraçados, os gráficos são bem simplórios. Apesar da arte entre as fases ser legal, falta detalhe aos gráficos in-game, que também sofrem com a paleta de cores limitada do Mega Drive. A música é absurdamente alegre e desnecessariamente grudenta, e a dublagem não se leva muito à sério.

O fato de um jogo tão unicamente japonês ter sido traduzido para o inglês é o que garantiu à este título um status cult. Infelizmente, isso levou à um aumento grande do seu preço nos sites de usados, e com certeza Keio Flying Squadron não é um jogo tão bom para justificar estes preços tão altos.

Cutscenes

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Vídeos

Trilha sonora:

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