Do Outro Lado da Cerca: The Goonies II (Konami, 1987)

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Por em 3 de janeiro de

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The Goonies II / The Goonies 2: Fratelli Saigo no Chousen (グーニーズ2フラッテリー最後の挑戦) – NES (1987)

Não há dúvidas que muitas crianças dos anos 80 sonharam em ver uma continuação do filme The Goonies. Infelizmente, isso nunca aconteceu – o mais perto disso que temos é a visão da Konami de um novo Goonies, lançada para NES em 1987. Na superfície, a jogabilidade é similar à do jogo anterior, mas expande muito os elementos de exploração. O subtítulo japonês, Fratelli Saigo no Chousen, traduz-se como “O Desafio dos Fratelli”. Similar ao Metroid e ao Castlevania II da própria Konami, não existem fases lineares, apenas um vasto mundo à se explorar. Novamente você assume o papel de Mikey, e seu objetivo é salvar todos os Goonies, assim como “Annie the Mermaid,” (Annie a sereia), quem quer que ela seja. A Konami percebeu que os chutes de Mikey eram muito ridículos, logo a sua arma padrão agora é um iô-iô. Você ainda pode atacar com estilingues e bombas, assim como coquetéis Molotov e bumerangues.

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Na verdade existem dois mapas interconectados em The Goonies II, chamados de “Front” (Frente) e “Back” (Trás). Você viaja entre estes através de portas chamadas de Warp Zones. Sempre que você entra por uma porta, a visão muda para um formato em primeira pessoa, a la Shadowgate. Entretanto, existe muito pouca coisa em matéria de quebra-cabeças, já que você só precisa ficar andando e socando paredes para achar coisas escondidas. O mais interessante é que às vezes você encontra um velhinho confuso que te dá uma bronca, dizendo “Ouch! O que você fez?” quando você o acerta – e o mais estranho é que acertá-lo é a única forma de se obter um dos itens que você precisa encontrar. Há ainda outras coisas estranhas, como a tela de Game Over, onde uma animação da Ma Fratelli fica falando bobagem e soltando passwords.

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Como a maioria dos jogos antigos de adventure-ação, The Goonies II é um pouco obtuso quanto à se descobrir o que deve ser feito em seguida. Felizmente, você recebe um mapa na tela de status, mas ele é terrivelmente vago. Além disso, as Warp Zones tendem a te mandar por todo lugar em ambos os mapas, logo é difícil saber onde você realmente está. Entretanto, você pode encontrar um transceiver, que permite que você localize certos reféns. Assim como nos outros jogos dos Goonies, você começa no restaurante do filme e vai para o seu subsolo, mas mais tarde você explora cavernas, veste um equipamento de mergulho para acessar uma área submersa, e luta contra esquimós em uma caverna gelada. Apesar da variedade de fases ser legal, ela não faz sentido e as fases não parecem terem relação alguma com o filme original.

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Um problema particularmente irritante é que as chaves são deixas aleatoriamente pelos inimigos, e a única forma de encontrá-las (para então destrancar vários cofres e celas ao longo do jogo) é entrando e saindo da tela, matando os inimigos sem parar até eles finalmente te darem o que você está procurando. Felizmente, o jogo não é muito difícil, já que você reaparece bem onde você morreu, mesmo quando suas vidas acabarem (mas você fica sem quaisquer chaves ou armas adicionais). Os inimigos geralmente precisam levar muitos golpes para morrer, mas isso raramente é um grande problema. Ainda assim, não vou mencionar os malditos crânios na fase da ponte, que roubam seu bumerangue se você chegar perto deles. Apesar destes incômodos, The Goonies II ainda assim merece ser jogado por quaisquer fãs do estilo Metroidvania.

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A versão japonesa tem algumas mensagens secretas deixadas pelos desenvolvedores, se você usar o transciever em alguns lugares. Na versão americana a maioria delas  foi removida, mas ainda ficaram algumas mensagens úteis dadas por outros personagens da Konami, como Stinger (TwinBee). Em certo ponto você encontra o Konami Man, assim como um cara chamado Ambassador Konami, uma paródia do personagem Ambassador Magma, de um mangá do Osamu Tezuka. É interessante que a Konami manteve estas referências intactas, apesar de que a maioria dos jogadores americanos fossem incapazes de entender de onde vem estes personagens.

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