Especial Dragon Knight, Parte 3: Dragon Knight III

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Por

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Dragon Knight III (ドラゴンナイトIII) / Knights of Xentar – PC-88, PC-98, X68000, FM-Towns, PC Engine, IBM PC (14 de dezembro de 1991)

|A jornada de Takeru continua, e ele acaba chaando à cidade de Deez, onde ele acaba sendo assaltado por um grupo de bandidos que roubam tudo que ele tem, incluindo as lendárias espada e armadura que ele conseguiu no fim do jogo anterior. Ele acaba descobrindo que eles venderam suas coisas para uma loja da cidade, e aceita um trabalho do prefeito para escorraçá-los de uma montanha próxima, para conseguir o dnheiro para comprar as suas coisas de volta. Mas para a sua surpresa, quando ele chega na montanha para enfrentar os bandidos, ele descobre que o seu líder na verdade é um demônio. O demônio conta à Takeru que ele é bem conhecido entre seu povo, e até tira sarro dele por não saber qual foi o motivo pelo qual ele nasceu, antes de fugir, deixando Takeru confuso. E assim começa a aventura de Takeru para conseguir o seu equipamento de volta e descobrir a sua verdade identidade.

Personagens

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Alsteen

Um cavaleiro que Takeru conhece enquanto estava tentando chegar à cidade de Phoenix. Ele parece estar viajando pelo mundo com um objetivo bem claro em mente. Dublado por Ryou Horikawa na versão para PC Engine.

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Don Gabacha

O prefeito de Deez. Ele promete à Takeru lhe dar o dinheiro para comprar o seu equipamento de volta se ele se livrar dos bandidos que vivem nas montanhas à oeste da cidade. Dublado por Kenji Utsumi na versão para PC Engine.

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Para a terceira e última aventura de Takeru, a  Elf escolheu mudar o sistema de jogo para algo completamente diferente dos jogos anteriores. Desta vez, Takeru é controlado em uma visão aérea, como nos RPGs clássicos para console, como Dragon Quest e Final Fantasy, e há um mapa com várias cidades para se visitar e explorar, incluindo as duas cidades dos jogos anteriores. Mas infelizmente este acaba sendo um mundo bem desinteressante. Todas as cidades são praticamente iguais e não há muita diversão ao se explorar os lugares. A maior parte do jogo é gasta viajando de cidade em cidade de forma linear, sem nada para quebrar esta rotina, já que as únicas coisas opcionais são algumas cenas de sexo extras. Em todo o jogo só existe uma única dungeon com um quebra-cabeça de verdade, o qual você precisa pegar a solução com dois NPCs diferentes (que só pode ser feito salvando e recarregando o jogo, já que cada um dos NPCs não vai contar a parte dele da solução se você já tiver falado com o outro antes) ou conseguir a solução inteira baseado numa pista de outro NPC. Fora isso, os layouts das dungeons são sem graça e diretos, uma grande diferença dos labirintos dos dois primeiros jogos. De uma forma geral, é uma mudança para pior, e a equipe claramente não estava preparada para criar um RPG com um grande mundo à ser explorado.

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Talvez por achar que o sistema de batalha dos jogos anteriores não era muito bom, a Elf decideiu tentar um sistema de batalha automático para o terceiro jogo. Seu grupo ainda tem três personagens, com Luna, a principal heroína do primeiro jogo, tomando o lugar de Sophia como usuária de magia. Quando o combate começa, Takeru e Baan atacam automaticamente continuarão fazendo isso atpe que os inimigos morram. mas com Luna em sua equipe, o jogador tem a opção de usar uma de quatro magias disponíveis. Luna tem uma barra de MP que se auto-regenera à medida que o tempo passa, e sempre que uma magia é utilizada, a barra toda é gasta e os efeitos da magia são influenciados pelo quanto da barra estava carregada no momento em que ela foi utilizada. Mas como era o caso nos outros jogos, a única magia realmente útil é a que recupera energia. na verdade, isso acaba por quebrar o jogo, já que a barra de MP carrega mais rápido do que as barras de HP se esvaziam. À menos que os personagens esteja enfrentando inimigos de um nível muito mais alto, é praticamente impossível morrer no jogo depois que Luna entra na sua equipe, ou se o jogador realmente esquecer de se curar quando necessário. De cereta forma, é surpreendente como a Elf conseguiu deixar o sistema de combate ainda mais sem graça do que antes.

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Apesar de ser a conclusão da história de Takeru, o enredo de Dragon Knight III não tem muita coisa ao seu favor. A escala maior do mundo nunca é usada de forma convincente, e a maioria das cidades que você visita e personagens que encontra são irrelevantes à história principal, servindo apenas como desculpa para cenas de sexo aleatórias, e uma boa parte delas tem um tema bizarro de fábulas dos Irmãos Grimm rolando. Fora duas ou três cenas que acontecem na parte principal do jogo, a maior parte do enredo está na última dungeon, o que nos faz pensar se mudar o sistema do jogo era realmente necessário, especialmente com uma execução tão pobre. Pelo menos os visuais seguem no mesmo nível, e um bom esforço foi gasto para fazer as sprites das cenas de combate, com o visual de cada personagem mudando de acordo com o equipamento que estão usando, o que não era muito comum na época. A música ainda é boa também, e o tema de campo o de combate estão entre os melhores da série.

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Logo após o lançamento deste jogo, um estudante do colegial foi pego roubando um jogo adulto chamado Saori: Bishoujo-tachi no Yakata. Este ficou conhecido como o “Saori Incident”, causando muitos problemas para as empresas de jogos adultos, já que seus jogos estavam na mira da mídia e muitas destas empresas não censuravam a genitália em seus jogos, algo que era contra a lei japonesa. Por causa disso, a Elf decidiu lançar versões “para todas as idades” de Dragon Knight III e de outros de seus jogos, onde eles cobriram ou omitiram as imagens eróticas.

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Assim como fizeram anteriormente com o Dragon Knight II, a NEC Avenue lançou a sua própria versão para PC Engine, em 1994. Sabendo que o sistema de combate não havia sido bem recebido, eles decidiram voltar ao sistema de turnos em primeira pessoa. Desta vez você pode dar comandos para cada personagem individualmente, e Takeru até tem alguns ataques especiais e sua própria barra de MP. Este é o melhor sistema de combate dos três jogos, sendo bem melhor que o original. Os desenvolvedores devem ter achado que parte do sucesso do jogo anterior se deu por causa das garotas-monstro, logo eles decidiram mudar a maioria dos inimigos para garotas-monstro nesta versão, mesmo que isso não faça sentido algum na história do jogo. As sprites usadas nos combates são agora completamente animadas, tornando as bataalhas bem mais interessantes visualmente. As sprites no campo de jogo também são um pouco maiores e mais bonitas, mas não são muito diferentes. Existem algumas faixas de áudio em CD na versão para PC Engine, e todas elas soa melhor que suas respectivas versões para computador. Mas infelizmente as melhores faixas estão em áudio PCM. Mas apesar destas melhorias, ele ainda assim é um jogo fraco, e não havia muito o que se fazer sem ter que refazer o jogo inteiro do zero.

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O mais estranho de tudo é que o Dragon Knight III foi lançado no ocidente com o título de Knights of Xentar. A Megatech Software, uma das primeiras empresas que tentaram lançar jogos eróticos japoneses nos EUA, provavelmente notou a popularidade da série no Japão e achou que valia à pena arriscar. No processo, eles praticamente reescreveram o roteiro todo, tornando a localização algo que lembra as traduções da Working Designs. Todos os personagens e lugares tem nomes diferentes, e agora o texto está repleto de referências à cultura pop dos anos 90. Esta versão do jogo permite que ajuste a inteligência artificial de alguns personagens nas batalhas, e até teve a interface resdesenhada, mas a jogabilidade é praticamente a mesma. A Megatech também lançou o jogo em CD, com todos os diálogos dublados, mas a dublagem é horrível, como era de se esperar. As versões ocidentais são todas censuradas, mas existem patches para restaurar todas as cenas de sexo.

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Se levarmos tudo em consideração, não é à toa que Dragon Knight III é geralmente considerado o episódio mais fraco da série, um modo decepcionante de se encerrar a jornada de Takeru. Não é exatamente a conclusão que os fãs esperavam de uma série que revolucionou a indústria. Mas felizmente ela não termina aqui, e a Elf acabou lançando uma continuação três anos depois.

Comparativo de Fotos

Vídeos

PC-98:

PC Engine:

Knights of Xentar:

Trilha sonora do X68000:

À seguir: Dragon Knight 4!

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