Especial Rambo, Parte 3: Rambo III

Por Kurt Kalata em 4 de março de 2008

Rambo III – Arcade (1989)

Tela de título

O jogo arcade da Taito é um shooter com visão “sobre o ombro”, no mesmo estilo de Cabal e Nam 75. Dois jogadores podem assumir os papéis de Rambo e/ou Coronel Trautman, usando metralhadoras ou flechas explosivas, Sendo que ambas podem receber powerups. Diferente de outros jogos similares, não há como mirar suas arma sem mover o seu personagem. Na primeira fase a tela se move da esquerda para a direita, mas todas as demais fases usam scrolling em 3D usando efeitos simples de scaling. Não é nada tão impressionante quanto o G.I. Joe da Konami, que usa uma técnica similar, mas com efeito final bem mais bacana. Não há onde se proteger, logo tudo que você pode fazer é se mover para um lado e para o outro, esperando não ser acertado. Admito que é bem legal quando a aparece o aviso na tela que diz “MAKE PRECATIONS!!! ENEMY’S AREA” e então você vê um exército de soldados, tanques e helicópteros no horizonte, avançando em sua direção. Mas eles lançam tanta coisa contra você que é quase impossível de se esquivar. É divertido, mas está longe de ser espetacular. Algo estranho de se notar é que a versão européia com com fases diferentes e as sprites dos inimigos foram alteradas – nada de importante, mas é estranho eles terem mudado estas coisas. Ou invés da lista de créditos, você vê várias fotos digitalizadas.

Rambo III – Commodore 64, Amstrad CPC, Amiga, ZX Spectrum, DOS, MSX, Atari ST (1988)

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A versão para computadores pessoais de Rambo III se divide em três segmentos: a primeira é de exploração, vista de cima, onde você precisa se infiltrar numa prisão, vasculhando várias salas vazias até encontrar o Coronel. A segunda fase também é vista de cima, onde você precisa plantar bombas. Estas fases lembram um pouquinho Metal Gear, e nelas pode-se encontrar vários itens e armas legais. Você começa com algumas facas de arremesso, mas eventualmente encontra metralhadoras, flechas, detectores de minas, silenciadores, óculos de infravermelho, etc. Não é nada complicado, além de contar com “quebra-cabeças” realmente estúpidos – uma porta aparentemente inocente vai te eletrocutar, te mantando instantaneamente à menos que você desligue um switch específico. As fases são grandes, mas bem chatas e vazias. Além disso, os guardas são absurdamente estúpidos. Na maior parte do tempo eles simplesmente andam para lá e para cá seguindo suas rotas de patrulha e vão atirar em você se você cruzar o seu campo de visão. Seu medidor de energia assusta um pouco, já que ele lentamente transforma a cara do Rambo em uma caveira, à medida que você leva dano. Após completar as duas primeiras fases, a terceira é uma galeria de tiro em primeira pessoa, que se passa dentro de um tanque. Nada especial, mas divertido.

Rambo III foi lançado pela Ocean para a maioria dos computadores da época. As versões para Commodore 64 e Amiga são as melhores, especialmente quanto à música. A versão para Atari ST é bem parecida com a do Amiga, assim como as versões para Spectrum e MSX são bem parecidas entre si. Estranho notar que algumas versões foram publicadas pela Taito, mesmo com todas as versões serem mais ou menos a mesma coisa.

Comparativo de Fotos

Rambo III – Sega Master System (1988)

Capa

Diferente do jogo anterior de Rambo para o Master System, este é um jogo de tiro, que requer o uso da pistola Light Phaser. Você conta com um suprimento limitado de tiros de metralhadora, que você pode usar simplesmente segurando o gatilho. Uma vez acabada a munição, você tem que contar com tiros individuais. Você também tem uma granada, que mata tudo na tela (incluindo civis) e uma bebida (que parece uma garrafa de cerveja) para recuperar sua energia – ambos são ativados ao se atirar nos ícones na parte de baixo da tela. Este jogo tem um design realmente frustrante, pois vários inimigos aparecem na tela ao mesmo tempo, com todos eles drenando a sua barra de energia ao mesmo tempo. É impossível de evitar de levar algum dano, tratando-se apenas de tentar reduzi-lo o máximo possível. Os gráficos digitalizados usados na abertura e entre as fases são as únicas coisas que ligam este jogo ao Rambo – fora isso, ele parece ser simplesmente um clone de Operation Wolf.

Rambo III – Genesis/Mega Drive (1989)

Capa

Veja essa analogia: Rambo II do Master System está para Commando assim como o Rambo III do Mega Drive está para Mercs. É um jogo muito mais rápido, com scroll multi-direcional e mais armas. Sua metralhadora com rapid fire pode ser disparada para frente ao se mover ou você pode dispersar seus tiros ao ficar parado. Você também tem uma faca, um suprimento limitado de flechas e algum C4. A seleção de armas é um pouco estranha: o botão C sempre dispara sua metralhadora, enquanto A serve para se escolher entre três sub-armas e o botão B as usa. Já que sua é inútil, por que não fazer simplesmente o botão A disparar flechas e o B disparar bombas?

Há seis fases no botão – algumas exigem apenas que você chegue ao fim da fase, enquanto outras tem um objetivo específico. Nestas fases, você fica vagando por cenários labirínticos, libertando prisioneiros e destruindo munições inimigas. As fases são longas e chatas, pois você geralmente acaba voltando várias vezes para os mesmos locais à menos que você saiba onde está indo. Há um punhado de chefes de fase, onde o ponto de vista muda para trás do Rambo, com ele usando flechas para destruir tanques, helicópteros e outros veículos grande. Estes segmentos são breves e parecem estar aqui apenas para mostrar a capacidade gráfica do Mega Drive. Pelo menos elas compensam pelo resto do jogo, que conta com gráficos bastante desinteressantes. O modo para dois jogadores foi abandonado, preferindo-se um modo de jogo alternado. Para um título do primeiro ano do Mega Drive no ocidente não é nada mal, mas Mercs faz picadinho dele.

Vídeos

Rambo III (Arcade)
Rambo III (C64)
Rambo III (Amiga)
Rambo III (DOS)
Rambo III (MSX)
Rambo III (Master System)
Rambo III (Mega Drive)

Conclusão

In some ways, it’s admirable that Pack-In Video tried to do different things with the Rambo license. The thing is, with Rambo, people expect a standard action game, which is naturally why the NES and MSX games feel so weird. Considering the mediocre attempts at straight action games from Ocean, Sega, and Taito, though, it’s cool to see some alternate takes on the formula. Thanks to ReyVGM for the heads-up on the different version of the arcade Rambo III.

Fim do Especial Rambo!

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