Fire Bam (Mês do FDS)

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Fire Bam – Famicom Disk System (1988)

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Capa

Este aqui é bem estranho: um RPG de ação que foi lançado para Famicom Disk System e que pouca gente já ouviu falar. Algumas pessoas o ignoram devido sua péssima paleta de cores e sua natureza um tanto críptica, mas com certeza é um produto sólido, com muito mais substância do que você imagina.

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A estrela do jogo é, que deve recuperar a Espada Mágica, derrotar o maligno “Domes” e “abrir” o mundo. Este último termo tem à ver com um detalhe interessante da mecânica do jogo. Quando você começa o jogo, que parece ser apenas a sua cidade natal, onde você pode salvar o jogo e recuperar energia, visitando o que parece ser algo como um par de lagartos mutantes saídos do Bubble Bobble – estes são na verdade os pais de Bam e ele está numa missão para salvá-los. Então você parece para a floresta, que serve como um hub central, mas com alguns inimigos. Eles variam desde coisas estranhas e rosas que quicam até girafas humanóides armadas com tesouras gigantes.

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Após jogar um pouco você vai perceber duas coisas: 1) matar os inimigos os faz deixar fogo (FIRE), que você pode coletar e é usado como dinheiro; 2) sua espada inicial é inútil, tendo um alcance horrível. A espada é o seu método principal de ataque, mas apesar de você conseguir armas de longo alcance mais tarde, elas não funcionam contra todos os inimigos. Felizmente você também vai conseguir espadas melhores, com alcances maiores e melhor ataque. Existem também lojas, como em outros RPGs de ação, onde répteis gigantes te vendem vários itens à preços exorbitantes.

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Além das lojas, há outro tipo de porta onde você pode entrar, que ou te leva à uma fase de ação ou à uma dungeon. As fases de ação tem scroll automático à uma altíssima velocidade e são bem difíceis, especialmente se você não tiver uma boa espada ainda, já que os inimigos te atacam por cima. Coletar powerups de energia extra ou invencibilidade também é difícil devido à velocidade com que a tela se move, além do fato de que um item que cair atrás de você é impossível de ser recuperado. Ao fim da fase você enfrenta um chefe, sendo que existem sete tipos diferentes de chefes e todos eles se repetem ao menos uma vez. Após a luta com o chefe uma animação acontece, mostrando a tela “abrindo”. É difícil de se entender se você jogar sem saber do que se trata, mas estas animações significam que o mundo está se expandindo – novas áreas se tornam acessíveis, não apenas na floresta mas também na sua cidade, o que resulta no surgimento de novas lojas onde você pode comprar os equipamentos de que tanto precisa. Isso acontece como se você estivesse abrindo páginas de um livro de histórias; o problema é que, devido à repetitividade dos cenários, fica extremamente confuso se saber se você já esteve naquela área ou não.

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Após enfrentar uma série destas fases, te sobra a tarefa de completar as dungeons. Você entra nelas pelos mesmos tipos de portas, mas as dungeons são, obviamente, bem menos lineares. Existem vários becos sem saída, elevadores que se movem em várias direções, chaves à serem coletadas e todos os lugares parecem iguais. Há também algumas seções com pulos bem difíceis. Há menos que você já esteja se movendo antes de saltar, é impossível conseguir impulso no meio do salto; diferente do Mario, sendo mais parecido com os saltos em Ghosts ‘n Goblins ou Castlevania. Pular parado resulta em um inútil pulo para cima então descida, o que é bem estranho, pois se você se abaixar  você pode saltar bem mais alto. Isso significa que você precisa SEMPRE estar correndo quando quiser pular. Infelizmente, devido ao layout das dungeons, existem plataformas curtas que você precisa alcançar, mas existem outras plataformas logo acima delas e você precisa realizar saltos com precisão milimétrica para evitar a plataforma acima. Se você encostar na ponta dela você cai, tendo que tentar novamente. Este tipo de salto curto e simples é comum em todo jogo de plataforma, mas em Fire Bam isso foi transformado em algo enfurecedor.

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Derrotar o chefe da dungeon resulta na mesma expansão do mundo do jogo, com uma exceção. Quando você enfrentar o chefe final você precisa deixar ele te matar, pois você não tem a Espada Mágica ainda (infelizmente isso te custa uma vida, mas é inevitável). Terminar todas as dungeons substitui o lagarto vermelho inimigo por uma mulher que te dá a Espada Mágica, com a qual você pode derrotar o seu satânico inimigo de uma vez por todas.

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Fire Bam é um jogo interessante, mas as dungeons e labirintos podem ser ridiculamente longos e chatos de se terminar sem se usar um walkthrough. Interessante notar que este é um dos vários jogos feitos pela Hal Laboratory, os criadores de Kirby. O diretor e designer dos personagens do jogo foi Pikio Midorikawa, que é creditado também por fazer Eggerland: Meikyuu no Fukkatsu.

Mais Fotos

Vídeos

Playlist com longplay do jogo, em 11 partes:

Playlist com a trilha sonora:

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